Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
Nós, da militância de esquerda e combativa, acompanhamos com muita alegria ao PSOL-Itaocara que elegeu Gelsimar Gonzaga, trabalhador e lutador histórico herdeiro da Covergência Socialista, como seu prefeito. A decisão mais radical dentre todos os municípios do Brasil. Tanto que aguardamos e buscamos com frequência por notícias dos companheiros que acompanham os avanços da experiência de Itaocara. Que já garantiu PASSE-LIVRE à estudantes universitários, elegeu secretários em Assembleias Populares, que combate a corrupção e aos privilégios, e segue organizando os trabalhadores e a juventude por outro projeto de sociedade e uma nova forma de fazer política, com participação e com um lado claro: o da maioria, o lado do povo pobre e trabalhador, da juventude e de todos que realmente precisam de mudanças radicais pra melhorar a vida.
Neste sábado, dia 16, ocorreu em Itaocara-RJ uma importante Plenária do PSOL. Onde se discutiu com a população a necessidade da organização política para enfrentar a opressão da burguesia e toda a corrupção que ela gera para controlar o povo e arrancar privilégios. O microfone esteve aberto para a intervenção e participação dos presentes. Aqui publico três vídeos disponibilizados no youtube por Frederico Sueth da plenária de sábado, registrando parte das falas do ex-Deputado Federal Babá, da pré-candidata à Presidência da República pelo PSOL Luciana Genro e do 1º prefeito eleito do PSOL, Gelsimar Gonzaga, que recepcionou o evento. Assistam:
Mini-documentário, "O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao
lado". Denuncia mais esse flagrante do que é a sociedade capitalista
(sociedade dividida em classes sociais) e à quem serve o aparato do
Estado (a Polícia, seu braço repressivo;
a Justiça, institucionalismo de legitimição ideológica; e o Governo
burguês, os políticos de estimação servente dos ricos)... Naji Nahas, rico corrupto VS Trabalhadores e Comunidade Pobre Democracia? Ditadura dos ricos.
Os grandes protestos e manifestações mundiais da juventude estão marcando o novo período que a globalização atravessa, período este que o estudioso István Mészáros vê pautado num processo que chama de "crise estrutural do capitalismo" (clique aqui para saber mais). É quando esse sistema se encontra com seus próprios limites e declina inevitavelmente, arrastando toda a sua estrutura rumo a uma queda constante que não encontrará mais solução dentro de sua própria lógica sistêmica, caindo na tão mencionada barbárie. Outro texto interessante é este de Luca Morais, "Os números não mentem: a crise é o capitalismo".
Na Grécia, no Chile, na Espanha, na Inglaterra, na Itália, na Palestina, no Egito, na Tunísia e em tantos outras partes do mundo estouram enormes mobilizações sociais que, apesar de carregarem suas peculiaridades regional e política próprias, trazem cada vez mais visível uma relação lógica, de modo que torna-se ignorância pensar que todos estes conflitos estão acontecendo ao mesmo tempo por uma questão de mera coincidência. Mundo afora derrubam-se ditaduras com as novas intifadas, como a derrubada da ditadura de Mubarak, no Egito, fruto de busca por melhorias sócio-econômicas e democráticas. Crescem as revoltas da juventude mundial, com a criação do movimento 15-M, os Indignados e a Spanish Revolution, na Espanha, que também exigem uma evolução da falsa democracia a qual o país é submetido. Assim como as mobilizações estudantis no Chile, por Educação Pública de qualidade e reajustes constitucionais anti-capitalistas, que conta com mobilizações de centenas de milhares de pessoas nas ruas, em protestos pacíficos e organizados - que receberam a solidariedade dos estudantes da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e do Brasil. Na Inglaterra, as rebeliões populares, que surgiram a partir do estopim do assassinato de um jovem negro da periferia, foram recebidas com repressão policial e posterior resposta dos grupos étnicos minoritários, das vítimas da xenofobia e dos habitantes das regiões periféricas que são cada vez mais marginalizados, através dos cortes sociais e a atuação policial...
O mentiroso Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, órgãos de controle internacional à mando dos interesses dos EUA, atuam sistematicamente com políticas globais muito claras (beneficiam aliados e colocam no eixo os demais) exigem "pacotes de austeridade" - que nada mais são do que medidas econômicas pautadas em cortes de verbas das áreas sociais, como saúde e educação, para que haja um repasse internacional de riqueza aos banqueiros na "tentativa" de sanar a atual crise financeira que se aprofunda mundialmente. A dívida dos EUA chega a ultrapassar os 13 trilhões de dólares, uma soma impagável que junta o valor do PIB de diversos países juntos. A bolha imobiliária que estourou em 2007 não foi o início desta crise do capitalismo, foi apenas um de seus efeitos. E a "marolinha" que Lula disse atingir o Brasil já está dando seus sinais, através do corte de 50 bilhões de reais das áreas sociais que Dilma implementou no início de sua atuação presidencial e a retomada das greves nacionais em favor da Educação, que cada vez mais é privatizada, a luta contra o congelamento do salário dos servidores públicos por 10 anos, contra o aumento do tempo de contribuição para o recebimento da aposentadoria, etc... Sem contar todo esse capitalismo que insistem em chamar de "desenvolvimentismo" (texto de Lucas Morais aqui).
