Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Bolivia: Triunfo da rebelião comunária contra mineradora en Mallku Khuta
Governo se compromete a cancelar concessão de mineração a transnacional
por La Protesta
Após 11 dias mantendo a comunidade cercada, com suas estradas trancadas, com a proibição das autoridades policiais nacionais ou departamentais de acesso à área, declarada "zona vermelha" por membros da comunidade, e mantendo 7 capturados pela comunidade, membros da comunidade de Mallku Khuta chegaram a um acordo com o ministro do Trabalho, Daniel Santalla, de cancelar a concessão de lavra para a mineradora South American Silver (SAS) e ainda o atendimento de outros pontos exigidos. Os aldeões liberaram os últimos 3 preso em sua posse.
Saqueio à céu aberto
A mineradora South American Silver havia planejado a exploração de uma mina a céu aberto, de prata, índio, gálio e outros minerais, que garantiria-lhe, segundo cálculos próprios da mineradora, 425 milhões de dólares anualmente, e deixaria ao Estado boliviano apenas 25 milhões. Mas, para além da pilhagem que estes mesmos números indicam, iria produzir uma devastação ambiental muito grave e destruição das lagoas, da pesca de rio e da agricultura regional.
O geólogo Armando Zambrana relatou no programa Información de Gente para la Gente no Rádio Cepja de Cochabamba, que a transnacional estava cometendo uma fraude ao anunciar que havia gasto 80 milhões de dólares em exploração, quando esse sítio, já é sabido, é explorada pela empresa estatal COMIBOL desde os anos cinquenta. Embora, em seguida, tenha decido-se por não explorá-lo. Agora, a South American Silver aparece aproveitando essa informação que estava desde os anos 60 escondida nas mãos da COMIBOL, como se tivessem sido os descobridores.
Rebelião na montanha
Diante disso, os membros da comunidade de Mallku Khuta, com o apoio da CONAMAQ (Consejo de Ayllus e Markas do Qulasuyo, uma organização indígena nas terras altas e vales), marcharam para La Paz com milhares de pessoas, exigindo a anulação da concessão de mineração e a liberdade do curaca Cancio Rojas, dirigente comunitário preso sob acusação de seqüestrar os policiais que foram retidos pela comunidade quando haviam, pela primeira vez, tentado prendê-lo. Mas o governo não ouviu nenhuma das demandas, não os recebeu e manteve na prisão Cancio Rojas.
Então foi que os membros da comunidade decidiram pela ocupação territorial com expulsão da polícia e de todas as autoridades. Dois engenheiros que, disfarçados com roupas semelhantes a desses membros da comunidade, foram espionar enviados pela empresa South American Silver terminaram capturados e levados à justiça comunitária.
O governo acusou os membros da comunidade de quererem explorar eles mesmos os minerais de forma ilegal. É verdade que haja setores da comunidade que queiram procurar ouro. E isso gera diferenças e debates. Mas, em qualquer caso, isto é qualitativamente inferior ao saque e destruição ambiental que produziria a transnacional.
Ataque polícial rechaçado: rifles contra pedras
Na quinta-feira 5, poucas horas depois de o governo ordenar em La Paz reprimir a nona marcha indígena, cerca de 400 policiais entraram no território do Mallku Khuta. O fizeram de surpresa, enquanto o governo iniciava negociações com os membros da comunidade. Mas os membros da comunidade não haviam baixado sua guarda, uma chuva de pedras os recebeu. A polícia atirou para matar, foi assim que José Mamani Mamani foi morto e quatro outras pessoas com graves acabaram com ferimentos de bala.
O Ministro do governo Carlos Romero, exibindo o cinismo hipócrita que caracteriza este governo, disse que José Mamani Mamani foi morto porque estava bêbado e manipulando dinamite que explodiu em seu corpo. Isto foi negado em questão de horas pelo médico legista que atestou que Mamani havia morrido de uma ferida de bala na cabeça e que quatro outros membros da comunidade foram baleados.
Apesar deste assassinato, a polícia teve de fugir ante a forte resistência comunitária armada com pedras.
O acordo
Segundo Erbol o ministro do Trabalho, Daniel Santalla, e as autoridades originárias de Mallku Khuta chegaram na madrugada de hoje a um acordo de pacificação desta região de Norte Potosí, depois que o governo se comprometeu a anular a concessão da Compañía Minera Mallku Khuta S.A., a indenizar a família do morto em confronto com a polícia, cobrir as despesas médicas dos quatro membros da comunidade feridos a tiro e não processar os representantes desta população, que usaram do sequestro de sete pessoas (cinco funcionários da empresa, um policial e um procurador) para forçar o executivo a satisfazer as exigências.
