Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

terça-feira, 26 de julho de 2022

UP, PCB E PSTU: SEM A FRENTE SOCIALISTA E COM UM INFÉRTIL DIVISIONISMO FATRICIDA

Fonte: CNN Brasil.


(Ou: a pulverização dos socialistas como sintoma de uma fraqueza estratégica e um taticismo eleitoral autoproclamatório) 


Temos visto que após o PSOL abrir mão de ter candidatura própria para apoiar a neoliberal chapa de Lula-Alckmin - portanto, buscando surfar na onda de rejeição ao Bolsonaro abraçando a direita - a esquerda socialista no Brasil retrocedeu das típicas formulações de criar uma unidade (Frente de Esquerda Socialista, já ocorrida em outras ocasiões) e caiu na pulverização, regada por sectarismo e uma auto proclamação sem lugar...


O prenúncio já vinha de meses atrás quando Vera Lúcia, Leonardo Péricles e Sofia Manzano disseram que era impossível fazer a Frente de Esquerda Socialista em um debate promovido por Plínio Jr (Contrapoder). Na ocasião, e em um sentido oposto, Glauber Braga disse ser sim possível e importante construir programa comum para unir os socialistas e potencializar suas forças, nas lutas e nas eleições. Que pena Glauber ter sido barrado no PSOL pelas correntes majoritárias, talvez isto tivesse garantido não só a maior alternativa de esquerda como talvez a unidade de todas elas.


As demais forças socialistas, UP, PSTU e PCB, poderiam ocupar o espaço deixado vago pelo PSOL da forma mais pedagógica e fraterna possível nesse grave momento de crise: com a construção daquele programa comum que colocasse acima de tudo a luta contra o capitalismo, a burguesia, a direita toda e a conciliação que pariram o bolsonarismo e que estão se reeditando. Mas, lamentavelmente, estas organizações passaram meses no rumo da diferenciação e na auto construção de seus aparatos eleitorais para disputar espaço uma contra as outras nas eleições burguesas, ao invés de saírem todas mais potentes à luta.


A UP foi a primeira a cravar um "não" oficial à proposta de Frente de Esquerda Socialista, ao lançar nesse último domingo sua candidatura individual "puro sangue". Mas, verdade seja dita, tanto PSTU e PCB também já vinham no mesmo movimento errático e sectário de escolher suas próprias pré-presidenciáveis e vices, independente da importância do campo socialista estar fortalecido contra Bolsonaro e a Frente Ampla de Lula-Alckmin. Não há aqui nenhum isento da responsabilidade - salvo todas as tendências e grupos que saíram na defesa da Frente de Esquerda Socialista (proposta negada no PSOL, PSTU, PCB, UP e também no Polo Socialista e Revolucionário, por suas respectivas direções). Logo veremos os lançamentos oficiais também do PCB e do PSTU pra jogar de vez uma pá de cal na necessária possibilidade de uma unidade classista no processo eleitoral de 2022.


O quadro é óbvio: o divisionismo e a tendência a marginalidade favorecem todas alternativas burguesas e a conciliação de classes, como a chapa Lula-Alckmin. Apontam desse modo as atuais direções da esquerda socialista no Brasil que não estão a altura das tarefas mais simples - afinal, não se unem nas eleições, como muitas vezes nem nas lutas e disputas na base da sociedade... A debilidade é grave e há, inclusive, um notório retrocesso em curso. Desse modo, a "miséria do possível" se impõe na conjuntura como o resultado da cascata de respostas céticas, derrotistas, impressionistas, oportunistas e sectárias que são dadas por todo lado. Justo quando mais o Brasil precisa de uma saída socialista, é essa tácita nulidade.


[...]


Mas para além de todo esse quadro, existem militância e vários agrupamentos dispersos que não concordam com o melancólico curso dos socialistas do Brasil. A nossa tarefa é nos encontrarmos e nos somarmos, num esforço fraterno e muito unitário, para seguir lutando e, sim, construindo um caminho - não sectário e não oportunista - que tenha o objetivo sólido de fazer a luta e a crítica antissistêmica, acima de tudo, com métodos saudáveis entre nós.


