Doido, isso que deveria tocar nas rádios!
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
sábado, 24 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Audiência Pública na UNAMA, campus Senador Lemos.
Hoje o DCE-UNAMA realizou a Audiência Pública marcada com os estudantes e a Reitoria, para que fossem dadas soluções aos problemas do curso de Direito e dos problemas do Campus Senador Lemos - que foi palco de episódios inaceitáveis por conta da falta de Segurança. Depois de dias passando em sala, realizando conselhos de turmas para coletar as demandas estudantis e pondo em circulação um abaixo-assinado solicitando a presença da Reitoria, a Audiência foi realizada. No entanto, com uma postura de tremendo desrespeito por parte da Reitoria.
Mas, com o aglomerar de estudantes interessados em participar da audiência, uma professora, que não é sequer integrante da coordenação do curso, foi enviada ao nosso encontro. Declarou logo de início que estava ali simplesmente para dar uma "satisfação" aos estudantes, não resolveria nenhuma questão e só iria entregar um recado, logo, não haveria diálogo. Declarou a professora, contraditoriamente, que a Reitoria não tinha conhecimento das demandas mas que as estava analisando (?), e que pedia um prazo até dia 27. A "satisfação" dada pela professora durou menos de 2 minutinhos, depois ela se retirou.Temos aí então, claramente, o atentado da Reitoria contra a nossa inteligência e a integridade da atuação dos estudantes. Dizendo que não conheciam as demandas, quando o DCE, no dia 12, esteve com ela reunido e fez questão de entregar em mãos a lista de demandas que os estudantes haviam repassado nos conselhos de turma! Como a Universidade toma uma atitude de repreender a atuação do Diretório Central de Estudantes, coloca funcionários para fiscalizar a audiência e, ainda assim, tranca-se do lado de fora de sua obrigação de comparecer?!
Mesmo assim o DCE não se calou, deixou clara sua insatisfação e imediatamente colocou uma proposta em votação para o coletivo estudantil. Proposta de que se a Reitoria não tomar nenhuma atitude em favor dos interesses dos estudantes até o dia 27, haverá um ato público que denunciará, inclusive com o apoio da imprensa se necessário, os desmandos da instituição que permite que um carro seja levado do seu próprio estacionamento por falta de segurança, assim como se omite frente os assaltos dos quais os estudantes tem sido vítimas recorrentemente, por falta da instituição em não exigir do Poder Público o policiamento da região. Sem contar o abuso dos aumentos de mensalidade que todo ano acontecem, em conjunto com o aumento das necessidades dos estudantes, que ficam, como hoje, tendo que esperar e esperar! Pra onde vai o nosso dinheiro se não é revertido em bons serviços?!
A proposta de ato público para o dia 27 foi votada e teve aceitação unânime dos estudantes ali presentes. Nossa paciência tem limites. E o descaso da Universidade é esse limite... É INACETÁVEL que tenhamos que pagar caríssimo para ter em contraprestação uma universidade sucateada e omissa! Estudantes, uní-vos, porque já foi provado em situações anteriores na UNAMA que só com mobilização se consegue vitórias. Vejo as lutas do DCE desde quando entrei na Universidade, em 2007, e nunca estive tão convencido.
Vamos À Luta!
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
"Stalin", dirigido por Ivan Passer, 1992.
Vou assistir esse "Stalin". Filme de 1992, dirigido por Ivan Passer. Que seria uma biografia do primeiro Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética...
domingo, 18 de setembro de 2011
nostalgia amanhecida
Na quietude serena da noite é mais fácil ser nostálgico.
É meio um problema a nostalgia aparecer de manhã cedo, depois de toda uma noite acordado, pois o dia cobra atenção. De dia as pessoas estão de pé, vivendo a vida, espreitando e, sem querer, inibindo o intimismo que paira livre durante a noite. O dia cobra alguma sociabilidade... que ocupa o espaço da solidão que de vez em quando quer seu momento. De modo que a noite me parece sempre mais apropriada para os sentimentalismos solitários e pequenos tormentos.
Ter companhias não apaga a Solidão da qual falo... Mas companhias outras distanciam o desfrutar da nostalgia, essa doce amiga. Essa visita constante alojada no meu peito...
Linda, o dia é cheio...
E pra conservar a magia:
Venha à noite, quando teremos a madrugada toda em nosso leito.
