Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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quarta-feira, 29 de abril de 2020

1° de Maio: o PSOL tem que agitar o "Fora Bolsonaro e Mourão!" pela vida dos trabalhadores, periferias e pobres

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL


O momento é de agravamento da crise social, a pandemia já causou 500 mortes por covid19 em apenas 24 horas e ultrapassou o número total de vítimas da China. Ainda assim, o governo Bolsonaro-Mourão segue a sua linha de não garantir as testagens em massa, continua com o plano de suspensão total do distanciamento social, continua priorizando os negócios e a entrega de dinheiro público aos capitalistas e sistema financeiro, ao mesmo tempo que dá continuidade aos seus planos de aprovação das medidas draconianas contra os direitos dos trabalhadores brasileiros.

A investida sobre a direção da Polícia Federal demonstra que Bolsonaro quer aumentar seu poder pessoal e autoritário sobre a sociedade brasileira. Em paralelo ao projeto autoritário, debocha e faz pouco caso da dor das famílias que enfrentam a tristeza de ver seus entes queridos morrendo sem a devida atenção dos altos poderes na República da Desigualdade. Os próximos dias serão de maior crise político-institucional e mal-estar com o crescimento da curva de contágios do coronavírus.

De fato, a crise terminal da Nova República se acelera e a questão principal colocada em sentido histórico é que a luta pela dignidade e vida do nosso povo trabalhador passa por derrotar o estado de coisas engendrado pelo sistema capitalista em todas as áreas de necessidade da população e dimensões da vida. Essa decadência sistêmica, escancarada agora pela pandemia deve ser aproveitada para unificar a esquerda socialista  na construção do projeto revolucionário de massas urgente para impor sobre o capital o poder do trabalho. Um projeto frontalmente contrário ao projeto de Bolsonaro, que lidera a "contrarrevolução preventiva" e organiza-se para consolidar uma base fiel e militante de neonazistas.

Para salvar vidas, invertendo totalmente a lógica atual é preciso um novo radicalismo de esquerda, pela igualdade substantiva que o Brasil nunca experimentou e contra todo esse autoritarismo que nossa história sempre viveu. É o principal objetivo nesse momento em que todo o sistema mundial demonstra sua insuficiência para nossa classe e, na realidade, aprenderá uma feroz disposição de nos sacrificar em nome do lucro.

Para que possamos defender a vida dos trabalhadores é inevitável enfrentar toda a política do atual governo, pois sem que se derrote Bolsonaro e Mourão será impossível reverter a sua agenda antipopular e genocida. Por isso, o PSOL - junto à esquerda socialista composta pelos camaradas do PCB e do PSTU - deve fortalecer o movimento pelo Fora Bolsonaro e Fora Mourão, a única linha política que tem a devida independência diante de todo governo burguês ultraliberal que está no poder. Essa política é diferente das linhas que as esquerdas e direitas capitalistas estão aplicando agora, para aclamar Mourão e acalmar os ânimos da indignação popular. Devemos chamar o 1° de Maio classista, popular, dos trabalhadores e do povo pobre, para exigir a queda do governo e dessa agenda de morte contra brasileiras e brasileiros. Sem nenhuma confiança nos governos, uma vez que os nossos maiores inimigos estão poder.

Não bastará a política pelo "Fora Bolsonaro" que tanto a direita como a esquerda estão agora agitando face a profunda crise. Eles estão, na realidade, propondo uma "manobra Temer" para normalizar um regime totalmente inormalizável. É preciso dar um baque forte e impor uma derrota a toda burguesia brasileira e o seu governo agora. Isso se dará pelo convencimento massivo das pessoas, seja com os panelaços, protestos e campanhas de todo tipo contra os planos em curso do governo.

Fora Bolsonaro e Mourão!
A vida tem que estar acima do lucro!

terça-feira, 28 de abril de 2020

1° de Maio: Nem general, nem capitão! FORA BOLSONARO E MOURÃO! No dia do trabalhador não há espaço pra patrão!

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL-PA


A burguesia agora quer capiturar o 1° de Maio dos trabalhadores!