Ninguém disse que seria fácil. Nós da Luta Socialista seguiremos firmemente dando a batalha e fazendo as críticas cabíveis. Além disso, atuando nas lutas concretas porque é daí que virão as novas ferramentas e nas disputas da sociedade que precisamos. Ainda há muita água para rolar debaixo da ponte e a etapa da luta de classes acelerada como têm sido, logo irá gestar novos e radicalizados fenômenos, muito potentes para construir a alternativa necessária.


Seguirá o debate entre nós.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

1° de Maio: o PSOL tem que agitar o "Fora Bolsonaro e Mourão!" pela vida dos trabalhadores, periferias e pobres

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL


O momento é de agravamento da crise social, a pandemia já causou 500 mortes por covid19 em apenas 24 horas e ultrapassou o número total de vítimas da China. Ainda assim, o governo Bolsonaro-Mourão segue a sua linha de não garantir as testagens em massa, continua com o plano de suspensão total do distanciamento social, continua priorizando os negócios e a entrega de dinheiro público aos capitalistas e sistema financeiro, ao mesmo tempo que dá continuidade aos seus planos de aprovação das medidas draconianas contra os direitos dos trabalhadores brasileiros.

A investida sobre a direção da Polícia Federal demonstra que Bolsonaro quer aumentar seu poder pessoal e autoritário sobre a sociedade brasileira. Em paralelo ao projeto autoritário, debocha e faz pouco caso da dor das famílias que enfrentam a tristeza de ver seus entes queridos morrendo sem a devida atenção dos altos poderes na República da Desigualdade. Os próximos dias serão de maior crise político-institucional e mal-estar com o crescimento da curva de contágios do coronavírus.

De fato, a crise terminal da Nova República se acelera e a questão principal colocada em sentido histórico é que a luta pela dignidade e vida do nosso povo trabalhador passa por derrotar o estado de coisas engendrado pelo sistema capitalista em todas as áreas de necessidade da população e dimensões da vida. Essa decadência sistêmica, escancarada agora pela pandemia deve ser aproveitada para unificar a esquerda socialista  na construção do projeto revolucionário de massas urgente para impor sobre o capital o poder do trabalho. Um projeto frontalmente contrário ao projeto de Bolsonaro, que lidera a "contrarrevolução preventiva" e organiza-se para consolidar uma base fiel e militante de neonazistas.

Para salvar vidas, invertendo totalmente a lógica atual é preciso um novo radicalismo de esquerda, pela igualdade substantiva que o Brasil nunca experimentou e contra todo esse autoritarismo que nossa história sempre viveu. É o principal objetivo nesse momento em que todo o sistema mundial demonstra sua insuficiência para nossa classe e, na realidade, aprenderá uma feroz disposição de nos sacrificar em nome do lucro.

Para que possamos defender a vida dos trabalhadores é inevitável enfrentar toda a política do atual governo, pois sem que se derrote Bolsonaro e Mourão será impossível reverter a sua agenda antipopular e genocida. Por isso, o PSOL - junto à esquerda socialista composta pelos camaradas do PCB e do PSTU - deve fortalecer o movimento pelo Fora Bolsonaro e Fora Mourão, a única linha política que tem a devida independência diante de todo governo burguês ultraliberal que está no poder. Essa política é diferente das linhas que as esquerdas e direitas capitalistas estão aplicando agora, para aclamar Mourão e acalmar os ânimos da indignação popular. Devemos chamar o 1° de Maio classista, popular, dos trabalhadores e do povo pobre, para exigir a queda do governo e dessa agenda de morte contra brasileiras e brasileiros. Sem nenhuma confiança nos governos, uma vez que os nossos maiores inimigos estão poder.

Não bastará a política pelo "Fora Bolsonaro" que tanto a direita como a esquerda estão agora agitando face a profunda crise. Eles estão, na realidade, propondo uma "manobra Temer" para normalizar um regime totalmente inormalizável. É preciso dar um baque forte e impor uma derrota a toda burguesia brasileira e o seu governo agora. Isso se dará pelo convencimento massivo das pessoas, seja com os panelaços, protestos e campanhas de todo tipo contra os planos em curso do governo.