Onde os sonhos que não nos permitem durante o dia
sejam nosso desejado tempo perfeito.
É meio um problema a nostalgia aparecer de manhã cedo, depois de toda uma noite acordado, pois o dia cobra atenção. De dia as pessoas estão de pé, vivendo a vida, espreitando e, sem querer, inibindo o intimismo que paira livre durante a noite. O dia cobra alguma sociabilidade... que ocupa o espaço da solidão que de vez em quando quer seu momento. De modo que a noite me parece sempre mais apropriada para os sentimentalismos solitários e pequenos tormentos.
Ter companhias não apaga a Solidão da qual falo... Mas companhias outras distanciam o desfrutar da nostalgia, essa doce amiga. Essa visita constante alojada no meu peito...
Linda, o dia é cheio...
E pra conservar a magia:
Venha à noite, quando teremos a madrugada toda em nosso leito.
Onde os sonhos que não nos permitem durante o dia
sejam nosso desejado tempo perfeito.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
As ocupações de reitoria e os indignados brasileiros

A juventude brasileira voltou a ser manchete dos jornais nas últimas semanas. Além das grandes manifestações contra a corrupção em várias cidades no 7 de setembro e das passeatas contra o aumento da tarifa de ônibus em Teresina-PI, as ocupações de reitoria são a marca de uma geração que cansou de esperar a boa vontade dos reitores e do governo para que solucionem os nossos problemas. O clima é dos mais favoráveis, pois rebeliões sacodem os quatro cantos do planeta, e hoje já deixou de ser piegas falarmos em revoluções. Desde a ocupação da reitoria da UFF, onde tivemos participação mais ativa, o nosso coletivo traz esse texto como contribuição para todo o movimento estudantil brasileiro. Trata-se de uma breve reflexão sobre o que está ocorrendo e dos desafios impostos. Boa leitura!
As ocupações

Todas as ocupações saíram vitoriosas em suas pautas. É muito importante demarcar isto porque outras seriam as tarefas daqui para frente se o movimento estivesse saindo derrotado. Basta olharmos rapidamente os documentos assinados pelas reitorias da UFSC, UFPR e UFF, por exemplo, para percebermos que conseguimos arrancar muita coisa. É verdade que o movimento deve seguir mobilizado para efetivar tais conquistas, mas o temor das reitorias e a fraqueza que demonstraram só foram possíveis porque há uma situação de instabilidade nas IFES. Além da heróica greve dos servidores das universidades, as crises do REUNI estão cada vez mais latentes. Nos arriscamos a dizer que a equação: contradições do REUNI + corte de verbas + instabilidade política do governo federal + situação mundial (crise e rebeliões) + custo de vida elevado (inflação, tarifas de ônibus, preço dos alimentos, etc.), + a disposição de luta da juventude, é a combinação que está gestando os indignados brasileiros.A maior mobilização da história da UFF, que em seu ponto alto contou com mais de mil estudantes em mobilização permanente, foi por mais professores, salas de aula, por segurança nos campi e seus arredores, por moradia, bandejões, etc. Mas, além disso, por democracia na universidade, que se demonstrou mais descaradamente antidemocrática por estes dias quando o Reitor Roberto Salles tentou passar por cima de tudo e de todos se aliando à Prefeitura de Niterói (não nos esqueçamos das vítimas do Bumba e outras comunidades e dos 10 mil novos desabrigados que Niterói “ganhou”) para passar por dentro do Campus do Gragoatá uma via meramente turística no megalomaníaco Caminho Niemeyer, projeto de cidade mercadoria do prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT). Nossa ocupação também foi muito classista, pois o apoio a greve dos servidores foi uma das bandeiras gerais mais agitadas nas manifestações. O fato do SINTUFF ter ocupado a reitoria junto com os estudantes ajudou a selar a unidade que foi a responsável pela derrota da reitoria. Contamos também com o apoio da ADUFF e de inúmeros professores que se dispuseram a dar aulas dentro da ocupação. A unidade entre os estudantes e trabalhadores foi fundamental e vemos que este é o caminho.