Santalla, falando exclusivamente para a rádio Pio XII da Red Erbol, disse que o acordo prevê uma "colaboração inicial" de oito mil bolivianos (1140 dólres) para a família do falecido por uma bala na cabeça, José Mamani Mamani (45), em um confronto com a polícia em 5 de Julho. Este montante é uma colaboração inicial, então veremos mais tarde o quanto se pode contribuir para a família, mas também o compromisso é de fornecer trabalho para a viúva ou no seu feitio para a pessoa designada pela família", disse o ministro do Trabalho que negociou toda a noite com as autoridades indígenas, chegando finalmente a um acordo às 01:00 deste domingo (note que com esta compensação acordada pelo governo, o ministro desmente novamente ao ministro Romero que dissera que Mamani se matou).
Quanto aos quatro feridos por balas, membros da comunidade, que estão internados no Hospital Geral de Llallagua, o Executivo comprometeu-se com as autoridades indígenas de Mallku Khuta a arcar com todas as despesas até que estejam totalmente reabilitados.
Indicou ainda que outro dos pontos do acordo prevê o processo para a polícia, que aparentemente "atropelou e interferiram numa vigília" dos membros da comunidade, de modo que o Procurador-Geral iniciará uma investigação do crime e se forem encontrados culpados serão processados de acordo com o padrão estabelecido pela Constituição e leis internas na instituição da ordem.
O acordo também confirma a anulação anunciada da concessão da Compañía Minera Mallku Khota S.A., uma subsidiária da canadense South American Silver. "Há um forte compromisso por parte do Governo de cancelar a concessão e reverter em favor do Estado boliviano a colina de Mallku Khuta", disse a autoridade.
Desde que os indígenas de Mallku Khuta novamente recorram ao seqüestro para ter atendidas suas demandas, não serão perseguidos, ao menos por denuncia do governo, segundo o acordo alcançado pelo Executivo.
Os moradores pediram "garantias aos líderes, então o governo prometeu suspender todas as queixas e também evitar qualquer perseguição contra os líderes indígenas, camponeses, sindicais", disse Santalla.
Em relação ao exigir a renúncia do Ministro das Minas, Mario Virreira, se estabeleceu que esta é uma prerrogativa do presidente Evo Morales, que irá decidir se o muda ou não.
Sobre o pedido de libertação do dirigente preso Cancio Rojas, o governador de Potosí vai apontar dois advogados e coordenará as ações de defesa com a Assembleia Permanente pelos Direitos Humanos. Sob o acordo, também está a implementação da justiça indígena contra os dois engenheiros da Compañía Minera, cuja audiência indígena foi instalada a partir das 08:30 "por violar as tradições e costumes deste povo", disse o Ministro.
Os engenheiros Agustín Cárdenas e Fernando Fernández, ambos funcionários da Compañía Minera Mallku Khuta S.A., e o policial Gerver Perez foram libertos às 12h45 deste domingo pela comunidade do Mallku Khuta atrás da audiência indígena realizada na praça do povoado de Chirok'asa, Norte Potosí, informou a Rádio Pio XII da Red Erbol.
A audiência indígena originária determinou a libertação dos dois engenheiros depois de aplicar-lhes uma sanção comunitária, que consiste na criação de mil tijolos cada um em um prazo máximo de 30 dias. Enquanto que o policial Perez foi liberto depois que ele fez suas declarações ante o Ministério Público, órgão que se comprometeu a proceder com as investigações para encontrar os responsáveis pela morte do membro da comunidade José Mamani no confronto com a polícia.
Saudamos a vitória e alertamos para possível armadilha
Congratulamos o que consideramos ser um triunfo dos membros da comunidade, em condições muito difíceis, depois de uma luta heróica, que não foi apoiada nem pela COB, nem pelo Comitê Cívico de Oruro. Sozinhos se mantiveram e derrotaram a intervenção policial. Também resistiram ao ataque do governo e da mídia de direita que os acusaram de estar "torturando" os engenheiros, que, muito pelo contrário, estavam em boa saúde quando foram liberados. E impuseram ao governo que se comprometesse a retirar a concessão de exploração da South American Silver.
Advertimos, no entanto, que este governo é provavelmente o mais enganador da história da Bolívia e possivelmente tenha a intenção de enganar, como ele sempre faz. Lembremos, por exemplo, que aos indígenas de Tipnis o governo disse que a estrada não iria passar por Tipnis, que ainda fez uma lei 180 para dizer isso e, no entanto, 10 meses depois ainda insiste em impor a estrada por Tipnis.
No caso de Mallku Khuta, igual ao ocorrido com Tipnis, há poderosos interesses transnacionais, com enormes somas de dinheiro para corromper funcionários, pressionando, e o governo já provou ser especialmente sensível à pressão transnacional.