A implementação desses pacotes de austeridade consiste basicamente em: redução de salários, adiamento de aposentadorias, aumento dos impostos, corte de uma série de direitos sociais como a Educação e a Saúde pública, que ainda são repassados para serem explorados pela iniciativa privada como mercadoria... Vendem-se direitos da população, de modo que a exploração do trabalho humano são levados à extremos em escala mundial ao mesmo tempo que a contraprestação desse trabalho humano são precarizados. É um repasse da responsabilidade da crise mundial. Os reais culpados por ela repassam a conta para que a classe trabalhadora mundial pague. Trabalhadores estes que não têm culpa alguma por essa depenação capitalista implementada pelas gangues de Wall Street.
No entanto, os povos não sofrem esses ataques calados. E, em escala mundial também, começam a surgir essas respostas contra o tsunami neoliberal que arrebenta com países feito a Irlanda, que simplesmente quebrou. Grande exemplo foi Portugal, palco de várias greves gerais, ou seja, teve o país inteiro estagnado pela classe trabalhadora como forma de protesto aos cortes lá aplicados. Na França aconteceram também diversas paralisações ano passado, com manifestantes tomando as ruas várias vezes em protesto, em diversas localidades.
Faz sempre bem escutar a crítica e poética análise de Eduardo Galeano, famoso escritor uruguaio (escritor de "As Veias abertas da América Latina", que esteve acompanhando algumas das grandes mobilizações juvenis da atualidade:
E apoio é fundamental, umas vez que todas essas embasadas mobilizações sociais são atacadas sistematicamente pela mídia burguesa conservadora pró-capitalistas, que taxam de "vandalismo" e tratam como se fossem caso de polícia e não a expressão de uma necessidade urgente de mudança na política econômica internacional que marginaliza, exclui e gera a desigualdade que produz todos os demais males sociais do nosso mundo.
É notório que a mídia tem um papel fundamental na construção da consciência coletiva, enquanto um dos agente mais dinâmicos e abrangentes da multimídia. Instalada nos lares da quase totalidade das pessoas mundo afora, as redes de TVs com seus conteúdos muitas vezes adquirem um caráter decisivo na formação da visão que os indivíduos têm sobre os acontecimentos do mundo, especialmente quando se trata de povos de baixo nível educacional, como acontece no Brasil. E por mais que o veículo alternativo que é a internet esteja ganhando força gradualmente, ainda atinge uma parcela minoritária da população no nosso país. De modo que a hegemonia da comunicação ainda está nas concessões públicas de rádio e televisão.
Nossa Constituição Federal de 1988 enuncia, em seu Art. 221, que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção
independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística,
conforme percentuais estabelecidos em lei.
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
No entanto, podemos através de inúmeros casos, constatar que a função social das comunicações sociais é completamente desvirtuada pelos interesses predominantes nos grupos empresariais que detém o controle e monopólio dos grandes meios de comunicação. A Globo, por exemplo, possui um histórico muito sombrio de apoio à ditadura militar brasileira, sendo uma das empresas que mais cresceu naquele período e tendo fraudado debates eleitorais, engoliu outras emissoras e até hoje continua servindo à interesses que fogem a finalidade da concessão pública que deve, primariamente, prezar pelo desenvolvimento intelectual, cultural e democrático brasileiro.
Com relação à conjuntura internacional as grandes emissoras, por serem propriedades empresariais, acabam por não fazer o jornalismo analítico necessário, de modo que uma "imparcialidade" nas suas transmissões torna-se impossível. Na TV é usual a construção da antipatia popular em torno dos movimentos sociais que vão contra seus interesses.
Veja a Globo com suas manias, por exemplo:
Primeiramente, o "jornalismo" da Globo tenta associar naturalmente a palavra "protesto" à "saques e depredações"; diz que as Tropas de Choque devem "conter" grupos de "baderneiros"; diz que o "vandalismo" se alastra pela cidade; depois menciona a "incitação de violência pelas redes sociais", que será punida com prisão; e ressalta os "altos índices de criminalidade" nos "bairros de minorias étnicas", mencionando da forma mais aérea possível o desemprego entre os jovens na região, e conclui dizendo que Brixton é "uma das maiores comunidades negras"e ainda faz uma minúsculo apanhado histórico declarando que o local foi"palco de violentos distúrbios envolvendo mais de 5 mil pessoas, em 1981".
Tudo isso, em apenas 1 minuto e 43 segundos...
Neste outro, a Globo News toma um tapa na cara:
O convidado, o sociólogo Silvio Caccia Bava, é logo de cara submetido à uma pergunta totalmente tendenciosa, formulada para a indução do telespectador a ter a visão que a Globo News quer. Eis a canalha pergunta: "O que está acontecendo agora na sua visão é que pessoas e jovens estariam aproveitando o caos para cometerem crimes?" No entanto, Silvio dá um banho de sobriedade analítica e descreve uma série de condições e acontecimentos que explicam a situação em Londres e que a Globo não fez questão alguma de explanar. Mas, como era de se esperar, o jornalismo procura novamente uma forma de desviar o assunto dos fundamentos sociais da questão mencionando timidamente a violência e a participação da juventude. Silvio responde. Então, numa terceira investida, a terceira jornalista diz que estes jovens estão cometendo crimes e que é preciso agir contra esses crimes, então pergunta como um governo e a polícia deve agir diante do "quebra-quebra". E, tcham, Silvio responde novamente com base num raciocínio lógico de que isto tudo consiste num termômetro social que declara o péssimo estado social no qual se vive.