A galera que aprovou Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, que entregou bilhões ao "Bolsa Banqueiro", toda aquela galera que destruiu o Sistema Único de Saúde (SUS) e que defende a privatização dos serviços públicos quer se abraçar no Dia Mundial da Classe Trabalhadora pra apoiar que o General Mourão assuma o governo agora!

Mas isso, que pode vir a se confirmar nos próximos dias, não passaria de uma espécie de "MANOBRA TEMER" de emergência para salvar o plano guedista de contrarreformas capitalistas! Está correta a queda de Bolsonaro, mas está errada a ascensão de Mourão! Ambos representam o mesmo projeto, que hoje permitiu a Covid19 bater forte sobre os trabalhadores, sem saúde, recursos, ciência, testagem, EPI's, leitos de UTI's, etc! Por isso irão dividir o mesmo palanque o Dória, Lula, FHC, Haddad, etc, ou seja, uma união das direitas e das esquerdas capitalistas CULPADOS PELO CAOS TODO QUE VIVEMOS HOJE! Pra aclamar Mourão, como "solução" que NÃO É E NUNCA VAI SER.

Nós precisamos de um 1° de Maio pra outra coisa: pra luta pela queda de todo o governo! Fazer fortes panelaços por "FORA BOLSONARO E MOURÃO"! Pois são todos agentes do mesmo projeto! Em defesa da Saúde, seus trabalhadores, por um Lock Down real no Brasil, testagem massiva e recursos pra prevenção, pra proteção e para o tratamento das pessoas! Nenhuma ilusão nos políticos da ordem que agora querem fazer "Live" pra dizer que são contra o governo cujo mandato eles defendiam até agorinha! Não podemos confiar que venha nada de bom lá de cima, temos que fazer pressão desde baixo e denunciar todos os governos antipovo! Só assim teremos condições de nos proteger nessa situação de pandemia, com muito protesto!

Todos aqueles realmente vinculados e comprometidos com a classe trabalhadora devem fazer atos com INDEPENDÊNCIA DE CLASSE, SEM BURGUESES, SEM PATRÕES, SEM BUROCRATAS SINDICAIS TRAIDORES E SEM CORRUPTOS! Também não há espaço para os representantes das instituições da ordem burguesa, nem da Câmara e nem do Senado, nem do STF e nem nada assim. Isso quer dizer que os camaradas do PSOL, PSTU, PCB e todos os movimentos e ativistas que lutam por mudanças estruturais no Brasil, pelo poder verdadeiro dos trabalhadores auto organizados, imediatamente devem repudiar os atos policlassistas que farão os burgueses e seus aliados conciliadores. Devemos por nosso 1° de Maio no lugar certo, ao lado exclusivamente da classe trabalhadora e suas necessidades, lutas e protestos contra TODOS OS GOVERNOS! Pelo socialismo e o poder dos trabalhadores!

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Crise da segurança pública exige propostas civilizatórias à polícia


É inútil apenas xingar e acusar as partes em conflito. São necessárias soluções aos problemas, propostas às necessidades que se apresentam. Esse é o papo aqui. Os auto declarados democratas, progressistas, socialistas e os simpatizantes da esquerda não podem apenas resmungar, o que propõem diante da atual situação e debate aberto sobre segurança pública?

É evidente que a Polícia Militar como é hoje, serve como institução agressiva ao povo trabalhador, tanto aos formados dentro dela e suas duras diretrizes como aos que são alvos de suas ações nos conflitos sociais - ações em geral tornadas pelo alto comando e os governos em operações de guerra para atender a política de segurança vigente no Estado brasileiro. Todos os elementos horríveis de preconceito e discriminação que se desprendem dessa polícia são fruto do seu uso pela classe dominante e seus interesses. É visível como a polícia inspira desconfiança, antipatia, repulsa em grande parte da população, que sente mais é medo, morbidez e desconforto. Tudo é reflexo de todo o militarismo que a caracteriza e, em especial, o seu uso continuo contra o próprio povo em suas greves, manifestações e conflitos sociais, lutas políticas, etc. É compreensível e até certo ponto, inevitável.