Fora Bolsonaro e Mourão!
A vida tem que estar acima do lucro!

terça-feira, 28 de abril de 2020

1° de Maio: Nem general, nem capitão! FORA BOLSONARO E MOURÃO! No dia do trabalhador não há espaço pra patrão!

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL-PA


A burguesia agora quer capiturar o 1° de Maio dos trabalhadores!

A galera que aprovou Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, que entregou bilhões ao "Bolsa Banqueiro", toda aquela galera que destruiu o Sistema Único de Saúde (SUS) e que defende a privatização dos serviços públicos quer se abraçar no Dia Mundial da Classe Trabalhadora pra apoiar que o General Mourão assuma o governo agora!

Mas isso, que pode vir a se confirmar nos próximos dias, não passaria de uma espécie de "MANOBRA TEMER" de emergência para salvar o plano guedista de contrarreformas capitalistas! Está correta a queda de Bolsonaro, mas está errada a ascensão de Mourão! Ambos representam o mesmo projeto, que hoje permitiu a Covid19 bater forte sobre os trabalhadores, sem saúde, recursos, ciência, testagem, EPI's, leitos de UTI's, etc! Por isso irão dividir o mesmo palanque o Dória, Lula, FHC, Haddad, etc, ou seja, uma união das direitas e das esquerdas capitalistas CULPADOS PELO CAOS TODO QUE VIVEMOS HOJE! Pra aclamar Mourão, como "solução" que NÃO É E NUNCA VAI SER.

Nós precisamos de um 1° de Maio pra outra coisa: pra luta pela queda de todo o governo! Fazer fortes panelaços por "FORA BOLSONARO E MOURÃO"! Pois são todos agentes do mesmo projeto! Em defesa da Saúde, seus trabalhadores, por um Lock Down real no Brasil, testagem massiva e recursos pra prevenção, pra proteção e para o tratamento das pessoas! Nenhuma ilusão nos políticos da ordem que agora querem fazer "Live" pra dizer que são contra o governo cujo mandato eles defendiam até agorinha! Não podemos confiar que venha nada de bom lá de cima, temos que fazer pressão desde baixo e denunciar todos os governos antipovo! Só assim teremos condições de nos proteger nessa situação de pandemia, com muito protesto!

Todos aqueles realmente vinculados e comprometidos com a classe trabalhadora devem fazer atos com INDEPENDÊNCIA DE CLASSE, SEM BURGUESES, SEM PATRÕES, SEM BUROCRATAS SINDICAIS TRAIDORES E SEM CORRUPTOS! Também não há espaço para os representantes das instituições da ordem burguesa, nem da Câmara e nem do Senado, nem do STF e nem nada assim. Isso quer dizer que os camaradas do PSOL, PSTU, PCB e todos os movimentos e ativistas que lutam por mudanças estruturais no Brasil, pelo poder verdadeiro dos trabalhadores auto organizados, imediatamente devem repudiar os atos policlassistas que farão os burgueses e seus aliados conciliadores. Devemos por nosso 1° de Maio no lugar certo, ao lado exclusivamente da classe trabalhadora e suas necessidades, lutas e protestos contra TODOS OS GOVERNOS! Pelo socialismo e o poder dos trabalhadores!

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Assistimos agora a morte do bolsonarismo e o nascer de uma nova chance de mudanças

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL-PA

Totalmente ridículo, o futuro ex-presidente

O contagioso fenômeno político que levou o nome dos Bolsonaros agora está em decadência aberta. Desmoralizado, derretendo e se decompondo bem diante de nossos olhos, crescentes alas da direita vão assumindo a deposição de seu Messias após a crescente indignação social passar por cima até da esquerda política, que estava tão imóvel até alguns dias atrás. Já são mais de 20 pedidos de impedimento contra Jair Bolsonaro, algumas denúncias no STF por crimes graves e uma imparável turbulência vinda de todos os lados, desde a oposição social com panelaços pelas janelas do país até sua base institucional no Congresso.