Portanto, conclamamos os membros da comunidade a se manter firmes e vigilantes, como têm sido até agora, à CONAMAQ, a COD e as organizações sociais potosinas para dar a solidariedade monitorando o cumprimento do acordo firmado. Também intensificar a pressão para a libertação de Rojas Cancio, para quem o governo só concordou em acionar advogados de defesa. Para "defenderem" seus próprios juízes! Por outro lado o governo diz que os membros da comunidade não serão processados, "a menos que por reclamção do governo". Pode ser que sejam processados então por reclamação da empresa, por exemplo. E nós sabemos que o governo maneja os juízes e promotores como peões de sua política.
Como expressou em seu discurso diante do povo do conselho popular na Plaza San Francisco de La Paz na sexta-feira, 06 de julho, Rafaél Quispe, dirigente da CONAMAQ, "a ideologia dos bolivianos e bolivinas é que devemos recuperar nossos recursos naturais e abandonar as transnacionais."
Fonte: http://uit-ci.org/index.php/donde-encontrarnos/bolivia/163-bolivia-triunfo-de-la-rebelion-comunaria-contra-minera-en-mallku-khuta
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Se realizou o IV Congresso Mundial da UIT-CI
Nos dias 24, 25, 26 e 27 de Junho teve lugar o IV Congresso da UIT-CI (Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional), em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Com delegados de várias seções e convidados de outras correntes políticas, houve um rico debate e se tomaram decisões importantes e campanhas a serviço do apoio às lutas do mundo e união dos revolucionários.
O Congresso se reuniu nas instalações de Sindicato de Alimentos. A nossa organização irmã, a CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores no PSOL), serviu como anfitriã. Previamente ocorreram conferências e eventos dos partidos e grupos onde foram discutidas as Teses Mundiais e de Balanço e a Orientação para os próximos anos. Também foi discutida a situação nacional da Venezuela, Brasil, Bolívia e Cuba, entre outros.
Estiveram presentes entre os delegados e convidados os companheiros Orlando Chirino e Jose Bodas, da Venezuela; Carlos Barrera (ex dirigente da Fejuve de El Alto), de La Protesta e Eliseo Mamani, Secreátio Executivo da Federação de Professores Rurais de La Paz, da Bolívia; do Brasil, Babá da CST e vários dirigentes sindicais, incluindo Pedro Rosa, Neide Solimões e Wellington Cabral. O MST do Chile, foi restabelecido como seção nacional. Esteve presente uma delegação do KRD da Alemanha como uma organização simpatizante. Participaram como convidados Joseph Luís de Alcazar (Lucha Internacionalista, do Estado Espanhol) e Atakan Ciftci (Frente Obrero, Turquia) do Comité de Enlace Internacional (CEI) e Enrique Gomez, do POS do México.
Crise capitalista e as lutas operárias e populares
Houve acordo unânime em que estamos atravessando a maior crise capitalista mundial, que o imperialismo sofre uma crise de dominação econômica, política e militar, e que as lutas dos trabalhadores, juventude, desempregados, camponeses e outros setores populares percorre todos os continentes. Ascenso que tem seu epicentro na Europa e Norte da África com a chamada revolução árabe. Na América Latina também mostram-se as conseqüências da crise mundial e da luta dos povos.
Na Tunísia, Egito e Líbia caíram ferozes ditadores pró-imperialistas. Na Síria, as pessoas resistindo e enfrentando a ditadura brutal de Al Assad. Na Europa, acontecem manifestações e greves gerais (9 na França, 18 na Grécia, entre outras), e nas eleições prima o "voto de castigo" contra os governos de turno, ocorrendo em alguns casos um giro à esquerda eleitoral, como demonstrado na Grécia. Percebendo-se uma convulsão internacional para que pela crise paguem aqueles que a provocaram (multinacionais, banqueiros e capitalistas), e não os trabalhadores.
Na América Latina, verifica-se que os governos que surgiram há alguns anos, mostrando-se como "progressista" (Lula-Dilma, Cristina Kirchner) ou "de esquerda" (Chávez, Evo Morales, Correa, Humala, Mujica), mais além dos discursos, descarregam a crise mundial contra seus povos, implementam planos econômicos em benefício das multinacionais e criminalizam o protesto social. Obrigando os trabalhadores e outros setores populares a enfrentá-los decididamente. Lutas que encontram na dianteira uma enorme vanguarda radicalizada, a base para empalmar e continuar a dar passos na construção de uma nova direção sindical e política dos trabalhadores.
Unidade dos que lutam e dos revolucionários
Nesta situação, é fundamental seguir promovendo a mais ampla unidade de ação para enfrentar os planos de ajuste, para unir a oposição nos sindicatos contra a burocracia sindical e construir partidos e correntes de esquerda e revolucionárias. Para isto sã decisivas as iniciativas e campanhas comuns.
Foi muito acertado que estejamos promovendo apoio ao povo da Síria junto com os companheiros do CEI. Se considerou impulsionar apoio a outros povos que lutam contra a União Europeia, especialmente ao da Grécia. E foi por unanimidade, juntamente com as organizações e dirigentes convidados, que foi acordado o apoio político e militante da candidatura operária e socialista de Orlando Chirino nas eleições presidenciais de outubro na Venezuela, fazendo para tal fim uma campanha de pronunciamentos e aderências.
