Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O importante...


É que eu já to de férias.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Querer [de verdade?]

Eu quero levar as coisas de uma forma sincera. Eu quero que essas coisas façam sentido... Eu quero ter um poder de escolha, que parece que não tenho. E quando vou criando coragem e fazendo algum esforço pra que as coisas sejam assim, chego à conclusão de que ando querendo demais [não sei se chego sozinho a tal conclusão ou se conseguiram, mesmo que não por muito tempo, martelar fundo essa idéia na minha cabeça]...

Aí então, tudo se fode. E se repete depois. Eu também quero sair desse ciclo, saca? Não vou a lugar algum assim. Só volto pro ponto de partida. Pro ponto zero. Pro maldito ponto zero... Que é exatamente onde eu não passo de um zero também. Entende?

Eu quero ser alguém na vida. Mas dentro da minha perspectiva do que é ser alguém. Eu levo as coisas a sério... Claro que sim. Tá certo que vivo tropeçando numas tolices, mas, cara, é exatamente por levar a vida tão a sério que isso acontece. Óbvio, lógico, claro, não, não é. Mas é isso mesmo. Sério. É uma droga achar que está sendo um disperdício de tempo, um disperdício de cérebro [isso é um exagero], eu vou morrer qualquer dia desses e aí...?! Acabou?! Passou!? Que venha o próximo?!

Eu quero alcançar o Nirvana ainda na Terra.

E não to falando da banda... [eu acho]

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Razões de Alguém

[Tão importantes pra mim. Não existem pros outros.]

Eu queria ter esses bons motivos,

já que os que tenho são tão pouco.


Eu não aceito... mal me suporto. Se pudesse ser um outro alguém,

talvez o fosse[, só mais um ninguém - o que não gosto].


.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007


de Beksinski
[interessante que ele não nomeava suas obras]
Ah, eu não sei dizer.
Ou melhor, não se pode dizer.
Não dá pra expressar sensações.

Solitário com o mundo nos ombros. Todos somos.
Não peço mais coragem, peço apenas alguma força...

Há uma solidão insolucionável... em cada um de nós.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Transformações

"A vida é uma constante fase de transição."

Escrevo mal e digito pior ainda. Gosto de deixar claro que tenho plena consciência de que tudo que eu vá pensar em dizer, alguém já pensou e já disse antes de mim, de uma forma mais clara e completa... Mas acredito nas coisas tanto quanto desacredito. Todo mundo é dono da verdade dentro de sua própria realidade, eu sei, eu sei, ninguém é dono da verdade dentro da realidade do outro. Eu... sei... que... não sei de nada... Blerg [morro num esforço de ser poeticamente bem sucedido e filosoficamente coerente (!?)].

["Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons." - Sigmund Freud]

Eu queria dar uma utilidade pública pra essa bagaça (o blog), mas ainda não deixei de falar do meu umbigo. Se bem que eu nem acredito que seja estritamente necessário parar de falar de mim pra passar algo pra alguém. Inclusive, nós nos conhecemos melhor do que ninguém, e somos os mais áptos a concluir o que em nós serve de exemplo e o que não serve, ao assumir a posição do próximo. Acho que vão encontrar boas lições só aqueles que sabem como procurar.

Como é mesmo que eu escutei alguém dizer?
Era algo como "Quando o aluno está preparado, o mestre aparece", é isso?

Pois sim... É mais ou menos a mesma visão que eu tenho em cima do "Só os inteligentes podem ver". Eu trato esse tal inteligente como sendo a pessoa que já aprendeu a aprender, entende? [só quem aprendeu a aprender sabe como tirar boas lições de algum lugar. Pode ser de uma situação diária ou de uma situação rara. Pode ser qualquer coisa] E é o que muita gente não sabe fazer. Não sabe escutar, não sabe interpretar, não sabe permitir-se ter a chance de conhecer as coisas, não sabe ser razoável, não sabe nem ser agradável [isso remete à minha discussão com uma colega de sala hoje, mas nem quero falar à respeito porque achei uma... Esquece.], não sabe se colocar no lugar do outro [que pode, simplesmente, só estar tentando ajudar]...