O papel da UNE
Do outro lado da trincheira, a jornada da UNE em Brasília foi um grito sem eco, visto que não refletiu a luta direta das ocupações. Pelo contrário, tentou armar um palco para Dilma na audiência que tiveram com ela, que como sabemos está comprometida com os banqueiros e empreiteiros e não com os estudantes e os trabalhadores. Nenhuma das ocupações ocorreu por vontade ou linha da direção majoritária da UNE e se os mesmos chegaram a “visitar” alguma delas, foi para não se desmoralizarem ainda mais perante os estudantes. Na UFF, por exemplo, toda vez que a bandeira da UNE era empunhada pela majoritária ocorria um enorme rechaço dos estudantes, confirmando essa característica antiburocrática.
Os indignados
Os indignados são Marias, Josés, Marianas e Pedros que começaram a perceber que somente se mobilizando é possível melhorar a vida.Dentre tantas características, uma das mais visíveis desta nova vanguarda que surge, é a luta por democracia real e contra as burocracias, sejam elas do Estado ou dos movimentos. Nossa ocupação teve muito esta cara, democrática, combativa e de base.É algo parecido com o que tem ocorrido no Chile, onde cresce a indignação contra a forma burocrática com que a CONFECH tem se proposto a dirigir as mobilizações. Se fortalece a ACES que inclusive se solidarizou com nossas ocupações. Enviamos três companheiras ao Chile como um esforço de solidariedade, aprendizado e articulação internacional.
15 de outubro: dia mundial de ocupação de praças
Outro ponto fundamental é o 15 de outubro. Ainda há, mesmo na vanguarda, desconhecimento sobre as mobilizações deste dia. Vemos ser uma tarefa da oposição de esquerda da UNE ser parte da construção deste Dia Mundial de Ocupação de Praças. Propomos uma reunião que possa tratar deste tema.
A campanha dos 10% do PIB para a Educação Já!
A campanha dos 10% do PIB pela educação, uma bandeira correta, tem que partir dos problemas concretos, a começar pela denúncia do corte de verbas da educação e da crise do REUNI. Devemos refletir que nenhuma ocupação se deu por esta bandeira. Há uma proposta de adiamento da data do plebiscito para março de 2012. Não vemos que o centro da questão seja a data, pois mesmo que estivéssemos em muitas eleições de DCE´s e perto do CONUBES, se estivesse acontecendo mobilizações, passeatas e ocupações de base por esta bandeira seria correto priorizá-la. Mas não vemos desta forma. Em nossa opinião o que é urgente é articularmos os nossos movimentos para a nova dinâmica que se abriu, de ocupações e passeatas, de mobilizações educativas para toda uma nova geração que tem surgido. É necessário nos prepararmos para a ocupação das maiores reitorias do país, temos que reeditar a ocupação da USP, da UnB, da UFMG, etc. Os comitês de base que deveremos construir na campanha dos 10% para educação devem funcionar como comitês de mobilização concreta, que para além de formar as pessoas nos debates sobre financiamento, organize mobilizações pelas pautas concretas, como vem ocorrendo com as ocupações e seja uma ponte de apoio a luta dos servidores em greve.A oposição da UNE hoje dirige a maioria dos DCE’s das públicas, por isso temos uma responsabilidade de coordenar e unificar essas ocupações. É urgente uma reunião dos DCE´s referenciados na oposição de esquerda à direção majoritária da UNE, para que articulemos um Fórum de DCE´S, com a ANEL, que possa ir ajudando e incentivando que mais e mais rebeliões ocorram pela base.
Corrupção
Por último o tema da corrupção tem que ser novamente agarrado pelo movimento estudantil organizado. A UJS e os aliados do PT não podem mais tocar lutas com esta pauta, pois são base do governo que não sara suas crises de corrupção. Não existe uma “faxina ética” realizada por Dilma, pois a mesma teria que demitir o vice-presidente, todo o PMDB, e muitos “companheiros” de PT. Aliás, Paloci não é mais ministro mas está livre para desfrutar da sua fortuna conseguida com tráfico de influência. Os atos do dia 7 de setembro são a demonstração da indignação que a corrupção causa às pessoas, em especial na juventude. Somente em Brasília mais de 25 mil pessoas participaram da manifestação. O Senado de Sarney e Calheiros não tem condições de propor uma reforma política. O STF barrou o fica-limpa; A câmara perdoou Jaqueline Roriz. Apenas nas ruas e mobilizações é que podemos impor uma reforma política radical propondo voto aberto, financiamento de campanhas exclusivamente público, fim do Senado, revogação de mandatos, fim da imunidade parlamentar, definição do salário dos parlamentares através de plebiscitos populares, fim dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos políticos e de empresas que tenham contratos com o Estado, o fim ao sigilo comercial dos empresários doadores de campanha e pela abertura da contabilidade de suas empresas e, por fim, derrubar o regime diferenciado das licitações das obras da copa, etc. Devemos participar dos atos organizados pela internet e organizar tantos outros.Tudo isto para ajudarmos com que os mais de mil indignados da ocupação da UFF e das demais ocupações, tornem-se centenas de milhares de indignados por outra universidade, outra educação e outro tipo de sociedade. Vamos à Luta
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Allende vive – Twitter fura bloqueio midiático à História
Em 11 de setembro de 1973 se encerrava um governo popular, socialista e democrático que trazia belas perspectivas ao Chile e à América Latina. No mesmo dia, no mesmo lugar, tinha início a mais sangrenta ditadura que o continente americano já viveu. O Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, era bombardeado pelos golpistas aliados ao governo norte-americano, morria Salvador Allende e chegava ao poder o general Augusto Pinochet. Na ditadura instaurada a partir daí, e que durou até 1990, calcula-se que tenham sido assassinadas mais de 50 mil pessoas, além de a tortura ter sido prática comum.