Por sua vez, além de adotar várias resoluções, importantes coincidências políticas foram encontradas com as organizações convidadas, acordando não somente campanhas conjuntas, mas a necessidade de explorar melhor os processos de aproximação entre as nossas organizações, a fim de tomar medidas em unidade na perspectiva da reconstrução da IV Internacional. Combatendo tanto o oportunismo como o sectarismo. Continuando a debater as diferenças de perspectivas em torno da situação mundial, em um marco dee lealdade revolucionária, uma condição básica para ir selando sólidos passos unitários.
A próxima conferência dos companheiros da CEI em Istambul, em outubro deste ano, ao qual foi convidada a UIT-CI, será outro importante evento neste caminho. Assim como as relações que precisam seguir se aprofundando com os companheiros do POS, do México, e outros valorosos dirigentes com quem estamos construindo La Protesta na Bolívia, os quais podem somar no próximo período.
Para a UIT-CI está claro que há que seguir levantando bem alto as bandeiras que nos legou Nahuel Moreno, ou seja, da revolução socialista, para libertar a humanidade dos males do capitalismo-imperialista. E começar a construir o socialismo com democracia operária completa, onde sejam os trabalhadores e demais setores populares que passem a governar. Mensagem que compreendida por Miguel Sorans quando fez a saudação final ao Congresso, resumindo o balanço do mesmo: "nos propusemos a avançar na discussão sobre a situação mundial, as tarefas que temos pela frente e em maiores acordos com outras organizações e conseguimos: tarefa cumprida". Após as palavras finais das organizações convidadas, se cantou com entusiasmo os versos da Internacional.
FONTE: http://uit-ci.org/index.php/noticias-y-documentos/iv-congreso-de-la-uit-ci/156-se-realizo-el-iv-congreso-mundial-de-la-uit-ci
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Venezuela: Orlando Chirino coloca sua candidatura à serviço das lutas dos trabalhadores e lutas populares
http://uit-ci.org/index.php/noticias-y-documentos/temas-generales/127-venezuela-orlando-chirino-pone-su-candidatura-al-servicio-de-las-luchas-obreras-y-populares
"Nós não acreditamos nesses setores que pretendem acaudilhar os trabalhadores e os setores populares, que se autodenominam socialistas do século XXI, ou progressistas, pois esses setores que pretendem seguir polarizando na política nacional concordam em implementar programas de ajuste que penalizam a população mais pobre, aumentando o IVA, desvalorizando a moeda, e congelando os salários dos trabalhadores do setor público e privado", afirmou Chirino.
Nós trabalhadores devemos governar
"As medidas exigidas pela nossa sociedade para sair da dependência e da desigualdade só pode ser tomada por um governo dos trabalhadores e dos setores populares. A indústria do petróleo tem que ser 100% sob propriedade do Estado e gerenciada por funcionários, técnicos e trabalhadores. Devemos resgatar as indústrias básicas da Guiana. Nenhum trabalhador deve ganhar menos do que o valor da cesta básica. Estas são medidas de emergência que necessitam as maiorias populares". Assim se referiu Chirino a alguns dos planos programáticos de seu partido.
Segundo o candidato do PSL, "um verdadeiro controle operário implica que as empresas operam sob o mandato democrático dos trabalhadores, não a farsa que aplica o atual governo sob essa denominação para perseguir as organizações sindicais. Somos defensores incondicionais da autonomia sindical e da independência política dos trabalhadores".
Contra o falso "socialismo do século XXI"
O chamado socialismo do século XXI não aponta para mudanças estruturais, não tem nada a ver com a construção de uma sociedade verdadeiramente justa, democrática e sem exploração, de acordo com o líder operário revolucionário. "Para a juventude, os camponeses, as comunidades organizadas, a possibilidade de construir o verdadeiro poder popular passa por descartar qualquer ilusão na política polarizada do governo e da oposição de direita, e confiar em suas próprias forças para organizar e mobilizar-se. Nossa candidatura está a serviço desses protestos populares que não fazem eco e nem dialogam com os candidatos do governo hegemônico e da direita", concluiu Orlando Chirino.
Uma vida inteira de luta
Chirino nasceu há 63 anos no bairro Curazaito de Coro, no Estado Falcón. "Eu sou anti-imperialista desde que tinha 9 anos, que foram meus primeiros passos de ir levar comida para meu pai que estava de plantão no correio quando derrubaram o ditador Pérez Jiménez", recorda Chirino durante uma entrevista à Radio Ecos.