É óbvio que a PM implica inúmeros problemas e que essa realidade precisa mudar. O que ocorre no Ceará é importante de ser debatido justamente nessa perspectiva de qual saída é dada ao problema e quais mudanças devem ocorrer. Até agora são mais de 300 policiais militares que estão respondendo Inquérito Policial Militar (IPM) após a greve (que a lei militarista não permite e criminaliza taxativamente) que vem exigindo aumentos de salários há várias semanas. Após negociação, parte dos policiais rejeitou o acordo e seguiu mobilizada com suas famílias e ocupou o prédio público que foi palco do conflito que viralizou nacionalmente. A guerra de narrativas se instalou para beneficiar e/ou atacar os atores políticos envolvidos: governos, políticos, policiais, população  sem policiamento, criar explicações e justificativas para se posicionar no conflito. Política é isso: uma disputa coletiva de interesses, com os discursos e as ações que os expressem.

No entanto, devemos refletir muito mais sobre qual o papel dos ditos democratas, progressistas e revolucionários face a Polícia Militar e as crises que esta atravessa em suas próprias contradições internas e em suas contradições externas com toda a sociedade. A greve dos policiais no Ceará é um marco muito importante sobre a Segurança Pública de todo o Brasil, porque é real e prático e confronta com os demônios das suas relações: as armas, a violência urbana, a repressão e perseguição que a legislação militar e a corporação reproduzem, a quebra dessa lei, modelo de polícia, conflito com o direito democrático de manifestação, as milícias e o poder estatal, a coerção social das polícias, os projetos políticos que querem manter as coisas como estão e os que querem mudar o estado de coisas atual (seja para pior ou para melhor), a posição política exigida diante de todas essas contradições. É preciso dar respostas SÉRIAS, dada a gravidade da situação e o crescimento desses processos de crise de modelo da política estatal de segurança pública... Pois nada ficará igual para sempre, uma hora irá mudar. O problema é justamente: em qual sentido irá mudar? Como?

Em um momento de sucessivas greves e lutas de diversas categorias de trabalhadores e com a atual crise gerada pela greve dos policiais, o governo de Camilo Santana (PT) solicitou o envio das Forças Armadas a Jair Bolsonaro - cuja família todos nós já sabemos que é envolvida até o pescoço com a ala podre, perigosa e criminosa que há por dentro das entranhas do Estado - o pedido prontamente atendido que ele ainda responde feliz que no Ceará "o bicho vai pegar!". Além disso, nessa quinta-feira o presidente declarou querer aprovada pelo Congresso a "excludente de ilicitude" para que os homens armados do Estado possam cometer assassinatos sem que seja apurado e condenado por crimes do gênero quando em ação. Percebem o tamanho da cagada perigosa que está rolando?

Decretar a ida das Forças Armadas ao Ceará é uma tática política de marketing diante do medo que causa uma paralisação na segurança pública e, de fato, também de lograr uma "normalização" da "ordem" e da "lei" em crise ali. Porque todo governo que perde o apoio das forças armadas está desprotegido das diversas rebeliões sociais possíveis de se gestar pelas contradições dessa sociedade tão desigual e tão enfurecida. As bases de todos os setores sociais está inquieta e a maioria de suas "direções" e "lideranças" está com alto grau de desprestígio. Pesquisas dos últimos anos apontam que também dentro da polícia há uma rejeição crescente ao seu caráter militarista e a legislação que o engendra, de tal modo que muitas greves - repito, ilegais - estouraram.

É inaceitável que não se apresente uma proposta de mudança na polícia que seja civilizatória e benéfica tanto aos trabalhadores dela quanto à todo o restante da sociedade brasileira. É flagrante e aberrante ver políticos do PDT e PT - que na queda de braço com os policiais - reivindicam a legislação militar igualzinho a direita ao proferir a argumentação estapafúrdia de que "é proibido policial militar fazer greve!", como se a lei burguesa fosse o ápice da moral e da justeza. Veja como é flagrante e obviamente ridículo um Senador que se diz "trabalhista" e "democrata" fazê-lo ao mesmo tempo que pra ganhar holofotes e bancar uma de herói "cabra macho" usa uma retroescavadeira para furar bloqueio grevista e intimidar servidores, criando a pecha ideológica de que sejam todos "milicianos" para tentar ganhar a queda de braço e forçar as pessoas a apoiar sua ação tresloucada! É totalmente flagrante e enojante ver o governo petista do Ceará pedir ao presidente Bolsonaro o envio das Forças Armadas para ajudar-lhe nessa queda de braço, pedindo que as ruas se encham de mais polícia e mais repressão estatal. Eu pergunto: afinal, quem está ganhando com isso tudo? O que se fortalece nessa escalada? Pelo que parece, quem capitaliza tudo são apenas os políticos do estado burguês, estes governos burgueses petistas e bolsonaristas, o predomínio da agenda política burguesa e o fortalecimento de toda a sua ordem repressiva...