[...]
Atualmente o Chile, aqui na América Latina, é o maior e mais politizado representante desse novo período histórico de lutas, lutas contra essa lógica de mercantilização de tudo que é Direito da Humanidade em função do enriquecimento de poucas pessoas. Vindo de um histórico sangrento da ditadura militar de Augusto Pinochet, o Chile agora demonstra toda sua insatisfação com o legado que a ditadura capitalista deixou à nova geração. Unem-se nas ruas estudantes e professores em favor de uma Educação Pública e de qualidade (lá não existe mais Educação Pública, por consequência da hegemonia da lógica Capitalista de privatização incrustada pela ditadura - aqui uma estudante chilena explica a razão inicial dessa luta cidadã), trabalhadores do cobre que querem a reestatização do minério, entidades de direitos humanos e os partidos de esquerda. Qual foi a resposta do governo para isso? Força policial, canhões d'água, gás lacrimogênio, espancamentos e prisão, mais a utilização de uma lei da época da ditadura de Pinochet que proíbe manifestações que não possuam autorização do governo. Mesmo assim, a luta continuou MAIS FORTE AINDA (clique aqui).
"A desvalorização do mundo humano aumenta
em proporção direta com a valorização do mundo das coisas"
(Karl Marx)
Essas são as garras à mostra do Capitalismo Bestial, o famoso Capitalismo Selvagem, vindo à tona em período de crise internacional alarmante... Da última vez que pesquisei, as prisões de manifestantes já haviam ultrapassado o número de 800 (já devem ultrapassar as mil prisões), lembrando que as mobilizações chegaram a contabilizar mais de 300 mil pessoas, em atos lúdicos e pacíficos, com participação de músicos e artistas, grupos civis articulados, etc. Alguns estudantes chegaram a denunciar a participação de policiais disfarçados infiltrados que procuravam promover violência, para que houvesse uma descaracterização das marchas pacíficas e assim justificarem as prisões arbitrárias - estes infiltrados foram vistos descendo de viaturas policiais para participar dos protestos e causarem estes distúrbios artificiais.
Estão prendendo pessoas para que seja livre o mercado, como diz Eduardo Galeano. Essa é a tão aclamada "liberdade" das democracias burguesas. A Liberdade de pisotear a liberdade alheia, a Liberdade de homens explorarem outros homens a vontade, a Liberdade de arrancarem Direitos Humanos de uma grande maioria populacional em função do direito ao exercício da Liberdade de enriquecer de uns poucos. Liberdade de utilizar-se de repressão policial em cima de manifestações completamente PACÍFICAS, quando estas manifestações forem contra os ineteresses dos poderosos, com apoio dos bancos, das empresas e das comunicações internacionais...
[...]
A TeleSUR, emissora multi-estatal de idealização venezuelana, é uma das poucas emissoras internacionais que se propõe a divulgar essa onda de mobilizações internacionais sem seguir o roteiro conservador de criminalização dos movimentos sociais para a defesa do Capitalismo, senão a única que enxerga nessas mobilizações um direito legítimo de expressar-se:
Vídeo sobre as graves repressões contra os estudantes no Chile (enquanto a Globo declara que os estudantes é que enfrentam os policiais, este vídeo demonstra que são as forças do estado que provocam, enfrentam e tentam impedir a reunião dos estudantes no dia 04/08/11):
Eduardo Galeano também apoiou os estudantes chilenos que lutam pela Educação Pública e teve sua mensagem transmitida algumas vezes pelo canal, como incentivo à luta no país:
É fundamental percebermos a realidade histórica que estamos atravessando, com consciência de que é um momento completamente novo. Aquelas velhas balelas de que a História chegou ao fim no mundo Capitalista e que as grandes transformações e embates sociais são delírios dos saudosistas, das grandes ideologias derrotadas e etc, não passam do discurso que os poderosos querem incutir na mente das pessoas mundo afora. A prova real está tão escrachada e gritante que nem as grandes corporações da comunicação conseguem evitar falar nas mobilizações mundiais, na luta de classes anunciada por Karl Marx (que nunca teve os seus livros tão vendidos quanto agora!). O Socialismo continua tão atual quanto sempre foi diante dessa exploração crescente da classe trabalhadora internacional e cada vez mais é forçado a ser discutido o Socialismo pelos meios de comunicação, pelas revistas e pelas redes sociais (que têm sido um veículo alternativo fundamental para a disseminação de uma consciência crítica de realidade, uma vez que, por exemplo, a TV brasileira é um insulto a nossa inteligência...).
Não é à toa que existe um projeto de ataque à liberdade na internet aqui no Brasil. A internet tem se tornado um aglutinador de críticos do sistema capitalista, divulgação das idéias do Socialismo e espaço de articulação de mobilizações sociais - Por isso a Globo começa a acusar a internet de "incitar a violência" de tempos para cá.