Ainda muito jovem, tornou-se envolvido nas lutas sindicais da indústria têxtil do estado de Aragua, onde trabalhou como operário. Desde a década de 70 está se esforçando para construir uma corrente sindical autônoma e combativa, desempenhando um papel muito importante nas greves têxteis nos anos 80 e 90, e também na luta contra a burocracia sindical da CTV, que na época se colocava a serviço dos governos de turno e de costas às reivindicações dos trabalhadores. Com a mesma contundência tem enfrentado a burocracia sindical do PSUV, que hoje desempenha um papel semelhante. Em 2002, ele desempenhou um papel importante na resistência ao golpe de Estado e, em seguida, se destacou na defesa da indústria do petróleo durante o bloqueio e sabotagem liderada pelo Gente del Petróleo, Fedecámaras² e Coordinadora Democrática.
Ele foi um dos fundadores da Unión Nacional de Trabajadores (Unete), e em 2005 tornou-se um dos impulsionadores e principais figuras da Corriente Clasista, Unitaria, Revolucionaria y Autónoma (C-Cura), corrente sindical que acabou separando-se da emergente central sindical quando esta foi cooptada, dividida e colocada a serviço do Estado.
Como dirigente político internacionalista também tem uma longa trajetória. Foi um destacado ativista do Movimiento de Izquierda Revolucionaria, participando da tendência conhecida como MIR Proletario. Posteriormente, ele foi membro fundador do Partido Socialista de los Trabajadores (PST). Em 2008 ele esteve, juntamente com dirigentes sindicais lendários como Richard Gallardo e Luis Hernández, entre os impulsionadores do partido Unidad Socialista de Izquierda (USI). Em 2010, a USI se funde com a organização Paso a la Nueva Democracia, e em 2012 mudou sua denominação para Partido Socialismo y Libertad (PSL), conquistando o reconhecimento do CNE como partido nacional.
¹ Puntofijismo: assim é chamado o acordo assinado na cidade de Punto Fijo entre os dois fundamentais partidos da burguesia e do imperialismo: AD (Ação Democrática, socialdemocratas) e COPEI (social cristãos) que governaram durante décadas se revezando no poder.
² Fedecamaras na Venezuela é uma entidade empresarial, a Federação da Câmara de Comércio da Venezuela. Uma organização com o mesmo caráter da Confederação Nacional do Comércio ou como a Confederação Nacional da Indústria no Brasil.
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O dirigente operário Orlando Chirino, foi ao Consejo Nacional Electoral, na manhã de sábado dia 9 de Junho, para formalizar sua candidatura presidencial, com o apoio de sua organização política, o Partido Socialismo y Libertad (PSL). Ao postular sua candidatura, Chirino assegurou que "este é o candidato de quem sabe que é possível construir uma sociedade justa e democrática, sem exploradores nem explorados, sem miséria, uma sociedade verdadeiramente socialista. O socialismo que defendemos não tem nada a ver com o falso socialismo do século XXI do governo, nem tampouco com o passado antidemocrático e de exclusão do puntofijismo¹".
"Nós não acreditamos nesses setores que pretendem acaudilhar os trabalhadores e os setores populares, que se autodenominam socialistas do século XXI, ou progressistas, pois esses setores que pretendem seguir polarizando na política nacional concordam em implementar programas de ajuste que penalizam a população mais pobre, aumentando o IVA, desvalorizando a moeda, e congelando os salários dos trabalhadores do setor público e privado", afirmou Chirino.
Nós trabalhadores devemos governar
"As medidas exigidas pela nossa sociedade para sair da dependência e da desigualdade só pode ser tomada por um governo dos trabalhadores e dos setores populares. A indústria do petróleo tem que ser 100% sob propriedade do Estado e gerenciada por funcionários, técnicos e trabalhadores. Devemos resgatar as indústrias básicas da Guiana. Nenhum trabalhador deve ganhar menos do que o valor da cesta básica. Estas são medidas de emergência que necessitam as maiorias populares". Assim se referiu Chirino a alguns dos planos programáticos de seu partido.
Segundo o candidato do PSL, "um verdadeiro controle operário implica que as empresas operam sob o mandato democrático dos trabalhadores, não a farsa que aplica o atual governo sob essa denominação para perseguir as organizações sindicais. Somos defensores incondicionais da autonomia sindical e da independência política dos trabalhadores".
Contra o falso "socialismo do século XXI"
Uma vida inteira de luta
Ainda muito jovem, tornou-se envolvido nas lutas sindicais da indústria têxtil do estado de Aragua, onde trabalhou como operário. Desde a década de 70 está se esforçando para construir uma corrente sindical autônoma e combativa, desempenhando um papel muito importante nas greves têxteis nos anos 80 e 90, e também na luta contra a burocracia sindical da CTV, que na época se colocava a serviço dos governos de turno e de costas às reivindicações dos trabalhadores. Com a mesma contundência tem enfrentado a burocracia sindical do PSUV, que hoje desempenha um papel semelhante. Em 2002, ele desempenhou um papel importante na resistência ao golpe de Estado e, em seguida, se destacou na defesa da indústria do petróleo durante o bloqueio e sabotagem liderada pelo Gente del Petróleo, Fedecámaras² e Coordinadora Democrática.