O correto e necessário agora não é reproduzir discursos prontos veiculados pela mídia burguesa e nem pelos burocratas petistas, pdtistas e nem bolsonaristas, porque esses grupos políticos todos optam sistematicamente pela trincheira do Estado e da repressão estatal, a serviços dos interesses do capital e suas contrarreformas. Além dos policiais do Ceará há inúmeras outras categorias de trabalhadores que estão lutando por salários, empregos e seus direitos, subtraídos com os votos de todos esses setores! E o decreto de Bolsonaro solicitado pelo Camilo Santana não irá ajudar em nada a classe trabalhadora e suas lutas, serão sim mais um ponto de apoio da repressão e pra segurar as mobilizações sociais e fortalecer os governos que fingem que atendem ao povo, mas só pensam na estabilidade do seu poder e projeto de classe.

Essa enorme crise policial do Ceará deveria estar sendo utilizada pelos verdadeiros democratas, progressistas e socialistas para agitar um programa que combata o militarismo que subjuga toda classe trabalhadora brasileira, uma urgente mudança estrutural na Polícia Militar que acabe com essa política de segurança pública de guerra! Os próprios policiais são vítimas dos entulhos da Ditadura Militar! NÃO DEVE SER REIVINDICADA A LEI MILITAR, mas sim que os direitos humanos e democráticos cheguem aos policiais mudando o caráter dessa polícia que, inclusive, o petismo ajudou a piorar com leis repressivas e que agora bolsonarismo pretende recrudescer ainda mais com novas leis repressivas! O debate sobre uma desmilitarização das polícias, direito de sua sindicalização, garantia de direitos democráticos diversos, dignidade no trabalho e fim do combate aos pobres e periféricos, a criação de um modelo humanizado e cidadão de policiamento não-militar e pela segurança das pessoas, tem que ser feito no sentido de acabar com a guerra interna contra o próprio povo no Brasil, essa guerra de classes medonha, junto a diversas outras medidas estruturais civilizatórias que garantam mais e mais dignidade e direitos ao povo brasileiro ao invés de dar mais e mais barbárie, morte e precariedade na vida...

A onda de lutas que será esse mês de Março deve pautar também esse problema, é nossa obrigação levar propostas à sociedade e buscar ganhá-la. Assim como ganhar os policiais. A pressão tem que vir de fora e também de dentro, se quisermos nos libertar do militarismo que oprime a todos nós e que persegue também o próprio policial.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

"VOTO ÚTIL"? CIRO ESTÁ COM OS PARTIDOS DO AJUSTE E DA CORRUPÇÃO!


Crítica pela esquerda de Eduardo Rodrigues, militante do PSOL no Pará. Por uma luta e por votos antifascistas e anticapitalistas!


Temos visto uma importante e necessária vontade social de derrotar Bolsonaro, que está politizando ainda mais a polarização social. Por outro lado, temos visto crescer também uma enorme ilusão em torno do projeto de Ciro Gomes - um candidato que não teve o apoio nem do "Centrão" e nem do "Lulismo" na chapa nacional com Kátia Abreu. Uma vez que parte dos seus almejados aliados está com Alckmin e Haddad, ou com candidaturas próprias. No entanto, o PDT de Ciro está coligado a TODOS os velhos partidos que aplicam a retirada de direitos e inúmeros casos de corrupção no Brasil. É fundamental travar um bom debate sobre a derrota de Bolsonaro, com certeza, mas sem cair cegos nas demais armadilhas criadas pela burguesia e suas castas políticas de mãos sujas.