Sobre essas citações, tem uma que achei pelo wikiquote:

"O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
- Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto de sua vida?
- Quero – respondi.
O segredo se resume em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
- Pense nos outros."
- Fernando sabino; Fonte: O menino no Espelho
Já nem lembro mais o que eu ia dizer sobre ela, mas era algo como... Sei lá, tem uma hora que entendemos que não existe nada realmente importante na vida. Percebemos que ninguém pode dizer o que viemos fazer nesse mundo e, numa tentativa de atribuir valor à existência, acabamos abrançando uma ideologia, uma fé, nos embriagamos com esperança... ["ideologia, eu quero uma pra viver!"] E isso tá acontecendo comigo...

Ah, deixa pra lá.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sonho Esquisito

Sonhei que ia a um lugar, onde estava rolando algo como uma festa, [parecia uma daquelas casas antigas de Belém, aquelas meio estreitas e verticais que, as vezes, usam pra fazer alguma coisa como um bar onde bandas tocam e tal] com pessoas que eu curtia, mas que também condenava por um punhado de motivos pessoais [em alguns sonhos tem coisas que não nos são explicadas, mas que de alguma forma sabemos. Temos acesso a certas informações sobre a realidade do sonho, como um escritor tem à cerca das obras de sua autoria ou um diretor de cinema que sabe dos bastidores dos seus filmes. É como se nós sentíssemos a verdade sobre algumas coisas e pessoas. Não sei, simplesmente sabemos. Como no caso desse meu sonho onde eu sentia que estava com pessoas sem caráter, sem escrúpulos, pessoas que não mereciam confiança. Algo assim: cada coisa que eu não aprovava tomava a forma de alguém que conheço, como representante, as pessoas eram símbolos. Nenhuma das pessoas era amigo meu.].

[Eu até quis agredir um cara lá, mas não fiz - Sou razoável.]

Eu andava olhando pra estrutura do lugar [que era velho e empoeirado] e pras pessoas que estavam por ali. Tinha gente arrumando algumas decorações [eu lembro de uma porta que parecia feita de papel, só que era brilhoso como aquelas madrepérolas chinesas], até chegaram a me pedir pra dar uma ajuda [ajudei a carregar essa porta e encostar em um canto qualquer], e também tinha gente só olhando, pareciam esperar que começasse algo [os shows, as apresentações ou seja lá o que fosse]. Tinha umas iluminações esverdeadas e outras amareladas que se misturavam com a cor da madeira do assoalho. Não era bonito e nem confortável.

Eu me distanciei das pessoas e fiquei perambulando sozinho. Entrava em portas e portinhas de cachorro, conhecendo o lugar. Era quase um labirinto. Salas pequenas ligadas a mais salas pequenas. À medida que fui me embrenhando pelo lugar as coisas iam tomando um ar mais sombrio, lembrava aquelas casas de terror de parque de diversões. Decidi voltar, mas não conseguia nem pegando o mesmo caminho. É como se eu já estivesse passando pelos mesmos cômodos de antes, só que estavam todos diferentes. O cenário mudava cada vez que eu atravessava um portal. Era rápido que as coisas mudavam. Eu andei mais apressado, estava ficando preocupado.

Entrei numa sala onde tinham dois velhos [um homem e uma mulher, parece] e uma menina [mais ou menos da minha idade, como se fosse mais um dos jovens da festa]. Eles estavam conversando. Os velhos estavam apresentando uma charada [pra nós dois, agora]. Eles seguravam um poster de esqueleto humano e falavam sobre um estudioso antigo que enfiou no meio do seu trabalho [pelo que entendi, era um desenhista ou pintor que fez um dos primeiros desenhos do esqueleto humano. Algo como ter feito uma autópsia pra conhecer o interior do corpo. Ele era conceituado, famoso, respeitado...] uma espécie de mistério [eu não consigo lembrar bem de tudo, relacionavam às piramedes do egito/múmias/algum misticismo ou ciência oculta. Eles não disseram nada disso, mas era algo sobrenatural.] que envolvia a estrutura humana, que era explicada com um gráfico de linhas paralelas e palavras entre as linhas. Eles mostravam a figura do esqueleto e depois viraram o poster. No verso dele tinha um triângulo [o triângulo era cheio de desenhos iguais ao teto do meu quarto]. Eu não sabia o que era que eles queriam dizer, mas era algo sobre o mistério da vida.