Ele foi um dos fundadores da Unión Nacional de Trabajadores (Unete), e em 2005 tornou-se um dos impulsionadores e principais figuras da Corriente Clasista, Unitaria, Revolucionaria y Autónoma (C-Cura), corrente sindical que acabou separando-se da emergente central sindical quando esta foi cooptada, dividida e colocada a serviço do Estado.
Como dirigente político internacionalista também tem uma longa trajetória. Foi um destacado ativista do Movimiento de Izquierda Revolucionaria, participando da tendência conhecida como MIR Proletario. Posteriormente, ele foi membro fundador do Partido Socialista de los Trabajadores (PST). Em 2008 ele esteve, juntamente com dirigentes sindicais lendários como Richard Gallardo e Luis Hernández, entre os impulsionadores do partido Unidad Socialista de Izquierda (USI). Em 2010, a USI se funde com a organização Paso a la Nueva Democracia, e em 2012 mudou sua denominação para Partido Socialismo y Libertad (PSL), conquistando o reconhecimento do CNE como partido nacional.
¹ Puntofijismo: assim é chamado o acordo assinado na cidade de Punto Fijo entre os dois fundamentais partidos da burguesia e do imperialismo: AD (Ação Democrática, socialdemocratas) e COPEI (social cristãos) que governaram durante décadas se revezando no poder.
² Fedecamaras na Venezuela é uma entidade empresarial, a Federação da Câmara de Comércio da Venezuela. Uma organização com o mesmo caráter da Confederação Nacional do Comércio ou como a Confederação Nacional da Indústria no Brasil.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Basta de sanções e ameaças militares ao Irã!
fonte: Pelo Comitê Executivo Internacional da UIT-CI - 08/07/2012
Não a qualquer eventual ataque imperialista-sionista contra o Irã!
Em 1º de Julho entram em vigor novas sanções econômicas contra o Irã que proíbem este país de vender petróleo a qualquer país da União Europeia. Estas sanções estão acompanhadas de uma pública ameaça militar israelense e ianque de desencadear um ataque militar ao Irã.
Israel periodicamente faz ameaças de ataque militar com o objetivo declarado de destruir as instalações nucleares iranianas. Sendo que para este ataque Israel precisaria do apoio declarado ou encoberto dos Estados Unidos. A diplomacia dos EUA disse que Israel deveria ser "paciente" e esperar que as sanções "entrarem em vigor". O estado sionista, os EUA e todos os países imperialistas acusam o Irã de buscar fabricar armas atômicas. O Irã o nega, afirma que sua indústria nuclear é para fins pacíficos, energéticos.
Depois de sua derrota no Iraque e no Afeganistão, os EUA não parece muito animado com embarcar em uma nova guerra de resultado incerto e que poderia ameaçar o fornecimento de petróleo. Cerca de 30% do petróleo mundial atravessa o Estreito de Ormuz disparado do Irã e tanto Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, os pequenos emirados árabes petroleiros e Iraque, todos os fornecedores de petróleo da União Europeia e Estados Unidos estão muito próximos ao Irã. Além disso, mesmo no caso de um ataque aéreo bem sucedido, seria muito difícil uma invasão terrestre já que hoje o imperialismo não tem forças disponíveis para ocupar e controlar um país como o Irã de 78 milhões de pessoas.
No entanto, o seu parceiro sionista júnior, Israel, é um país que vive em guerra, e agora cercado pela revolução árabe que derrubou o seu melhor aliado no Oriente Médio, o regime egípcio de Hosni Mubarak. Israel é um estado enclave, sem raízes nacionais, com uma população majoritariamente de origem judaica europeia, que baseia a sua existência na ideologia racista do sionismo e da ocupação de terras palestinas e árabes. Neste sentido, a revolução árabe ameaça sua existência mais do que um hipotético armamento nuclear iraniano.
A existência de Israel é fundamental para a dominação imperialista da região. Israel está interessado em uma guerra de agressão aérea contra o Irã com apoio ianque. Isto permitiria, se bem sucedido, consolidar o seu próprio povo para apoiar o Estado sionista e seu papel como principal policial do imperialismo no Oriente Médio, com o prêmio correspondente em armas modernas e apoio financeiro para manter seu Estado.
As duas faces do regime iraniano
Desde a revolução de 1979 que varreu a ditadura pró-EUA, do Xá Reza Pahlavi, o Irã é um regime nacionalista burguês, dominado por uma teocracia de aiatolás que tem mantido o atrito e os confrontos com o imperialismo ianque e permanentemente denuncia Israel por seu caráter genocida e usurpador dos territórios palestinos. Mas também mantém uma forte repressão interna sobre os sindicatos, mulheres e o povo em geral.