Veja um vídeo sobre o AI-5 Digital, projeto para a limitação da liberdade online:
É completamente diferente você só ter acesso a informações repassadas pelos nossos enormes grupos comunicacionais monopolistas e anti-democráticos como a Globo e Record (que reprimem e criminalizam os movimentos GLBTTs, divulgam posições conservadoras e retrogradas sobre a evolução sócio-econômica, apoiando religiosidade repressiva e promovendo a incitação de violência policial, etc) do que poder acessar a inúmeras redes sociais, grupos de discussão, sites oficiais da sociedade civil organizada, partidos políticos diversos e, inclusive, aos materiais de cunho pessoal da blogosfera onde impera a liberdade de expressão e os fluxos de informações que o professor Sérgio Amadeu muito bem coloca em destaque no vídeo acima. Inclusive, encontrei um exemplo claro aqui de diferença entre o jornalismo de TV limitada pela sua plataforma de drops informacionais manipulados de poucos minutos e a experiência viva de um cidadão indignado.
Veja esse eloquente e impressionante depoimento de um professor de Educação Física indignado que trabalhava naquela região conflitos de Londres:
[...]
Em face de toda essa realidade na qual estamos adentrando, de revoltas populares e luta por direitos e liberdades. Torna-se urgente a necessidade de refortalecimento dos partidos de esquerda numa unidade programática que permita a superação desse distanciamento dos diversos grupos que almejam à uma proposta de justiça social, Socialista. Por exemplo, no Chile, um país muito avançado no campo da consciência política já se visualiza a Frente de Esquerda que prega a unidade nacional, que foi possível assistir nessas últimas eleições reivindicando o aprendizado com Salvador Allende - presidente democraticamente eleito que fora derrubado do poder pela ditadura. Piñera, atual presidente chileno, é o governante com a pior imagem na América Latina, com toda essa postura de truculência com essa histórica mobilização e corre grandes riscos de ser expulso do poder caso não atenda as vontades da população.
Devemos tomar estes exemplos internacionais e fortalecer as lutas Brasil afora, onde as greves estão sendo retomadas, onde existem protestos nas construções do PAC, onde o neoliberalismo avança com o incentivo à privatização dos hospitais universitários e sucateamento das Universidades Públicas, com os ataques ao meio ambiente por meio da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a aprovação do Novo Código Florestal, nesse governo nefasto encabeçado por Dilma, que abdicou de um passo importante na discussão dos direitos GLBTTs em função da corrupção no caso Palloci, seu cortes na Educação, na Saúde e demais áreas sociais. Os ventos que sopram lá foram estão chegando ao Brasil e nós PRECISAMOS tomar o NOSSO lugar na História, porque senão seremos cobrados no futuro pelos que nos sucederão.
"O que você estava fazendo em 2011?
Não ouviu o que o mundo estava gritando?!"
É preciso você se organizar. Tomar partido na luta de classes, percebendo que não existe imparcialidade e que "estar em cima do muro" é ser o peso morto da História que fulmina o ânimo da mudança social. Você deve adentrar em organismos de lutas sociais e ir às ruas vestindo a camisa de uma sociedade mais justa, propagando o sentimento dessa juventude internacionalista que nos serve de exemplo hoje - lutando por democracia real, participação popular nas decisões do governo, melhores salários e o atendimento de todos os nossos direitos, homens e mulheres de todas as etnias e localidades para a construção de um mundo de igualdade. Sejamos todos chilenos, árabes, espanhóis e ingleses, indignados!
No dia 3 de Outubro, pela parte da manhã, Plínio de Arruda Sampaio, candidato lançado pelo PSOL na concorrência pela presidência da república, enviou uma mensagem à militância. No vídeo, Plínio fala a respeito dos prováveis resultados da campanha (muito lucidamente versados, dadas as configurações injustas destas eleições), dos pontos altos alcançados nessas eleições e do maior aproveitamento desta: Disseminar o Socialismo enquanto única opção de justiça social num mundo de desigualdades e desrespeitos gerados e permitidos pelo Sistema Capitalista.
Pessoalmente, faço uma ótima avaliação desta campanha também. Foi um ótimo espaço para se colocar claramente as diferenças existentes entre o PSOL e os demais partidos. O PSOL não tem rabo preso com empresários porque recusa completamente esse tipo de contribuição que trás consigo segundas intenções. O PSOL não faz alianças com partidos contrários a sua proposta e por isso mantém a coerência, identidade e programática intactas (o ponto no qual o PT pecou, perdendo-se enquanto alternativa do povo e tornando-se servente dos ricos, assim como são os demais partidos de direita como o PMDB, o PSDB, etc...). O PSOL não pestaneja ao declarar a sua intenção de aumentar todos os investimentos sociais, mesmo que isso afete diretamente os interesses dos poderosos. O PSOL se faz presente nas lutas diárias, nas greves, nas passeatas, nas reinvindicações de direitos. O PSOL teve tanta repercussão que a grande mídia se viu obrigada a incluir Plínio em debates e entrevistas que seriam direcionados somente para os candidatos que interessavam aos detentores das concessões públicas de TV e Rádio, firmando o PSOL como partido de esquerda mais votado.