Ciro Gomes no Pará está com o DEM - um partido filhote da Ditadura Militar - e o PSDB de Jatene e Zenaldo, dois inimigos do povo paraense e de Belém, apoiando que caia sobre nós o militar Márcio Miranda. Quando dizemos isso, os adeptos da candidatura Ciro-Kátia ficam chateados pelas denúncias. Mas precisamos dizer as coisas como elas são, sem medo e sem mascarar a verdade: Ciro também está com o DEM no Mato Grosso, ao lado do MDB do Michel Temer e do fundamentalista PSC. Está ainda com o PP - o partido mais corrupto do Brasil - e o PRTB que é outro partido igrejeiro fundamentalista, com Suely Campos em Roraima! Ao mesmo tempo lá no Ceará, apoia o Camilo Santana do PT junto ao DEM e o PP! Veja que lambança é o tal "projeto nacional" do Ciro e da Kátia Motosserra. O ruralismo, o latifúndio e o agronegócio não são problemas para eles? Concordam também com a política de Belo Monte em Altamira do lulismo e das isenções milionárias a Hydro Alunorte em Barcarena que os tucanos fazem.

Não basta discursos e firulas, a prática política do PDT é tão fisiológica, tão fisiológica e tão velha que Osmar Dias (PDT) desistiu da candidatura ao governo no Paraná porque teria que subir no palanque de duas candidaturas adversárias, dado o grau de coligações cruzadas de cima a baixo. Isso é de uma inviabilidade tão gritante que caiu fora pra não passar mais vergonha! O Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo está com PSDB, DEM, PP, PCdoB e o PSC, veja só. E na Bahia, o Rui Costa (PT) também está tendo apoio do DEM, do PSD da Bancada da Bala - que aqui no Pará é responsável por Éder Mauro e Coronel Neil - também o PCdoB e o PP, apoiados pelo Cirão da Massa. Só se for a argamassa da corrupção! O Fernando Pimentel (PT), que o PDT apoia em Minas Gerais, está com o PR além do PCdoB, DC e PSB. Foi esse mesmo Pimentel quem reprimiu duramente a greve de educadores em MG e foi denunciado pelas organizações populares... Todas essas informações de coligacões estão no site da Gazeta do Povo no Especial das Eleições e com todas as informações publicadas pela Fonte: Tribunal Superior Eleitoral.

Eu não estou nem falando dos inúmeros processos e escândalos nos quais todos esses partidos batem recordes, seja no Mensalão, no Propinoduto ou na Operação Lava Jato! Será tão difícil entender que o Bolsonaro deve ser derrotado sim, mas que o Ciro representa tudo que o povo odeia e que tem levado a mais completa desilusão política nas massas trabalhadoras e pessoas comuns? É a DEMAGOGIA do Ciro o que irrita, mas ela está velada sob o manto do medo que as pessoas tem da política fascistizante do PSL. O Bolsonaro se fortalece se briga com o Ciro, porque o Ciro tá com toda a turma podre do país - igual o próprio Bolsonaro sempre esteve. Foram tantos os partidos que ambos passaram, inclusive, para mostrar suas inconsistências ideologicas! Ciro simplesmente não conseguiu o apoio na chapa nacional, mas babou o ovo tanto do "Centrão" (a direita tradicional) quanto do Lulopetismo (a exquerda que a direita gosta, pra brincar de polarização).

Substancialmente podemos afirmar que não vai mudar nada se Ciro ganhar e, pior, a ultradireita ainda vai ter um tempão pra dizer "Viu? Deu no mesmo! A saída era e continua sendo nós, os 'honeeeestos'". Que autoridade vai ter o eleitor de "esquerda" que votou na direita toda que vai formar o novo governo e que não seria negada por Ciro?!? Não se combate o fascismo fortalecendo a direita e seu projeto fisiológico de poder! Precisamos ser sérios e responsáveis, defender o central: um programa político que faça uma revolução política e social no Brasil guiada por garantir os direitos dos trabalhadores e não de tirá-los com estas reformas terríveis. Nem as privatizações que enfraquecem o trabalho em favor do capital. Se não for isso, se esse projeto de igualdade não vingar urgente, haverá um projeto de uma verdadeira contrarrevolução social que será um retrocesso absoluto em médio prazo. Essa é a polarização real: capital x trabalho. Apostar na mobilização das mulheres e de todo o povo é o caminho pra reverter isso, indicando uma saída real. Não esse "projeto nacional" da burguesia com Ciro e Kátia! O PSOL tem autoridade política e programática, é sempre premiado pelo CONGRESSO EM FOCO com os melhores parlamentares do Brasil, não está em nenhum dos inúmeros escândalos de corrupção que nutre o Congresso Nacional, e ainda propõe mais poder ao povo e caminhar para findar oa privilégios da casta política!