No último domingo completaram-se 38 anos da morte de Allende e da ascensão de Pinochet, e um silêncio doído tomou conta da mídia hegemônica brasileira. No Fantástico, da Rede Globo, e no Domingo Espetacular, da Rede Record, nenhuma palavra, nenhuma lembrança sobre a morte de Allende ou sobre as tantas violências que daí decorreram. A morte de Allende foi uma pequena morte para o povo chileno.
Enquanto sua revista semanal silenciava sobre o Chile, a Rede Globo fez, durante toda a semana, uma enorme cobertura do “outro” 11 de setembro, o mais recente, no qual morreram quase 3 mil pessoas nos Estados Unidos.
É inegável a importância histórica do 11 de setembro norte-americano. Um ataque diferente do usual, em um país que nunca fora atacado nessa escala, e que deu início a mudanças profundas pelo mundo, começando pelo avanço da xenofobia contra os povos árabes e muçulmanos e chegando, é claro, aos centenas de milhares de civis assassinados pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. Além disso, a data redonda (dez anos), ao contrário dos 38 da morte de Allende e do Golpe no Chile, justificam efetivamente uma cobertura maior.
Porém, 25 minutos tratando dos acontecimentos em torno do World Trade Center e nenhum instante para falar de Allende e Pinochet é uma distorção histórica grave. Como disse acima, o bombardeio ao La Moneda deu início a uma forma de terror ainda mais grave do que o terrorismo da Al Qaeda: a situação em que o Estado, representação institucional da sociedade, aterroriza a própria população que deveria proteger. Foi parte de uma estratégia internacional, com particularidades locais, de combate aos governos progressistas – muitos nem tanto – que se espalhavam pelo mundo. Quase toda a América Latina foi, no mesmo período, violentada por Ditaduras Militares apoiadas pelos Estados Unidos, e o Chile foi a expressão máxima da repressão e da violência de Estado, além de ver morrer uma das lideranças mundiais mais importantes daquele contexto de avanço democrático popular.
Tudo isso foi ignorado pela grande mídia brasileira, mas não pelas redes sociais. Durante uma boa parte do dia a hashtag (etiqueta, ou marcador) #AllendeVive esteve entre a segunda e a terceira colocação entre as expressões mais citadas no Twitter. Algumas pessoas relatavam não saber bem o que significava ou quem fora Allende, e acabaram se informando por ali. O bloqueio midiático à História foi furado mais uma vez.
* O último discurso de Salvador Allende:
* Documentário do cineasta Ken Loach, traçando um paralelo entre os dois 11 de setembro, 1973 e 2001.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Todo Apoio À Greve da Construção Civil!

"Nos últimos dias, a região metropolitana de Belém presenciou a poderosa greve da construção civil. A luta faz parte de um processo que começou no primeiro semestre, na rebelião de Jirau e nas greves nos canteiros de vários estados. Movimento que continuou quando os peões cruzaram os braços nas obras dos estádios da copa do mundo, em MG e RJ.