A criação do canal ProjetoSocialista no youtube serviu muito bem na divulgação das propostas do partido e na denúncia dos problemas estruturais do Brasil, disponibilizando os vídeos da propaganda eleitoral da TV pelo partido e mais vídeos de entrevistas e debates não veiculados em nível nacional. O Twitter, @pliniodearruda, também foi um grande aliado e aproximador da juventude com Plínio, que respondia diretamente a perguntas de internautas, assim como fazia uso do recurso de áudio-vídeo "Twitcam" para debater ao vivo, via internet, em pessoa. O resultado foi um grande número de diálogos, principalmente com a parcela da juventude que tem acesso a internet e se interessa mais profundamente em política, procurando conhecer e participar. E, claro, a internet, por vezes, configura uma media muito mais democrática que outros meios de comunicação que selecionam seus conteúdos arbitrariamente, omitindo os demais assuntos que venham a ser de interesse dos que acompanham. Essas omissões, num processo eleitoral, geram uma invisibilidade, um cortina silenciadora em torno desses candidatos omitidos, afastando-os de uma relação mais próxima do povo (afinal, a TV ainda é o veículo que mais pesa no que tange a lapidação da opinião pública). As próprias regras de propaganda eleitoral gratuita na TV são antidemocráticas por si só, dando tempo diferente aos candidatos e dificultando desse modo que eles alcancem publicidade e chances de maior representatividade no Congresso (o que, por uma questão de conveniência de uma política injusta, é requisito para ter tempo nesta mesma propaganda...). Daí os que tem mais publicidade (e poder econômico gera publicidade), com carrões de som, infinitas camisetas, adesivos, bandeiras, "militantes" pagos e etc, acabam por engolir completamente os demais candidatos menos amparados em recursos materiais. Tradução: os candidatos ricaços e os financiados por ricaços (grandes empresas e outros poderosos) são super projetados e acabam sendo vistos, por aquela população sem informação (os pobres), como se fossem os únicos candidatos existentes...
Mas, sim. O PSOL teve conquistas. Agora é só acompanhar e fiscalizar o trabalho dos eleitos, pois o partido conseguiu dois senadores, três deputados federais e quatro estaduais http://migre.me/1ualy
Aqui podemos nos interar um pouco mais sobre os danos que o projeto Belo Monte irá gerar se for concretizado. Essa é uma discussão muito séria sobre o futuro da floresta amazônica e sua biodiversidade, perpassando por enormes efeitos sobre nosso quadro social. Trata-se de um projeto desnecessário e danoso que precisa ser compreendido, denunciado e combatido!
Bem, esse post de hoje eu direciono a minha estimada amiga Andrea, a responsável pelo único comentário que o meu humilde blog recebeu no meu último post. Vai funcionar um tanto como uma resposta, mas resposta embutida dentro do proveito que vou tentar tirar do comentário que ela fez, enquanto idéias que já vinha querendo explanar mesmo. Muito obrigado, Andrea.
Bem, nos dias 24 e 25 de Agosto, eu participei de um seminário que tratava de Direito Eleitoral. Os encarregados de promoverem as apresentações foram certas figuras do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, do Ministério Público do Pará, da OAB, divididos entre doutores e mestres que ora realizavam ótimas palestras, ora davam sono ou náuseas. Era uma palestra onde se pagava caro pra ter um serviço ruim. Um dos pontos de incômodo foi o curtíssimo tempo das palestras, de modo que todos os palestrantes reclamaram disso. É difícil tratar coisas com profundida em tempo corrido quando o assunto tem tanta complexidade, longa História, tantos ângulos de análise e tantos paralelos traçáveis no plano internacional. Mas algumas coisas dali serviram, ainda bem. Afinal, eu só fui atrás desse seminário porque eu ando cada vez mais interessado em aprender o funcionamento da política, da nossa democracia e dos nossos meios de participação no seio social.
Eu procuro ser humilde e deixar claro que eu sei que a vida é um constante aprendizado. Talvez a gente mude de idéia de vez em quando, mas eu tenho a impressão de que a tendência é mudar pra melhor, como um reajuste necessário. Como "uma conquista de posicionamentos". Senão for assim, aí são outros quinhentos... Procuro ser sincero, dizer o que eu sinto e como eu vejo as coisas de verdade. E aqui vou eu:
Inicio o real teor do presente texto utilizando palavras de José Saramago, um tremendo expoente da literatura mundial e comunista declarado (ah, sim, eu julgo esse fator importante de se observar, haha - não por me iludir, acreditando que os títulos irão dar definição cristalina inconfundível e imodificável as pessoas e diferenciá-las definitiva e matematicamente, mas porque as palavras foram criadas pra significarem, conceituarem, explicarem características, adjetivarem os sujeitos e objetos dos quais tratamos nos discursos. E as palavras claream por vezes num plano geral, por vezes num plano totalmente específico. Aqui é num plano geral...).
Saramago disse: "Tudo se discute neste mundo, menos uma coisa. Não se discute a democracia. A democracia está aí como se fosse uma espécie de santa do altar de quem não se esperam milagres, mas que está aí como uma referência. Uma referência: a democracia. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada... Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não gosta e a por outro de que talvez venha a gostar. Nada mais."