Vote sim no que você acredita, numa atuação política pautada pelos interesses do povo e não do PSDB, PT, MDB, PP, seus financiadores de campanha e marketeiros, é toda essa corja que está com Ciro pelo país todo e com o Alckmin também. Bolsonaro, Alckmin, Ciro, Marina, Haddad, Álvaro Dias, Meirelles, nenhum dos candidatos da "direita" e da "esquerda" desse podre regime político nos serve. A rejeição de Bolsonaro está em cerca de 41% de acordo com as últimas pesquisas do Ibope e DataFolha, ainda as mulheres são barreira importante contra o seu neofascismo e agora que os indecisos podem começar a se posicionar, embalados pela vontade de protesto. Não tem sentido definir-se por um "voto útil" com tanta água pra rola de debaixo da ponte ainda com quase um mês de campanha e fatos políticos possíveis. A grave facada em Bolsonaro no dia 6, o atual pedido de seu vice General Mourão de assumir o seu lugar e a criação do Mulheres Contra Bolsonaro com já mais de 1 milhão e 500 mil membros são exemplos. Com o teu reforço nessa reta final de campanha o PSOL pode e deve passar a crescer como um Projeto de Brasil aplicável! Contra o desemprego e por infraestrutura que dê os direitos a quem mais precisa e promova a dignidade de todos os setores hoje oprimidos e marginalizados por essa falsa democracia. Proteste nas ruas! E também nas urnas! Vote 50 e se organize pra derrotar esse sistema podre que promete um terremoto em 2019 com o novo plano de ajuste fiscal que todos esses partidos irão aplicar contra nós!

Fortaleça uma saída verdadeira, o PSOL fica mais forte com VOCÊ!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Egito: Basta de repressão! Nenhum apoio aos militares!

Por Miguel Lamas (El Socialista - Izquierda Socialista, Argentina)

Egito após a queda de Mursi

Nesta última segunda-feira o Exército massacrou uma manifestação de civis desarmados, da Irmandade Muçulmana, assassinando a 51 pessoas e deixando a 451 feridos à bala de guerra, no Cairo. O terrível incidente ocorreu poucos dias depois da queda do presidente Mohamed Mursi causada por manifestações de milhões de pessoas que exigiam sua saída.

Os militares deram um golpe, em 3 de julho, fingindo estar ao lado do povo, jogando flores desde as aeronaves para a multidão e dizendo que era para "democratizar". Os militares já não podiam mais sustentar Mursi e corriam o risco de que destruíssem as próprias Forças Armadas, cujos soldados confraternizavam com os manifestantes.

A Irmandade Muçulmana é o movimento que constituiu a base do governo Mursi, e agora manifestavam-se para que o libertassem (está preso) e o reconduzissem ao poder. A brutal repressão militar se descarrega sobre eles, apesar de que até duas semanas atrás os militares apoiavam o governo de Mursi. Eles não se atreveram a reprimir milhões de pessoas mobilizadas contra Mursi. Em vez disso, reprimiram selvagemente a mobilização pacífica da Irmandade Muçulmana. Essa repressão pode se voltar amanhã contra a esquerda, os sindicatos ou aos jovens que se mobilizaram contra Mursi. Por isso é necessário repudiá-la como um ato aberrante que deve ser punido e que mostra que os militares e seu novo governo, liderado por Adli Mansur, um juiz que presidiu o Suprema Corte de Justiça, não são uma alternativa para o povo como eles dizem.