Eu quis sair da sala sem resolver a charada. A menina ficou. Passei por mais portas, mas já existiam umas que eu não podia atravessar, algumas das passagens [que eu já tinha passado antes] ficaram menores, o chão parecia se esticar debaixo dos meus pés e as coisas pareciam ficar mais distantes, os cômodos variavam de cor [assim como os portais mudavam de forma], apereceu uma floresta de árvores retorcidas ao redor da casa [árvores com "rostos pra assustar"], tinha algum tipo de consciência provocando aquilo tudo [não tenho certeza]. Eu ficava cada vez mais nervoso quando apareciam portas bloqueadas ou sem maçaneta. Estava tudo ficando louco, portas com portas atras delas, imagens bagunçadas pessando pela superfície das portas como se fosse uma TV, como se fosse um rolo de filme correndo rápido nas portas, no chão, no céu e na paisagem também. As opições estavam diminuindo até que eu não tinha mais nenhuma porta pra entrar.

Sensação de pesadelo: Aflição.

Algo me dizia que eu tinha que parar de buscar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Busca

[Eu e nossas questões existencialistas]

Não tem como escapar. Posso tentar ficar apenas descrevendo fatos, maquinalmente, ou desenvolvendo idéias sobre o futuro, explorando a imaginação e a vontade conjuntamente. Mas não tem como escapar... Enlaçado por um motivo qualquer, acabo mergulhando nas mesmas questões. Sempre iguais, tanto as perguntas quanto a força com a qual me atinge a falta de cada resposta.

Não existimos.

domingo, 21 de outubro de 2007

Nada não...

O que é importante na vida?
Acho que não há resposta universal.

E eu ando meio...

Outras coisas que li hoje:
http://www.cuidardoser.com.br/existe-uma-razao-para-nossa-existencia.htm
http://ateus.net/artigos/miscelanea/o_vazio_da_existencia.php

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Mas não é que eu tenha problemas comigo. [ah, tenho sim]
Trata-se apenas de manifestação do perfeccionismo, eu acho...
É mais aquela vontade constante de melhorar, melhorar, melhorar.
Porque eu sei que isso é realmente possível.

É também vontade de fazer valer a pena o pouco que tenho
ou o pouco que eu posso conseguir, tornar presente...
Algo assim...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Admiração

"Eu nunca vou sentir o mínimo de admiração por uma pessoa que não haja de acordo com o que acredita, que não SEJA o que acredita ou que simplesmente FUJA do que acredita."

Disse isso, hoje, tão naturalmente, para meu primo Daniel e para meu amigo Mailson, que chegou a doer fundo.

Ainda não mereço minha própria admiração. Não posso ter orgulho de mim até o dia em que começar a agir de acordo com o que acredito. Faltam certas atitudes... Falta certa entrega, certa coragem, uma certa fé.

(Por mais que eu saiba que está em tempo e que existem possibilidades... eu tenho um tanto de dúvida se o que quero é o melhor. Imagino que isso vá me consumir um dia, se não fizer algo agora. E isso não me faz sentir inteligente, de jeito nenhum...)

:|

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Você Sabe, Não Sabe?

Eu não sei o que eu quero da vida. Eu não sei o que eu faço da vida... Eu não sei o que ela quer de mim. Realmente... Vai ver que o que quero ser não exista.

É uma merda que a realidade social não absorva os talentos do cidadão, e sim, o força, na maioria das vezes, a ser algo que ele não tem o mínimo de interesse em ser, a escolher um figurino pré-estabelecido, ser tolhido, ser despersonalizado, ser usado, incubido de carregar uma sela nas costas pra logo ser montado, como o burrico que querem que sejamos...

"Para que o mal prevaleça, basta que os bons cruzem os braços."

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Perfeccionismo Incomodando

Eu sou ruim com as palavras e to me coçando todo pra apagar essa droga de blog, cara!