Nesse discurso, José Saramago tratava o assunto da falsa democracia da qual se aproveitam as grandes organizações mundiais, ou seja, tratava do imperialismo que domina nosso mundo travestido de discurso democrático e humanista para exercer os males inerentes a sistemática de exploração mundial que o capitalismo defende. (para assistir o trecho discursado por Saramago, clique aqui)
Bem, dou continuidade a prévia exposição de idéias para depois chegar ao que quero dizer, agora rememorando algo dito por um ótimoprofessor que tive na disciplina de Teoria Geral do Estado, quando tratava do assunto "Poder", na parte que mencionava os poderes políticos do povo, instante que aproveitou para tecer comentários sobre democracia.
Ele disse: "Democracia sem educação, não é democracia. É mentira! O povo, nessa grande bagunça que chamamos de democracia hoje, só pode exercer o seu poder se for inteligente, se tiver acesso a informação e formação. Um povo sem educação não sabe votar, porque não sabe compreender o mundo, porque é vulnerável à seduções demagogas, porque se torna massa de manobra, porque não sabe a diferença entre senadores e deputados, os papéis do legislativo, judiciário e executivo, do presidente, como pode votar?! Repito, democracia sem educação, não é democracia. É uma mentira!", ele ainda continuou, "No entanto, algo temos que reconhecer: temos uma margem que antigamente não tínhamos. Um pedaço de liberdade, uma fatia pequena de democracia, que podemos usar. Vocês são parte privilegiada da porcentagem do Brasil que tem acesso a educação. Vocês estudantes aqui, não devem saber o poder que juntos vocês possuem... Pode parecer clichê como for. Vocês são o futuro. Lembrem da ditadura militar."
Agora chego onde queria chegar. Existe uma coisa que se chama participação popular. Esta participação popular consiste, como já diz o nome, no poder que a população tem de criar, modificar, desfazer, discutir, sugerir e uma penca de verbos que descrevam outras formas de atuação na configuração da realidade de seu meio social. Através da participação popular, através do poder de pressionar que a população tem, pode-se fazer e desfazer qualquer coisa no país, no que tange a sua estrutura social, política, econômica, etc. Pode-se tirar pessoas do governo, botar pessoas no governo, forçar o governo a tomar medidas, votar projetos, voltar atrás em decisões, recriar um sistema sócio-econômico ou adotar um novo sistema, qualquer coisa... É através de grandes movimentações populares que a Humanidade construiu e continua construindo seu mundo, reinvindicando e instituindo direitos, garantindo-os, etc.
O que acontece é que para que a massa trabalhe junta em prol de algo, referências são necessárias, diretrizes são necessárias, um plano é necessário, idéias para servir de guia são necessárias, um objetivo deve ser traçado e os meios de alcançar este objetivo devem ser explicados. Porque a massa não se organiza por instinto... Aí entram os grupos de pessoas que, chegando a convergências de análise da realidade, traçam métodos de atuação, elaboram formas de compreensão do mundo e correspondentes formas de lidar com ele na prática. Aqui podemos então ter a noção do que são e pra que servem os Partidos Políticos.
Partidos políticos são, portanto, um grupo de pessoas concordantes total ou parcialmente numa análise da realidade, em plano regional, nacional ou internacional (e tudo junto). O partido político, elaborando sua visão de mundo, elabora também seu método de lidar com o mundo, dentro de todos os temas que correspondem a sociedade (política, economia, educação, saúde, alimentação, saneamento, transporte, meio ambiente, informação, cultura, lazer, esporte, comércio, construção civil, moradia, distribuição de renda e de terras, remuneração salarial e todas as formas de atuação vinculadas a construção de políticas públicas pra a sociedade, metodologia de atendimento das necessidades da sociedade).
Os partidos políticos geram seus perfis. O povo, ao analisar os partidos, irá se vincular justamente àquele que mais agradar, o que mais tiver sentido e coerência, que mais estiver de acordo com o que ele pensa a respeito do mundo e que mais estiver de acordo com o que ele acha que deve ser feito em face desse mundo. Daí, através da ferramenta do partido, onde o povo contribui ativamente e acerta as vias e os objetivos que quer percorrer e alcançar, ele procura disseminar suas idéias, procura buscar apoio, procura ganhar representatividade e influência de massas, de modo que possa dentro das disputas eleitorais (já que estamos falando de atuar dentro das regras do sistema) destaque, votos, cargos e poder pra colocar em prática, com amplitude nacional, todas as diretrizes traçadas por seu partido na busca daquele objetivo inicialmente traçado.
Uma óbvia observação: O caminho é espinhoso.
Porque, como foi colocado mais acima, nas declarações de José Saramago e de meu querídissimo professor que, infelizmente, eu não lembro o nome (fato pelo qual lamento e me envergonho muito, dada a minha admiração por ele), não vivemos numa democracia, o mundo não é justo e a nossa sociedade é minada de inúmeros vícios muito, muito, muito venenosos pra saúde da humanidade, com picuinhas políticas e grandes interesses econômicos passando por cima de tudo e todos constantemente, sem remorsos, em nome da ganância e gerando retrocessos crônicos. O esquema que usamos de script pra nossa vida em sociedade, é um esquema de desigualdades e violências que é perpetuado por uma imensa série de mecanismos institucionais, comunicacionais, educacionais, míticos, psicológicos, emocionais... Mas tudo o que eu disse até agora não é muita novidade pra ninguém, imagino.