Como em anos anteriores, o governo do Estado, hoje comandado por Jatene do PSDB, criminalizou o movimento destacando a tropa de choque, o canil e a cavalaria para defender os patrões. Repetem-se cenas, que se tornaram cotidianas, da polícia criminalizando os trabalhadores e o povo pobre das periferias. Novamente a ROTAM atuou contra operários que exerciam seu legítimo direito de protestar contra baixos salários e péssimas condições de trabalho. Além disso, a justiça proibiu os piquetes em frente aos canteiros, impondo pesada multa ao sindicato da categoria, caso descumpra a decisão.
No entanto, quem deveria prestar contas à polícia e à justiça é a patronal do ramo, responsável pela morte de 9 operários nas obras do Pará. Tudo para manter a expensão de casas de luxo e condomínios para os ricos, enquanto os trabalhadores moram em cubículos nas baixadas, sem acesso a nenhuma infra-estrutura.
Os próximos dias são decisivos para a greve. São determinantes para a luta de classes em nosso estado. A patronal, Jatene e a justiça querem derrotar o movimento. Todos os sindicatos classistas, todos os partidos de esquerda, todos os operários conscientes devem se esforçar para que a greve triunfe.
Estamos à disposição da categoria e do sindicato da construção civil, para impulsionar as decisões da assembléia geral e do comando de greve, visando à derrota dos patrões e a vitória de nossa classe.
Pelo atendimento de todas as reinvindicações!
Contra a criminalização da greve e do sindicato da construção civil!
Em defesa da democracia operária! Contra a interferência do Estado nas greves!"
UNIDOS PRA LUTAR - SINTSEP - SINTRAM
VAMOS À LUTA - DCE UNAMA - GRÊMIO DO ULISSES
CST-PSOL
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Grito dos Excluídos: "Grito em Defesa da Amazônia". Dia 7 de Setembro.
Tendo em vista que os palanques, os assentos nos palácios, os altares dos templos políticos, os microfones das rádios, as câmeras das TVs, as páginas dos jornais e demais espaços de "palavra" são reservados aos vaidosos discursos dos usurpadores do Poder... As ruas tornam-se o palco do povo, o seu púlpito, sua tribuna, onde é dito o que é sentido por ele próprio, diretamente, de modo incontestavelmente legítimo... O povo diz, canta, declama, berra o que quer. E este foi mais um grito dos excluídos.
Um "Grito em Defesa da Amazônia"!
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Grito dos Excluídos: "Grito dos Indignados em Defesa da Amazônia".
No dia 7 de Setembro.
Grito dos Excluídos: "Grito dos Indignados em Defesa da Amazônia".
No dia 7 de Setembro.
Cerca de mil liderenças ambientalistas, estudantis, sindicais e vegetarianos sob o comando do Movimento Xingu Vivo (Comitê Metropolitano) foram às ruas do centro para protestar contra a construção de barragens na Amazônia, em especial da hidrelétrica de Belo Monte (no Rio Xingu), em Altamira (848 km de Belém).
A defesa da Amazônia, a solidariedade aos trabalhadores da Construção Civil, em greve desde o dia 05, a denúncia da impunidade aos patrocinadores dos crimes no campo, a corrupção que enfesta todas as esferas de governos. De Duciomar à Dilma, passando por Jatene foram a tônica das palavras de ordem que durante o percurso, foram ouvidas pela população que acompanhava o desfile militar.
"Oh, oh, oh, lá vai dinheiro! Belo Monte é obra da Dilma pros empreiteiros!", cantavam os ativistas em marcha. "Este é um ato em defesa da Amazônia, dos seus rios, contra as barragens e à construção da hidrelétrica de Belo Monte. Portanto, defendemos a vida, a preservação da natureza, dos povos que habitam nossa região, a fauna e a flora como patrimônio dos povos que vivem nas nossas florestas", disse Dion Carvalho, do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre. Na altura da Avenida Oswaldo Cruz, uma barreira do batalhão de choque da Polícia Militar bloqueou o acesso da coluna.
Cantando: "Para Belo Monte se firmar, quantos índios vão matar? Mas se o povo se unir, Belo Monte vai cair! Vai cair, vai cair, Belo Monte vi cair!", a marcha seguiu a caminhada.
A alternativa foi seguir pela Avenida Assis de Vasconcelos, "subir" a Avenida Serzedelo Correa e "entrar" pela Presidente Vargas, sentido Praça Pedro Teixeira, e assim foi feito. Só que os ativistas marcharam de costas, em protesto às tentativas da PM de impedir a caminhada que encerrou com uma mística [performance teatral] em defesa da Amazônia, em frente ao teatro Waldemar Henrique.
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