Exatamente por não estar como eu queria que estivesse...
Mas... vou trabalhar aqui e tentar melhorar, senão apago mesmo.

Perfeccionismo

"s. m., neol.,

tendência, por vezes exagerada, para a obtenção da perfeição nos vários domínios de atuação."

Teve um tempo em que o fato de não alcançar o nível de perfeição desejado me fazia desistir das coisas nas quais me metia... Era muito frequente largar de mão qualquer coisa. [mas sempre foi algo que guardei comigo, não dividia meus momentos de "fracasso" com ninguém.] Pensava: "se é pra fazer, tenho que fazer o melhor". Quantas vezes eu me senti uma droga por não conseguir absorver toda a matemática no Ensino Fundamental como certos colegas de sala? [ei, por que eu fico me comparando com os outros o tempo todo? - só percebo isso quando tento analisar meu modo de agir no passado, será que ainda faço? - Provavelmente sim...]

Mas um dia eu percebi que se desistisse sempre das coisas que julgo não estarem tão boas quanto poderiam estar, nunca teria algo concreto.
Agora eu termino as coisas mesmo sabendo que está tudo uma grande bosta! Mas, sei lá, eu me esforço...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pensamentos Que Penso E Dispenso

Não sei se já mencionei que sou um tanto supersticioso. Não sei dizer exatamente em quais pontos sou assim, mas tem coisas um tanto irracionais que fazem sentido pra mim. Na maior parte do tempo não acho o mundo muito impressionante, e me sinto distante dos problemas do dia-a-dia. Não gosto de esquentar a cabeça com bobagem. Mas tem coisas com as quais, na maioria das vezes, não tenho muita paciência: visitas, falar ao telefone, intromissão, gente que fala alto, gente que se acha, gente que vive reclamando, gente que não sabe ser natural, certas cobranças sociais... Entre centenas de situações que, com freqüência, tento evitar. Minha rotina é uma coisa meio chata, mas vivo nela sem problemas.

Tem coisas que julgo importantes e tem coisas que julgo essenciais. Estudar, trabalhar e ter uma vida estável são coisas importantes. Sentir-se vivo, realizado e satisfeito são essenciais...

Não tenho mania de ficar projetando o futuro. Às vezes acho que vivo um pouco sem rumo, que só vou andando, sem uma boa noção do lugar que quero chegar. Bem, faço planos, de vez em quando, mas não se trata de um guia do que devo fazer pra alcançar o objetivo que for... É uma coisa meio que... Paralela ao que vivo, descompromissada.

É como se eu dividisse as coisas entre um mundo de desejo e outro de realidade. Fico com cada pé num mundo diferente. Mas, na verdade, nenhum dos dois parece muito coerente pra mim. Os dois são atraentes em suas diferentes formas, mas estão incompletos e não parecem estar associados. É uma coisa toda vazia e sem propósito. Acho que todo mundo procura uma razão pras coisas... Ou não, mas tanto faz. O caso é que Eu procuro uma razão [Ora, ora, estamos no meu blog e eu só sei falar de mim.]. E não parece estar em lugar algum [Estaria em todo lugar? As vezes, tenho certeza que nós é que decidimos isso. O que é importante e o que não é, o que nos interessa e o que não nos interessa. O fato é que escolhemos uma finalidade pra nós mesmos ou deixamos que os outros escolham... E eu não quero que escolham por mim.].

Mas eu também acho que mudo de idéia muito rápido. Já me achei dinâmico, já me achei inconstante. Agora acho que, no final das contas, sou estático...

domingo, 23 de setembro de 2007

Coisa Foda

Minha amiga, Flávia, me apresentou mais uma coisa foda.
Zdzisław Beksiński tem obras fantásticas... e já sou fã dele também.

http://www.beksinski.pl/

.

sábado, 22 de setembro de 2007

Passando O Tempo

Ah... É que eu não tenho o que dizer. E nem estou com vontade de reclamar de nada. Sabe, eu não tenho o costume de falar quando estou satisfeito com alguma coisa... Só fico satisfeito mesmo. Agora, se me incomodo com a besteira que for... Eu falo demais ou fico me roendo pra falar.