Os Estados Unidos e Israel sempre procuram quebrar o regime islâmico iraniano para restaurar um regime político pró-americano, e tomar posse direta da sua forte indústria petrolífera. Por isso, tem sofrido ataques imperialistas ou de países armados pelo imperialismo, o mais importante foi o ataque do Iraque na década de 80 com uma guerra sangrenta. Mais tarde o regime do Irã mostrou as contradições de seu discurso anti-imperialista, ajudando os ianques a reforçar o regime iraquiano, diante da retirada dos EUA desse país.
Os aiatolás estão contra a revolução árabe porque eles temem o efeito de contágio no Irã, que não é um país árabe, mas muçulmano, e com fortes laços culturais com os países árabes, de fato, houve importantes manifestações populares no ano passado. Eles também têm uma aliança com a ditadura da Síria de Bashar Al Assad. E, contrariamente a esta política, tem sido a heróica resistência iraquiana e afegã (ambos vizinhos do Irã) e a eclosão da revolução árabe que tem impedido um ataque imperialista contra o Irã, amarrando as mãos do imperialismo de tentar uma invasão e ocupação militar.
No entanto, embora não seja o mais provável, pela própria crise do imperialismo e de Israel, não é descartável que tentem o ataque aéreo, mesmo com o uso de "pequenas" bombas nucleares, a fim de furar as defesas das instalações de produção nuclear. Este curso teria consequências catastróficas, primeiro para o povo iraniano, e em geral para toda a região e também para a economia mundial.
Diante das sanções e um possível ataque
Somos contra sanções econômicas ao Irã. Nem os Estados Unidos, nem Israel, nem a União Europeia tem o direito de controlar o programa nuclear de ninguém. EUA é um país que tem milhares de armas nucleares e é o único no mundo que usou contra civis em Hiroshima e Nagasaki. Israel tem 400 bombas nucleares. Também têm bombas nucleares a Grã-Bretanha e a França. Estamos em defesa do desarmamento nuclear universal. Mas não pela imposição do imperialismo aos países mais fracos e menos ainda que se proíba qualquer país de possuir indústria nuclear pacífica.
No caso de se produzir um ataque militar estaremos claramente no campo militar da nação iraniana, pela derrota militar do imperialismo e do sionismo. Isto implica chamar um boicote da guerra agressiva do imperialismo, exigir em todos os países a retirada imediata das bases ianques e da OTAN, e chamar a todos os povos e trabalhadores do mundo para exigir dos seus governos que repudiem qualquer ataque imperialista e que ajudem o Irã.
Esta posição não implica o menor apoio para o regime político dos aiatolás ou a sua política externa para apoiar Assad, o ditador sírio. Desde a UIT-CI apoiamos plenamente a luta do povo iraniano por direitos sociais, para a juventude, as mulheres, as organizações sindicais, a democracia política, e nem aceitamos o esquema de chantagem do regime de que isso "faz-se o jogo do imperialismo". A melhor defesa da nação iraniana e sua independência é a livre circulação de seu próprio povo e o apoio à revolução árabe, incluindo o apoio à revolução do Povo da Síria contra a ditadura de Bashar Al Assad.
Fora o imperialismo e o sionismo, com suas bases militares e frotas, do Oriente Médio!
Não a qualquer eventual ataque ao Irã ou intervenção na Síria!
Comitê Executivo Internacional (CEI)
Unidade Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (UIT-CI)
Não a qualquer eventual ataque imperialista-sionista contra o Irã!
Em 1º de Julho entram em vigor novas sanções econômicas contra o Irã que proíbem este país de vender petróleo a qualquer país da União Europeia. Estas sanções estão acompanhadas de uma pública ameaça militar israelense e ianque de desencadear um ataque militar ao Irã.
Israel periodicamente faz ameaças de ataque militar com o objetivo declarado de destruir as instalações nucleares iranianas. Sendo que para este ataque Israel precisaria do apoio declarado ou encoberto dos Estados Unidos. A diplomacia dos EUA disse que Israel deveria ser "paciente" e esperar que as sanções "entrarem em vigor". O estado sionista, os EUA e todos os países imperialistas acusam o Irã de buscar fabricar armas atômicas. O Irã o nega, afirma que sua indústria nuclear é para fins pacíficos, energéticos.
Depois de sua derrota no Iraque e no Afeganistão, os EUA não parece muito animado com embarcar em uma nova guerra de resultado incerto e que poderia ameaçar o fornecimento de petróleo. Cerca de 30% do petróleo mundial atravessa o Estreito de Ormuz disparado do Irã e tanto Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, os pequenos emirados árabes petroleiros e Iraque, todos os fornecedores de petróleo da União Europeia e Estados Unidos estão muito próximos ao Irã. Além disso, mesmo no caso de um ataque aéreo bem sucedido, seria muito difícil uma invasão terrestre já que hoje o imperialismo não tem forças disponíveis para ocupar e controlar um país como o Irã de 78 milhões de pessoas.