Diferentes partidos da direita e da esquerda já se posicionaram pela renuncia, impeachment e/ou derrubada do governo, seja pelo STF ou não. Os conflitos com os governadores e demais líderes partidários se agravou profundamente em face das posições suicidas na crise do coronavírus. A falta de testgem massiva da covid19, maquiando os dados sobre a pandemia, a política de não garantia de um verdadeiro lock down no país e a forma de minimizar tudo como "gripezinha" e "resfriadinho" piorou todos os problemas do governo e levou o Brasil ao "limite da barbárie" como diz o prefeito de Manaus - onde os cadáveres são enterrados em vala comum aberta com escavadeira há uma semana. Seja PSL, FHC, Ciro Gomes ou PT (em conflito com Lula), há crescente convergência pela queda do presidente. Cresce a agitação da consigna do "Fora Bolsonaro e Mourão" de socialistas do PSOL, PSTU e PCB que não querem trocar o ex-capitão burguês por um general burguês que vai dar continuidade ao projeto guedista.

Estamos revendo - só que de uma forma mais dramática, profunda e odienta - aquela crise política vivida pelo petismo no pré-Impeachment de Dilma Rousseff. A perda de base de apoio, os abandonos de aliados e movimentação em rumo à derrubada. Dessa vez é a ala populista da direita capitalista que está vivendo a crise que já viveu os populistas da esquerda capitalista. É muito importante dizer, inclusive, que o bolsonarismo não passa de uma espécie de "doppelganger" do lulismo, só um reflexo odioso que se impôs ao Brasil como desdobramento da frustração e da rejeição. O propulsor "antiPT" foi conquistado por Bolsonaro e agora o propulsor "antiBolsonaro" está em disputa. Na crise petista a falta de uma alternativa capaz de criticar com força os anos do PT e todo o resto, levou Bolsonaro a aparecer como o "novo" e "antissistêmico" que iria "mudar tudo isso daí" e, no final, mudou tudo pra pior. Mas a morte agora do bolsonarismo é uma nova oportunidade, como foi uma oportunidade perdida a crise do lulopetismo. Pois o sistema capitalista é o mesmo ao longo de todos os governos que a burguesia brasileira dirigiu com acordos com Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro e não irá mudar apenas com um novo presidente e sim com a mudança sistêmica.

Há um perigo de outra repetição piorada, a "manobra Temer" da burguesia

Se a direita derrubou o desgastado governo Dilma Rousseff após aplicar vários ajustes antipopulares, botou Michel Temer para acelerar o mesmo projeto. Isso aconteceu porque a esquerda se negou a ir até às últimas consequências do "Fora Temer", o deixou assumir e governar até o fim do mandato. O resultado foi a burguesia avançando de novo e colocando Jair Bolsonaro no comando. Ou seja, sempre a burguesia avança quando vê chances. E agora com a possível queda de Jair Bolsonaro, a possibilidade mais evidente vista pela burguesia é colocar Mourão pra avançar ainda mais no plano burguês no Brasil. Vai prometer estabilidade, satisfazer parte da indignação social e tocar o barco das contrarreformas antipopulares após já ter sacrificado a vida de milhares de trabalhadores. E se a esquerda do capitali (PT, PCdoB, PDT...) só ficar no "Fora Bolsonaro" e deixar Mourão no poder como deixou Michel Temer, estaremos cada vez pior. Ou seja: se correr pro Mourão o bicho pega e se ficar no Bolsonaro o bicho come!

É preciso seguir a linha do "Fora Bolsonaro e Mourão" pra garantir testagem massivo do covid19, garantir o fortalecimento do distanciamento social, dar renda básica aos trabalhadores e necessitados, investir pesado na proteção e saúde do Brasil, pois com eles no poder não poderemos fazer isso! Ainda, agora é a hora de construir uma nova saída política que negue todos esses bichões que até agora só propuseram mais e mais capitalismo ao Brasil. Se o país está sofrendo uma enorme tortura é porque todos esses velhos políticos burgueses passaram 30 anos construindo um país totalmente antidemocrático para a maioria do povo, que não deu a mínima para saúde e educação, ciência, nem saneamento, nada. Todos eles são o partido do sistema capitalista - da direita à esquerda, uns dizem "sim" ao sistema e outros "sim, senhor!" - e nos falta ainda uma alternativa que diga NÃO a essa lógica onde o Mercado é mais importante do que a dignidade e a vida dos trabalhadores, das periferias e dos pobres.