Nesse exato instante, não estou satisfeito. Mas também não estou coisa alguma... Não estou com sono. Durmo tarde. A noite deveria ter umas 4 horas mais, por ser a melhor parte do dia. Mas também não vou reclamar da realidade do universo...

Acabei de ver "Confissões de Schmidt" na TV. O filme não é o melhor que assisti nos últimos tempos, mas eu sou fã de Jack Nicholson... Durante os comerciais, eu estava preparando alguma coisa pra mastigar durante o filme, e parei pra pensar em como Nicholson mudou desde "O Iluminado", o filme onde sua atuação me fez um de seus admiradores. Com o momento em que ele, interpretando Jack Torrance, vai ameaçadoramente em direção a sua mulher, Wendy, pedindo o bastão de basebol, quando já está dominado pelo macabro hotel, que é minha cena predileta. Nicholson está fincado velho. Por que meus ídolos são todos velhos assim?! Por que será que vou ser obrigado a saber, de vez em quando, que um dos meus preferidos morreu?

Não é justo. Vou sentir falta de todos eles, mesmo não tendo contato direto com nenhum.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

"Marooned"



Eu sempre sonhei em ser baterista.
Aí conheci David Gilmour... e tudo mudou.

:)

Sacanagem

Hoje a aula foi pouca. Essa universidade me envergonha.

E mais! Além de pouca aula, eles ainda jogam material na internet pra pagar menos professores! Sem contar que duas turmas com cerca de 70 alunos, quando a sala era pra 50, é putaria... Será que mudo o meu horário? Devem ter salas menos lotadas em outros turnos, apesar de eu já ter me acostumado com alguns rostos e considerar outros promissores ("mas olha! Dudu é pouco brabo!" hahahah! Ridículo ¬¬)

Paz e sucesso pra todos nós.

Meu Desenho


Outro dia, estava lendo sobre a Síndrome de Asperger (que no final das contas, acho que não tenho... mesmo vendo tantas coincidências), vendo o que batia e o que não batia. Foi por acaso que encontrei esse texto e o que me chamou atenção, e fez com que eu parasse pra ler, foi o fato de que nele estavam os nomes "Stanley Kubrick" e "Syd Barrett" (dois caras que admiro muito). Bateu a curiosidade e fui lendo, lendo e fui ficando grilado. Eu tenho uma mania de associar as coisas o tempo todo e estava me indentificando naquele texto! Passei aquele dia pensando no que tinha lido.

"Como é que pode? Será que eu tenho?"
"Mas isso explicaria muita coisa a meu respeito."
"Talvez, eu esteja sendo paranóico... Estou agindo hipocondriacamente."
"É... Pode ser que... Sei lá, de repente... Talvez sofra de um nível baixo."
"Ou talvez eu esteja sendo ridículo! To associando detalhes comigo..."
"Ê, bicho, mas não são só detalhes! Tem coisas que..."
"Ah, fala sério! Até em horóscopo existem essas coincidências..."

Ah, sei lá. Talvez, inconscientemente, eu só estivesse tentando justificar os fatos. Quando eu era pequeno não tinha ninguém da minha idade na minha rua, então ficava em casa. Era um saco ficar sozinho. Porque eu realmente não dei muita sorte nesse sentido. Eu dividia a rua em: garotos mais velhos que eu e as crianças menores que eu. Eu nasci entre dois grupos etários. Então, mais do que um saco, ficar só era um castigo! E desenhar é resultado disso. Resultado de uma época em que o convívio social era um problema pra mim. Mas como eu costumo pensar... Não se pode dizer que um fato da vida é bom ou ruim. Essas coisa que simplesmente acontecem, que não podemos lutar contra, são o que são e não devem ser questionadas. Ao contrário de outras coisas que podem ser mudadas (como, por exemplo, a praga assassina que é a mentalidade capitalista que explora a sua base de sustento, a classe trabalhadora). O fato é que eu era solitário e isso trouxe muitos efeitos. Desenho, é um desses efeitos. E eu gosto de desenhar.

Os amigos de meus pais, ao me verem desenhando, sempre perguntavam se eu fazia algum curso e ficavam surpresos ao escutarem que não. Os elogios eram bons de se ouvir, ao mesmo tempo que me incomodavam por eu lembrar do que me levou a desenhar bem...