No entanto, o seu parceiro sionista júnior, Israel, é um país que vive em guerra, e agora cercado pela revolução árabe que derrubou o seu melhor aliado no Oriente Médio, o regime egípcio de Hosni Mubarak. Israel é um estado enclave, sem raízes nacionais, com uma população majoritariamente de origem judaica europeia, que baseia a sua existência na ideologia racista do sionismo e da ocupação de terras palestinas e árabes. Neste sentido, a revolução árabe ameaça sua existência mais do que um hipotético armamento nuclear iraniano.
A existência de Israel é fundamental para a dominação imperialista da região. Israel está interessado em uma guerra de agressão aérea contra o Irã com apoio ianque. Isto permitiria, se bem sucedido, consolidar o seu próprio povo para apoiar o Estado sionista e seu papel como principal policial do imperialismo no Oriente Médio, com o prêmio correspondente em armas modernas e apoio financeiro para manter seu Estado.
As duas faces do regime iraniano
Desde a revolução de 1979 que varreu a ditadura pró-EUA, do Xá Reza Pahlavi, o Irã é um regime nacionalista burguês, dominado por uma teocracia de aiatolás que tem mantido o atrito e os confrontos com o imperialismo ianque e permanentemente denuncia Israel por seu caráter genocida e usurpador dos territórios palestinos. Mas também mantém uma forte repressão interna sobre os sindicatos, mulheres e o povo em geral.
Os Estados Unidos e Israel sempre procuram quebrar o regime islâmico iraniano para restaurar um regime político pró-americano, e tomar posse direta da sua forte indústria petrolífera. Por isso, tem sofrido ataques imperialistas ou de países armados pelo imperialismo, o mais importante foi o ataque do Iraque na década de 80 com uma guerra sangrenta. Mais tarde o regime do Irã mostrou as contradições de seu discurso anti-imperialista, ajudando os ianques a reforçar o regime iraquiano, diante da retirada dos EUA desse país.
Os aiatolás estão contra a revolução árabe porque eles temem o efeito de contágio no Irã, que não é um país árabe, mas muçulmano, e com fortes laços culturais com os países árabes, de fato, houve importantes manifestações populares no ano passado. Eles também têm uma aliança com a ditadura da Síria de Bashar Al Assad. E, contrariamente a esta política, tem sido a heróica resistência iraquiana e afegã (ambos vizinhos do Irã) e a eclosão da revolução árabe que tem impedido um ataque imperialista contra o Irã, amarrando as mãos do imperialismo de tentar uma invasão e ocupação militar.
No entanto, embora não seja o mais provável, pela própria crise do imperialismo e de Israel, não é descartável que tentem o ataque aéreo, mesmo com o uso de "pequenas" bombas nucleares, a fim de furar as defesas das instalações de produção nuclear. Este curso teria consequências catastróficas, primeiro para o povo iraniano, e em geral para toda a região e também para a economia mundial.
Diante das sanções e um possível ataque
Somos contra sanções econômicas ao Irã. Nem os Estados Unidos, nem Israel, nem a União Europeia tem o direito de controlar o programa nuclear de ninguém. EUA é um país que tem milhares de armas nucleares e é o único no mundo que usou contra civis em Hiroshima e Nagasaki. Israel tem 400 bombas nucleares. Também têm bombas nucleares a Grã-Bretanha e a França. Estamos em defesa do desarmamento nuclear universal. Mas não pela imposição do imperialismo aos países mais fracos e menos ainda que se proíba qualquer país de possuir indústria nuclear pacífica.
No caso de se produzir um ataque militar estaremos claramente no campo militar da nação iraniana, pela derrota militar do imperialismo e do sionismo. Isto implica chamar um boicote da guerra agressiva do imperialismo, exigir em todos os países a retirada imediata das bases ianques e da OTAN, e chamar a todos os povos e trabalhadores do mundo para exigir dos seus governos que repudiem qualquer ataque imperialista e que ajudem o Irã.
Esta posição não implica o menor apoio para o regime político dos aiatolás ou a sua política externa para apoiar Assad, o ditador sírio. Desde a UIT-CI apoiamos plenamente a luta do povo iraniano por direitos sociais, para a juventude, as mulheres, as organizações sindicais, a democracia política, e nem aceitamos o esquema de chantagem do regime de que isso "faz-se o jogo do imperialismo". A melhor defesa da nação iraniana e sua independência é a livre circulação de seu próprio povo e o apoio à revolução árabe, incluindo o apoio à revolução do Povo da Síria contra a ditadura de Bashar Al Assad.
Fora o imperialismo e o sionismo, com suas bases militares e frotas, do Oriente Médio!
Não a qualquer eventual ataque ao Irã ou intervenção na Síria!
Comitê Executivo Internacional (CEI)
Unidade Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (UIT-CI)
8 de julho de 2012
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