Contando desde o último post no qual eu falei alguma coisa, digamos, "minha", já fazem 4 posts que, de certa forma, estou calado (27 dias. E diga-se de passagem que esses últimos que coloquei no blog têm sido um cu [mas deixa pra lá minha opinião sobre o que é um bom post])...
Bem, tenho andado só de espectador ultimamente, exceto num ou noutro momento decisivo. Tenho passado mais tempo que o usual analisando as coisas e acaba sendo uma incômoda quebra de raciocínio eu querer parar um pouco pra falar. Mas chega um ponto em que realmente se faz necessária uma pausa pra uma organizada mental no que se tem apreendido, pra evitar uma possível confusão ou, sei lá, deixar coisas importantes passarem batidas...
É...
Num instante em que eu precisava, choveu entendimento de todos os lados. Achei filósofos e achei artistas, achei companhia, achei um punhado de opiniões tão parecidas com as minhas à respeito da vida [só que, claro, bem melhor esquematizadas e "embasadas" que essas minhas concepções rasteiras, essas minhas impressões...]. Melhor dizendo, certas lacunas estão sendo preenchidas aqui na minha compreensão de realidade.
É muito foda. É muito firme. É ótimo mesmo: ir encontrando enquanto se vai procurando... É como finalmente beber água depois de um longo tempo com sede. Essa sensação de querer tudo de uma vez só no primeiro momento, meio desesperado mas maravilhado de ter conseguido achar. Uma coisa assim... Muito satisfatória.
No entanto...
O que eu achei é (dito, mas talvez realmente seja puramente) pessimismo. Um pessimismo arrebatadoramente envolvente e reconfortante [mas pessimismo é uma palavra tão negativa que parece uma coisa ruim, não?]. É, sei lá, tomar o silêncio como resposta de uma pergunta; é estar satisfeito em não estar; é uma espécie de, como dizer, "o suicídio da dor"... É! Mais ou menos isso, uma questão de auto-anulação que só é alcançada num processo de conscientização da própria consciência... Bem, parece um caminho meio complicado e suspeito pra quem está de fora, mas é bem o que eu já estava trilhando antes, faltando uma certa consistência de explicação [o que implica em compreensão também, aham]. Mas já existe uma familiarização com tudo isso que é novidade [o que dá mais sentido pra essa bagunça toda na minha cabeça]. Blá, blá, blá...
O fato é que meu anestésico está funcionando de forma lindamente satisfatória.
Morreu.
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Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Eclasiastes 1
Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular. Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
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Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular. Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Boas Energias

Só boas vibrações ultimamente, bicho. Tá tudo controlado e confortável. O clima tá agradável, as aulas começaram bem, não estou com a cabeça lotada de preocupações e tal. Desse jeito dá pra levar a vida bem tranqüilamente, num bem-estar que... Não sei dizer. Um bem-estar que, às vezes, parece impossível, saca? Esses momentos são os melhores pra se dedicar àquilo que damos valor.
Vou parar com essa de deixar pra lá e vou continuar aperfeiçoando qualquer habilidade musical. É uma das coisas que mais gosto, não tem sentido abandonar. Mesmo que eu não acabe sendo tudo o que eu queria ser... E também, eu sou jovem demais, sei do futuro tanto quanto qualquer um, ou seja, nada. Tenho mais é que pensar no presente. É como disse num desses posts passados. Pensar mais um pouco no que considero essencial, já que o que quero é equilíbrio. O essencial e o importante.
Pois é...
Projetos adiante.
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