Já não desenho tanto quanto antes. Talvez até já esteja perdendo isso... Veja por esse lado, se fosse uma relação de grandezas inversamente proporcionais: Quanto mais à margem eu estiver, melhor eu desenharei. Opa! então, com base nisso, posso afirmar que eu estou melhor no ambito social, com certeza. E é verdade. As coisas mudaram muito, mas eu ainda sou chegado em arte. Desenho, fotografia, literatura, teatro, cinema, música... (e falando nisso, Arthur Moreira Lima, estava tocando piano ontem na praça da bíblia. Eu não fui. Mas, no mesmo momento, estava sendo muito bem tratado no aniversário da Amanda. Parabéns de novo pra ela e agradeço a hospitalidade de toda sua família. Gostei muito da conversa.)

sábado, 15 de setembro de 2007

de 26/07/2007.

Faz um bom tempo que não guardo um momento pra escrever (no caso, digitar), relembrar um pouco do meu vocabulário, corrigir erros de português, botar o cérebro pra formar sentenças, questionar, refletir, exercitar a mente como quem exercita seus músculos...

[Não sou realmente bom com textos, mas não vejo mal em fazê-los. Sem contar que sem a prática torna-se impossível aprender ou aperfeiçoar qualquer coisa.]

Faz um tempo que não dou uma polida na minha vaidade intelectual através de produções textuais. Pode ser que eu já não seja tão convencido e orgulhoso quanto antes e já consiga viver mais tempo sem ter que puxar meu próprio saco, olhar no espelho e dizer “moleque, você é foda!”...

[Não sou pior que ninguém e adoraria ser mais do que sou atualmente. Ainda me respeito.]

Faz um tempo que não desperdiço as sagradas horas, diante de um computador, tratando de mim e de meus problemas, de minhas ambições e ideais, meus fracassos e medos ou meus sucessos e feitos. Faz um tempo que não me sinto num patamar superior. Não sinto mais estar assistindo do alto as formigas em suas intermináveis atividades, todas tão iguais...

[Digitar. Já fiz com regularidade. Parei e recomecei. Parei de novo. Mas acontece, às vezes.]

Até me sinto uma formiga...

[Só meio]

Estou empoeirado. Enferrujado. Estou de barba por fazer...

[Gordo, doente e meio largado também. Mas só estou de férias.]

Começo a me conformar. Devagar vou assumindo minhas tarefas sem graça...

[Me metendo a fazer um curso mais por ter que fazer algo do que por gostar. [Tem horas que imagino a opinião que as pessoas formariam a respeito desses meus pensamentos, acho que teriam a impressão de que sou pessimista, muito inseguro e que um acontecimento pequeno pode me abalar... aí também penso “e se eles estivessem certos?”. Pessimista, eu sou mesmo. A verdade, eu acho, é que todas as coisas têm grande importância e tudo tem um peso, um efeito, causa uma mudança, cada escolha e atitude, sempre, mesmo sendo um detalhe. Como, por exemplo, a escolha de um curso na universidade (que não é um detalhe). Toda a informação que eu receber de lá, irá mudar minha cabeça, minha vida. Serão anos! ANOS! Escutando, escutando e escutando! Opiniões formadas, conceitos tendenciosos, instruções, por vezes, imutáveis! Robotizantes! Alienantes! Não me acho necessariamente vulnerável ou preocupado. Sou apenas consciente.] Existem desejos e metas que quero alcançar que podem estar num rumo antagônico.]

Mas deixando de querer bancar o poeta (nem de longe tenho jeito pra isso!) e começando a ser mais eu mesmo: Já tive momentos melhores, assim como já tive momentos bem piores. E ultimamente, nada nem ninguém tem ocupado espaço em minha cabeça, sou apenas eu aguardando o futuro próximo na universidade. Novidade é o que eu espero. Se isso não vier (o que acho improvável) estarei tranqüilo mesmo assim, tendo ainda algum tempo pra me dedicar ao que gosto paralelamente às minhas tarefas no grande formigueiro que é a sociedade moderna.