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Falando agora do meu posicionamento mais claramente e do posicionamento do PSOL: O PSOL fez a análise de que nesse momento o que se deve ser feito é a criação das condições objetivas e subjetivas para a implantação da cultura socialista. De início, o objetivo é fazer uso do embasamento que a referência da democracia nos dá, para que se brade aos quatro ventos todas as contradições que constituem a realidade na qual vivemos, a fim de conscientizar a população e, concomitantemente, tomar medidas concretas que solucionem imediatamente os problemas que já estão aí corroendo nossa nação, sempre indicando que a única saída correta não é reformar o capitalismo, mas implantar o socialismo. O partido pretende implementar mudanças radicais na distribuição de renda e redução da desilguadade existente no país, tanto como método para promover a efetivação da dignidade do povo quanto para, desse modo, adquirir influência de massas. Falando as verdades, tomando as atitudes. Não por meio de medidas paliativas como Bolsa Família, PROUNI (que "Pra Todos" só tem no nome) e demais doses homeopáticas para gradual inclusão social (leia-se assistencialismo, populismo, pão-e-circo), mas por meio de medidas corajosas e firmes que afetam sim os grandes empresários, limitando a terra dos grandes latifundiários, a renda dos banqueiros, medidas que reduzam a jornada de trabalho sem reduzir os salários dos brasileiros, aplicando a taxação das grandes fortunas, implementando a total universalização da saúde e do ensino públicos com qualidade para o fim da mercantilização do conhecimento (saber não é negócio, é direito!), entre outras medidas tantas. (novamente, disponibilizo todo o programa do PSOL aqui). Portanto, estas medidas procuram a criação de um país saudável de corpo e mente, pra que seja capaz de suportar e compreender, de modo a sustentar, a transformação socialista, definitivamente. O PSOL propõe medidas anti-imperialistas ao passo que não teme ferir os interesses do capital e não temer represálias.
E eu acho muito importante que a gente analise a trajetória política do Brasil. O PT foi a grande referência do povo durante muito tempo, enquanto o governo anterior sucateava todas as nossas possibilidades de crescimento e igualdade, e nele estava depositada toda a esperança da grande maioria da população brasileira. A expectativa era de mudanças profundas na configuração social, já que o PT possuía tanta influência de massas, tanto apoio popular. Lula tinha o poder de, junto com o povo, transformar o sistema educacional, o sistema de saúde, promover as reformas política e agrária, sem medo de represálias imperialistas, dada a grande riqueza natural e capacidade produtiva do nosso país (Se Cuba que é um país POBRE e sofre desde 1962 o embargo econômico dos Estados Unidos consegue ser referência internacional por ter conseguido universalizar a saúde e a educação, por que o Brasil que é uma potência dos recursos naturais não conseguiria? Recursos e meios existem, o que não existe é interesse dos governos que assumiram até agora. Porque eles trabalham pro capital). O fato foi que o PT se deteriorou ao fazer alianças com partidos de direita e mantendo a política econômica do FHC, abandonou seu programa inicial num grande ato de TRAIÇÃO, desorganizando todo o movimento popular que confiava nele. O PT vive agora de uma propaganda completamente enganosa nos discursos, onde o Brasil só melhora, sendo que isso acontece só com relação ao bolso dos empresários e dos banqueiros que recebem 36% da riqueza nacional, enquanto que a saúde tem um investimento ínfimo de 7%... Pro pobre, pro povão, pra nós só ficam migalhas.
O PSOL é um partido nascido de uma ruptura. Membros fundadores do PT que não concordavam com o abandono das diretrizes combativas iniciais, que não concordavam com o abandono das propostas de mudança da miserável realidade brasileira em favor da classe trabalhadora, decidiram romper com o Partido dos Trabalhadores que agora tomava configurações indesejadas e viciosas, mantendo a política de beneficiamento de poucos em detrimento de muitos. Estes membros romperam com o antigo partido para que mantivessem a sua coerência na luta contra a desigualdade, mesmo que fosse necessária a criação de um novo partido. Dentre os fundadores do PT está presente o ilustre candidato à presidência Plínio de Arruda Sampaio (site do PSOL-50 e do Plínio, aqui) que é um grande e conhecido humanista, que sempre lutou em prol da reforma agrária e das demandas sociais na História do nosso Brasil e que hoje ainda luta, esperançoso, sincero e firme.
Diante de pessoas que lutaram a vida toda por um país melhor e consolidação de uma situação realmente democrática sem nunca ter benécies burguesas ou vantagens financeiras, quem é que vai me convencer que políticos são todos farinha do mesmo saco? Generalizações dessa espécie são um erro muito cruel. É preconceito, pessoal. Apesar de reconhecer que o quadro geral é bem triste, eu sei que não é por aí. Tem muita gente trabalhadora, dedicada, capaz e que almeja boas coisas pra sua vida e pra dos seus semelhantes... E existe muita coisa que deve ser mudada, de verdade. E quem vai promover as mudanças são as pessoas que tomarem a responsabilidade pra si, a trajetória da humanidade demonstra que a maioria das mudanças não foi promovida por grandes concensos, mas sim por conta da atitude daqueles, na maior parte das vezes poucos, indivíduos que decidiram tomar as rédias da carruagem da História em suas mãos.
