Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sonho Esquisito

Sonhei que ia a um lugar, onde estava rolando algo como uma festa, [parecia uma daquelas casas antigas de Belém, aquelas meio estreitas e verticais que, as vezes, usam pra fazer alguma coisa como um bar onde bandas tocam e tal] com pessoas que eu curtia, mas que também condenava por um punhado de motivos pessoais [em alguns sonhos tem coisas que não nos são explicadas, mas que de alguma forma sabemos. Temos acesso a certas informações sobre a realidade do sonho, como um escritor tem à cerca das obras de sua autoria ou um diretor de cinema que sabe dos bastidores dos seus filmes. É como se nós sentíssemos a verdade sobre algumas coisas e pessoas. Não sei, simplesmente sabemos. Como no caso desse meu sonho onde eu sentia que estava com pessoas sem caráter, sem escrúpulos, pessoas que não mereciam confiança. Algo assim: cada coisa que eu não aprovava tomava a forma de alguém que conheço, como representante, as pessoas eram símbolos. Nenhuma das pessoas era amigo meu.].

[Eu até quis agredir um cara lá, mas não fiz - Sou razoável.]

Eu andava olhando pra estrutura do lugar [que era velho e empoeirado] e pras pessoas que estavam por ali. Tinha gente arrumando algumas decorações [eu lembro de uma porta que parecia feita de papel, só que era brilhoso como aquelas madrepérolas chinesas], até chegaram a me pedir pra dar uma ajuda [ajudei a carregar essa porta e encostar em um canto qualquer], e também tinha gente só olhando, pareciam esperar que começasse algo [os shows, as apresentações ou seja lá o que fosse]. Tinha umas iluminações esverdeadas e outras amareladas que se misturavam com a cor da madeira do assoalho. Não era bonito e nem confortável.

Eu me distanciei das pessoas e fiquei perambulando sozinho. Entrava em portas e portinhas de cachorro, conhecendo o lugar. Era quase um labirinto. Salas pequenas ligadas a mais salas pequenas. À medida que fui me embrenhando pelo lugar as coisas iam tomando um ar mais sombrio, lembrava aquelas casas de terror de parque de diversões. Decidi voltar, mas não conseguia nem pegando o mesmo caminho. É como se eu já estivesse passando pelos mesmos cômodos de antes, só que estavam todos diferentes. O cenário mudava cada vez que eu atravessava um portal. Era rápido que as coisas mudavam. Eu andei mais apressado, estava ficando preocupado.

Entrei numa sala onde tinham dois velhos [um homem e uma mulher, parece] e uma menina [mais ou menos da minha idade, como se fosse mais um dos jovens da festa]. Eles estavam conversando. Os velhos estavam apresentando uma charada [pra nós dois, agora]. Eles seguravam um poster de esqueleto humano e falavam sobre um estudioso antigo que enfiou no meio do seu trabalho [pelo que entendi, era um desenhista ou pintor que fez um dos primeiros desenhos do esqueleto humano. Algo como ter feito uma autópsia pra conhecer o interior do corpo. Ele era conceituado, famoso, respeitado...] uma espécie de mistério [eu não consigo lembrar bem de tudo, relacionavam às piramedes do egito/múmias/algum misticismo ou ciência oculta. Eles não disseram nada disso, mas era algo sobrenatural.] que envolvia a estrutura humana, que era explicada com um gráfico de linhas paralelas e palavras entre as linhas. Eles mostravam a figura do esqueleto e depois viraram o poster. No verso dele tinha um triângulo [o triângulo era cheio de desenhos iguais ao teto do meu quarto]. Eu não sabia o que era que eles queriam dizer, mas era algo sobre o mistério da vida.




Eu quis sair da sala sem resolver a charada. A menina ficou. Passei por mais portas, mas já existiam umas que eu não podia atravessar, algumas das passagens [que eu já tinha passado antes] ficaram menores, o chão parecia se esticar debaixo dos meus pés e as coisas pareciam ficar mais distantes, os cômodos variavam de cor [assim como os portais mudavam de forma], apereceu uma floresta de árvores retorcidas ao redor da casa [árvores com "rostos pra assustar"], tinha algum tipo de consciência provocando aquilo tudo [não tenho certeza]. Eu ficava cada vez mais nervoso quando apareciam portas bloqueadas ou sem maçaneta. Estava tudo ficando louco, portas com portas atras delas, imagens bagunçadas pessando pela superfície das portas como se fosse uma TV, como se fosse um rolo de filme correndo rápido nas portas, no chão, no céu e na paisagem também. As opições estavam diminuindo até que eu não tinha mais nenhuma porta pra entrar.

Sensação de pesadelo: Aflição.

Algo me dizia que eu tinha que parar de buscar.

4 comentários:

Anônimo disse...

um misto de cores junto com enigma e pessoas não muito agradáveis...

tu bebeu antes d ir dormir?!

hasudhuiash

brincadeira xp

não gosto muito d bancar a psicóloga, até pq esse sempre foi sonho ¬¬, mas achu q issu pode ser resultado de varias coisas, conflitos internos e algo q vc tenha deixado de resolver, e agora fica te pertubando...

enfim... só uma opinião =D

beijos pra ti Du pequeno Du xPpPp

Anônimo disse...

Num sei o que dizer, muito louco, mas tão reais, que nos deixam com a sensação de que qualquer coisa que nos aconteça possa ser um sonho também, fantasias a parte , gostei como vc descreveu, a mente de leitor bem treinada nos faz imaginar aquilo que lemos , e hj eu fiz parte desse sonho tbm , e por incrível q pareça tbm fiquei angustiada!!!

bjus

little witch disse...

"Mas o que é a vida sem os sonhos." e os pesadelos também hehehe.

Ainda bem que era um sonho, já que você não estava se sentindo confortável naquele ambiente, mas, sonho é sonho.

Talvez você não teve um dia muito agradavel e se refletiu em sonho... pode ser não é?!

o real refletindo o surreal. SONHO.

little witch disse...

ah!
Poxa... ninguém me avisou sobre o show :(
Tudo bem, eu te perdoo por não ter meu número.
Mas pode pegar com o nosso amigo Mailson, não tem problema!

Deve ter sido muito bom...

:*

ah! saudade de ficar lá na frente falando "besteiras".