Música. Ainda gosto de música. Tenho dado sinais de vida nessa área. Já está se tornando algo mais claro, mais visível, esse meu gosto e interesse por música. Tenho me dedicado um pouco em composições caseiras tanto no violão quanto em programa de computador, até recebi algum elogio de um amigo internauta. Mas ainda tenho que tomar certas atitudes firmes. “Entregar-me ao que acredito”...

(*acabei de escutar essa frase. Duma música antiga do acervo familiar.)

[Fiquei meio puto por meu irmão ter atrapalhado a vinda da outra CPU, que é onde está todo o meu material de “trabalho”. Isso me atrasa e me faz pensar em como é importante ter um espaço só meu... pra produzir, pra refletir, pra me esconder e evitar que forças externas sufoquem o meu lado criativo tão raquítico. Porra, que saco. Mas tudo bem... Isso não vai ser assim pra sempre.]

23h 35

Eu nem sei do que falar. Deve ser muito chato bater papo com alguém que só sabe falar do futuro com alguma preocupação ou falar de um passado acinzentado. Isso se não começar a falar de música, música e mais música. Deve ser muito chato bater papo comigo... Acho que nem eu mesmo agüentaria.

E mais! Se eu descobrisse que guardo esses documentos patéticos e claustrofóbicos me acharia um garoto um tanto babaca. “Puts! Que papo infantil, lembra até aqueles diários de garota de 7ª série em seriado de TV”... Ah, porra, vão tomar, bicho! Eu to aqui de boa, na minha, e tem gente me zoando por causa disso. Nada a ver esse negócio todo... Sou muito marginalizado, cara. Vou pegar uma metralhadora e resolver essa parada com esse bando de filhos da puta assim que eles entrarem no cinema! Hahahaha

[Não sou doente, pode ficar tranqüilo, acho que não sou, pelo menos.]

Nem tenho mais todo esse problema de socialização.

[Só um pouco. De vez em quando. Já até converso... um pouco... se é que... deixa pra lá. O que importa é que isso não me preocupa mais e nem me faz achar que to abandonado num mundo filho da puta, apesar de eu saber que isso é a mais pura verdade.]

00h 05

Pois é...

00h 21

Acho que vou deitar. Minha cabeça não está pra matutar. Nem estou com sono, mas tirar um cochilo não seria má idéia... Viver na praia é engraçado nesse sentido. Pelo menos aqui e agora. É basicamente: acordar, tomar café, ir à praia e voltar, almoçar, descansar, ficar na piscina, fazer um lanche, dar mais uma volta em algum lugar, jantar, assistir alguma coisa ou ficar jogando algum jogo de cartas pra mais tarde ir pra cama e dormir. Boa noite.

00h 26

sábado, 18 de agosto de 2007

Eu...

Não quero morrer antes de concluir uma obra de minha autoria. Quero deixar algo que testemunhe: "Ele esteve aqui, com um propósito, e deixou isto." Eu preciso fazer algo de verdade. Dar algum sentido para isso tudo que não compreendo. Incorporar um tanto de... valor, importância... encontrar função... tornar útil, de alguma forma, para outras pessoas... quero produzir.

CriarOriginarConstruirTransferir/transmitir algo(De dentro para fora - da mente)Tornar realFazer existir...dar vida.
Algo bom.E meu... Sou ruim com as palavras e isso tem que mudar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

"Qüêm" [barulho debochado]

Introdução:
...Bocejo bem sonoro
.

_Você poderia estar fazendo os trabalhos agora, não poderia rapaz?! - Interroga meu cérebro, insatisfeito com a atitude ociosa e desinteressdá pra pelo menos chamar de atitude ficar estático aqui de bunda colada na cadeira quase o dia todo!? 'o.O

_Não, não chefe... eu tenho um motivo pra não estar fazendo, é sério! Um dos trabalhos está disponível na homepage [site, domínio, "dáblu-dáblu-dáblu", sei lá...] da minha faculdade. E no dia que fui fazer meu cadastro de aluno no site... eu não anotei meu número de matrícula. Aí não consigo acessar o "aluno-online" porque só lembro a minha senha, entende? Então... tipo... ferrou-se, he-he he. Mas amanhã, que não será feriado, já poderei ir lá pela coordenação entregar as fotos pra minha carteirinha e pegar o tal do número, que vem nela e tal... Então, é isso aí. Não dá pra eu fazer esse trabalho logo hoje... é um motivo válido, não? (puts, sou o cara do "amanhã-eu-faço".)