P.S: Decidi usar em outro post o restante do conteúdo que iria usar neste.
É tempo de eleição e o horário eleitoral começa nessa terça-feira na televisão, se não me engano. Bem, pra várias pessoas isso deve caracterizar um momento de muita chateação, promessas furadas, falação repetitiva e enganosa por parte da corja de agente políticos safados que "são tudo farinha do mesmo saco" e tal. É engraçado. Porque eu estou empolgado. Provavelmente por ser a primeira vez que eu participo disso, e por finalmente compreender o que está acontecendo - já que agora conto com uma base mínima de noções políticas, econômicas e sociais. Sim, mas principalmente porque todo o PSOL e o Plínio de Arruda Sampaio são socialistas declarados e conseguiram me cativar muito através da trajetória histórica do partido e de seus integrantes, as suas propostas e as diretrizes que eles adotam no exercício da sua campanha política. Posto que eles deram vida àquele bucado de páginas e páginas e páginas que eu li sobre o Comunismo, sobre o Socialismo e etc... Eles tiraram de toda essa papelada aquele ar de conto, de motivo de brincadeira por parte dos meus amigos, de conversa de calouros da universidade... É coisa real e presente! Tenho acompanhado pela internet, assistido debates, sabatinas, lido jornal e dado um monte de "tuitadas militantes" em nome do Plínio e do PSOL, justamente porque eles possuem as propostas mais democráticas que existem nessas eleições. E eu enquanto jovem interessado sinto a obrigação de fazer um mínimo de publicidade em nome desse acontecimento histórico no Brasil, divulgando essas propostas tão democráticas...
Por exemplo, a proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Ora, pra quem já trabalhou 8 horas por dia e tentou cursar a sua universidade ao mesmo tempo é mais do que claro que essa proposta dá total apoio ao bem estar do trabalhador. De modo que irá reduzir o martírio diário e ampliar o tempo livre pra profissionalização, pra cultura, pra família, pro pensar. E levando em consideração o exército de trabalhadores que existe precisando de uma vaga de emprego, a redução da jornada de trabalho seria mais um mecanismo pra criação de novos empregos, porque é absurdo existir TANTA GENTE desempregada enquanto que os empregados trabalham massante 8 horas por dia, sem ter direito a praticar outras atividades com qualidade. Na França, por exemplo, a jornada de trabalho é de 35h desde 2000. Basicamente: houve considerável aumento do número de empregos, portanto, um aumento do poder aquisitivo da população seguido de maior qualidade de vida dos trabalhadores , somando-se aí o aumento da produtividade das horas de trabalho. É ou não é extremamente interessante para o povo brasileiro? [Vale ressaltar que Dilma e Serra foram terminantemente contra essa proposta no debate promovido pela rede Bandeirantes. Sobre a Marina, tudo o que tenho a declarar é que ela é uma candidata fajuta: Sua experiência é restrita à questão ambiental, não compreende e não defende um projeto de atendimento das demandas sociais, pois nem sequer consegue criticar a política econômica adotada nos ultimos 16 anos que mantém a desigualdade social gritante. Fora que no discurso de Marina existe uma tentativa de consiliação entre fatores completamente inconsiliáveis: a desmedida exploração ambiental que é inerente ao modelo capitalista e o desenvolvimento sustentável... Sem contar que a sua base política é a mesma do PT e PSDB, partidos com os quais tem uma relação convergência e de alianças políticas... Ou seja: PV, PT e PSDB tem um plano igual, mudando apenas no discurso que o envolve]
E essa é só uma das propostas do Partido Socialismo e Liberdade. Eis aqui os 25 pontos abarcando demandas sociais fundamentais integrantes do programa do partido que você pode verificar: Diretrizes Gerais e Tarefas (clique aqui).
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E aqui alguns vídeos importantes sobre a forma de trabalho do partido. Primeiro, da candidatura. Plínio fala um pouco a respeito das propostas de sua candidatura:
Crítica sobre a desigualdade proporcionada pela inexistência de um programa de financiamento público que regule a campanha eleitoral. De modo que há por parte dos empresários e grupos abastados um poder de "compra de candidatura", dando financiamento ao candidato que mais incorporar seus interesses e enfraquecendo proporcionalmente os candidatos com propostas que não o faça:
Apresentado no horário eleitoral, rápido panorama histórico do candidato Plínio de Arruda Sampaio e sua relação íntima com a causa da Reforma Agrária que fora abandonada por Lula:
Tendo sido EXCLUÍDO do debate online com os candidatos Dilma, Serra e Marina, Plínio conecta-se ao Twitter, ativa o Twitcam e tece comentários e críticas sobre os frágeis discursos cheios de demagogias, e alcançando quase o dobro de audiência online que o bate-papo da UOL com tais candidatos demonstra a força de sua presença. Rompe mais uma vez o "muro de silêncio" que os meios de comunicação criam entre os seus interesses e os interesses populares:
Obs: Não colocaria nada disso no meu blog pessoal se não levasse realmente a sério. Se não achasse válido...