A rebelião contra Mursi, o golpe e o novo governo

Mursi venceu as eleições em junho de 2012 e rapidamente decepcionou as expectativas populares. Em janeiro de 2011, o povo egípcio se revoltou contra a ditadura de Mubarak exigindo liberdades democráticas, mas também para exigir melhores salários, mais trabalho e pôr um fim à exploração das multinacionais e grupos empresariais ligados aos militares. Mas Mursi, pactuando com as Forças Armadas, seguiu com uma política neoliberal governando com as multinacionais, grandes empresários e banqueiros e pactuando com Obama, aplicando as prescrições do FMI sobre a flexibilização trabalhista. Ainda atribuiu a si próprio superpoderes, enquanto o país se afundava em uma grave crise sócio econômica, mantendo-se o massivo desemprego entre os jovens.

Como resultado, as massas se levantaram contra Mursi e ocuparam durante dias a Praça Tahrir, clamando por uma "segunda revolução". A queda de Mursi foi provocada por essa mobilização revolucionária do povo e não pelos militares. Equivocadamente milhares comemoraram o papel dos militares.

Na semana passada, a Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-CI), em uma declaração apoiando ao movimento popular pela derrubada de Mursi, advertiu: "Nós rechaçamos ao golpe militar! Nenhuma confiança nos militares nem no governo de "transição"! O golpe militar é um rearranjo das Forças Armadas, diante do medo da revolução e das massas. Assim querem evitar que siga se desenvolvendo a revolução e que percam o controle. (...) Seu principal objetivo não é atender às demandas das massas, mas permanecer no poder por meio de governos submissos, desde onde protejam seus interesses econômicos em aliança com multinacionais e setores do imperialismo, enquanto o povo trabalhador segue afundando na pobreza e no desemprego. Além disso, as Forças Armadas egípcias têm acordos com os EUA, dos quais recebem milionárias somas de dinheiro para seu armamento..."

A mobilização popular que derrubou a Mursi, foi liderada pelo movimento Tamaroud (Rebela-te), com grande peso da juventude, que afirma ter reunido cerca de 22 milhões de assinaturas por um abaixo-assinado exigindo a renúncia de Mursi.

Tamaroud faz parte da Frente de Salvação Nacional, composta por forças e figuras políticas burguesas como Mohamed Al Baradei, figura apoiada pelo imperialismo, ex-chefe da agência de controle nuclear da ONU. Esta frente apoiou abertamente ao golpe militar. A frente designou ElBaradei para estar no governo "de transição" junto com o partido ultra islâmico Al Noura.

Em poucos dias os militares, com a repressão, começam a desmascarar-se. Abrindo também uma crise política já que o partido Al Noura rompeu com o governo pela repressão da segunda-feira, 8. No fim das contas, seguia aberta a crise, a repressão e a instabilidade política.

É necessária uma alternativa revolucionária

O problema central da revolução egípcia é a falta de uma direção revolucionária. Nem a Irmandade Mulçumana, nem os militares, nem os seus atuais aliados "liberais" liderados por Baradei podem oferecer uma saída a favor do povo, dos trabalhadores e dos jovens, porque todos servem ao imperialismo, às multinacionais e aos grandes empresários. E podem colocar o Egito à beira de uma guerra civil. Diante da crise é necessária uma alternativa revolucionária independente de todos os setores patronais. Uma alternativa dos movimentos juvenis, os comitês populares que começaram a se formar na mobilização, os novos sindicatos de trabalhadores, que devem repudiar a repressão e deixar de apoiar ao governo "civil-militar" para planejar a construção de um poder operário e popular.

O governo civil-militar reprime e pretende reformar a Constituição com um grupo de "notáveis", amigos das Forças Armadas. É necessário mobilizar-se para repudiar as ações militares repressivas, a comissão de "notáveis" e exigir a convocação imediata de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, com plenos poderes para decidir como será a economia, a educação e a organização política do país.