_Hum... Beleza, então. Mas assim que der, já sabe! - A verdade é que o chefe já tá cansado de matutar também, mas talvez depois de um sono tranquilo ele volte a exigir, de forma mais enérgica, uma atitude sábia da minha parte.

-MSN vazio.
-Casa vazia. (Lembrei de um filme com esse nome. É oriental, não lembro de onde exatamente. É um bom filme)
-Estômago quase vazio... acho que vou fazer um bife...

Essa tarde tão bacana vai embora e não fiz nada de interessante ou importante ¬¬'. Mas eu digitei um pouco (coisa que não tenho feito ultimamente) e talvez um comentário seja feito! o/ heuheu
Vou segurar as pontas mais um pouco por aqui. Se alguém me ligar convidando pra fazer alguma coisa, eu irei. Aí, quando eu voltar (se for pra sair) eu me jogarei na minha dura e desconfortável cama [cara, como pode aquele bloco de pedra estofado com pano ser chamado de colchão ortopédico!? Deus do céu!] e apagarei...

fui. [A foto não é do entardecer de hoje, mas acredite, aqui é sempre do mesmo jeito. heheh]

Escutando: Nine Inch Nails, "In This Twilight".
Obs: mas escutei músicas mais pra cima antes...

Hahahah! que merda ¬¬


PRONTO! Mais um!

"Testando 1, 2, 3...
Jesus, Jesús..."


Cedo, café preto com tapioca (Nada a ver essa mistura! Tá horrível! Amargo, forte - quero dizer muito amargo e forte) e Atom Heart Mother ao vivo em São Francisco, 1970. Dois trabalhos pra fazer e entregar na próxima semana, sendo que quase perdi um outro que foi pedido semana passada. Na verdade, eu perdi... mas um camarada salvou minha pele no dia. Tenho que ir ver minha situação no curso de inglês, mas, pelo que me consta, hoje é feriado regional e tá tudo fechado. Vou resolver essa parada só amanhã.

{...chatice!}

Estou me tornando um garotão ridículo viciado em música (viciado eu sempre fui, mas agora bateu uma liga de que tenho jeito pra coisa ¬¬') e que cursa Direito porque não sabe o que fazer da vida, Puta merda! Considero importante e interessante todo o conhecimento que o curso engloba, mas o fato é que eu gosto de aprender e esse interesse poderia surgir em qualquer outro curso que eu viesse a escolher... eu acho. Mas estou gostando.

{...não sei o motivo de eu iniciar um negócio desse (eu sei que mais cedo ou mais tarde vou apagar isso, que nem fiz com os meus fotologs, messengers, e-mails, contas de 4shared, contas de myspace, contas de não-sei-o-que-mais... e blog então... nem vou comentar... ). ¬¬}

Completo dezoito anos nesse dia 25, dia do soldado, e já me sinto como mais um velhaco desesperado, sem emprego e perspectiva de vida nesse mundão maligno. Hahah! To brincando, sou meio pessimista, mas não o tempo todo.

...de madrugada eu estava procurando um pouco de inspiração pras minhas produções altamente conceituais e nada técnicas de desenho, música, produção de texto e tudo mais (hahah, como se eu fizesse tudo isso à nível profissional! hahah). Fiquei lendo uma papelada cabalística vendo se achava alguma coisa interessante. E... achei. Mas não vou trabalhar em cima de algo que não conheço bem. É sem sentido, vazio, chato e vai contra os meus princípios artísticos [estou rindo de mim mesmo nesse momento]. Mas talvez eu leia mais um bocado e faça alguma coisa no futuro...

{...pensando bem, acho que não vou fazer...}

{...ah, foda-se.}

Obs: Não adianta. Sempre que eu tentar,
vou sentir que BLOG NÃO É PRA MIM!! [foto do início do ano.]