A morte do bolsonarismo agora nos abre de novo a oportunidade de não repetir velhos erros burgueses que prometem "mudar isso daí", sem mudar o sistema econômico e esse regime político, ambos totalmente antidemocráticos contra a população. .

sexta-feira, 24 de abril de 2020

VAI SE DESNUDANDO A BARBÁRIE NA AMAZÔNIA

Figura: Montagem de Eduardo Rodrigues.

Nós amazônidas estamos em situação especialmente complicada. O pano de fundo são sistemas de saúde locais precários e já colapsados desde antes da pandemia, evidentes falhas e atentados contra as orientações de distanciamento social, a nula testagem de covid-19 para ampla população e a estação de chuvas. Nesta quinta-feira (23), o Amazonas contou com um salto de 409 novos casos chegando aos 2.888 e 234 óbitos confirmados, uma situação dramática que chama a atenção pelas valas comuns sendo abertas em Manaus, fotos que circularam por todo país. O Pará, com a 3ª maior taxa de crescimento da curva de contágio já está sem capacidade de atender em várias unidades de saúde de Belém - de modo que no dia 05/04 eram 102 casos e dez dias depois já eram 487, e alcançou 1267 casos e 53 óbitos no dia de ontem, com menos de 200 leitos de UTI e já todos ocupados. Estamos apenas no começo do contágio comunitário, com pessoas morrendo em porta de hospitais ou em casa, com trabalhadores da saúde sem EPI's para se protegerem e o IML sem capacidade de fazer a busca dos corpos - demorando até 12 horas para efetuá-las. Pense nas cidades menores, nos ribeirinhos, indígenas e comunidades periféricas mais empobrecidas que há aos montes em nossa região... O pior está por vir. Tudo culpa de décadas de negligência de todos os governos do capital, que só legaram rombos nas terras e nas contas ao invés de construir infraestrutura social aqui.

Essa realidade de colapso ainda nem se deu nos primeiros estados a ter casos e contágio generalizado por coronavírus no Brasil. O que demonstra cabalmente que as condições de garantia de dignidade aos nossos povos do campo, da cidade e da floresta é um quadro grave, de uma Amazônia negligenciada em direitos apesar de super explorada em seus recursos pela federação brasileira. Uma periferia bárbara e subcolônia de um país já periférico, cuja principal frente de expansão econômica desse capitalismo dependente - "o agro é pop" - não possui sequer a capacidade de produzir respiradores, EPI's e máscaras pra sua população em geral, muito menos para nortistas em especial. Se Norte e Nordeste - regiões mais "empobrecidas" - já somam 38,1% dos casos em todo país, então a aceleração é enorme! Mas a diferença qualitativa é que aqui, amazônidas e nordestinos, viveremos uma versão ainda mais cruel e barbarizada da realidade da pandemia que abate a sociedade em crise profunda que é esse país. E esses são parte dos míseros e benevolentes dados do próprio governo federal ( http://covid.saude.gov.br ) que está se negando em absoluto a realizar a massiva testagem necessária para sairmos do escuro, maquiando dados com a opção da ignorância e sabotando a análise científico-política séria!

O governo Bolsonaro-Mourão, com todos os seus ministros lacaios, está aplicando deliberadamente uma linha do "foda-se!" aos trabalhadores, retirando direitos ao mesmo passo que entrega bilhões e bilhões e bilhões aos bancos, ao sistema financeiro e aos patrões, basta ver o R$ 1,2 trilhão aprovado para resguardá-los. O governo central ainda promete quebrar de vez o distanciamento social que até agora estava servindo minimamente para ganhar tempo e reduzir danos. Especialistas já afirmam que o Brasil já tem uma aceleração pior do que da Itália e deve ser uma tragédia, caso se recue ainda mais no pouco feito. Nós, mais que ninguém no resto do país, precisamos nos revoltar!  #ForaBolsonaroEMourão #GrevesPelaVida #PararONãoEssencial #FicaEmCasa #LockOutDeVerdade #VidaAcimaDoLucro #Amazônia #Amazônidas #Covid19 #Coronavírus