Nesse sentido, devemos continuar impulsionando a mobilização de massas por um plano econômico que dê as soluções que o povo exige, pela expropriação das empresas multinacionais, das empresas dos militares e dos grandes grupos econômicos nacionais, pela nacionalização dos bancos, pelo não pagamento da dívida externa para, com esses recursos, conceder um aumento salarial imediato, dar pleno emprego e melhor educação e saúde para todos e pela vigência do pleno exercício das liberdades democráticas e contra todas as formas de repressão; julgamento e punição aos autores dos massacres populares.

Fonte: UIT-CI

sábado, 29 de junho de 2013

Contribuição ao Movimento Belém Livre: É HORA DE APROFUNDARMOS A MOBILIZAÇÃO E RADICALIZARMOS A LUTA!

Boa tarde, gente. Gostaria de compartilhar uma impressão minha com vocês, que diz respeito ao que acredito estar "emperrando" uma vitória do movimento em Belém. Pois é fato, em várias cidades do Brasil se reduziram passagens e até se conquistou formatos e propostas de Passe-Livre [fruto do medo dos Governos diante da força incontestável das ruas], enquanto que aqui em Belém sempre chegamos à um ponto chave que tranca, divide, confunde e nos atrapalha de avançar na luta e na conquista. Na minha compreensão, esse ponto chave é um fictício "diálogo" com a Prefeitura.

A PREFEITURA SE FAZ DE SURDA PARA TENTAR NOS CANSAR,
O FETICHE QUE ESTAGNA A LUTA DO NOSSO MOVIMENTO

Com todo respeito, devo dizer que há difundido na consciência do movimento um corrosivo fetiche em torno de papéis, formalidades, comissões, cartas ao prefeito e documentos. Como se isso fosse o que falta para a compreensão final da Prefeitura de quais seriam as nossas demandas e, portanto, o passe mágico para a vitória, pois o Prefeito seria à priore um agente a nosso serviço, portanto, que vai fazer o que pedimos. O que não é real. Essa ilusão deve ser superada para o bem do movimento!

A entrega de documentações cada vez mais abrangentes ao prefeito, a formação de comissões de "diálogo", o centrípeto e cansativo debate em torno da rereconstrução de documentos não serão responsáveis por vitória alguma! Muito pelo contrário, companheiros, só servem para que Zenaldo pose de democrático, serve de palanque para que Zenaldo suba e faça promessas futuras e compromissos que pode simplesmente não cumprir, fiando-se sempre na gradativa desmobilização do movimento, no passar desse período de luta nacional, na dispersão pelas férias escolares, enrolando e enrolando, pura e simplesmente a todos nós, como tem feito nos últimos 6 meses onde nenhum "S" foi prioridade, como dito no período eleitoral. Zenaldo sabe faz mais de uma semana que queremos a Redução Imediata das Tarifas de ônibus e implantação de PASSE-LIVRE. Ele não é lerdo. Está sendo é muito esperto e, com apoio da mídia, quer tornar as comissões de diálogo e o conteúdos documentais o centro de nosso debate no BELÉM LIVRE. Não devemos cair nessa.

É HORA DE APROFUNDARMOS A MOBILIZAÇÃO E RADICALIZARMOS A LUTA!

Seguir no caminho de discutir documentos e comissões na superestrutura do movimento é um caminho de derrota do próprio movimento, pois nos dispersa e torna infindáveis os debates sobre minúcias, além de que nos faz ter expectativas ingênuas em promessas e cairmos no solo infértil da mera espera de um milagre por parte deste Santo do Pau Oco que é o Prefeito. Devemos fazer justamente o contrário agora e discutir o fortalecimento da mobilização de fato, nas ruas! Precisamos fortalecer a intervenção em nossos locais de estudo, de trabalho e de morada, pra engrossar o peso social e impormos uma derrota à prefeitura e conquistar uma vitória real da população!

É preciso um forte CHOQUE DE PRESSÃO SOCIAL durante essa semana toda, isso sim. E pra isso precisamos mobilizar mais pessoas! Portanto, quero propor que cada um e cada uma aqui nesse grupo inicie imediatamente a construção de COMITÊS DE LUTA (ou que nome for) em cada escola, em cada universidade, em cada local de trabalho e no local onde mora, que possa discutir as ações de luta e organizar atividades para elevar a politização! É claro que todos esses grupos devem se orientar a atuar conjuntamente, sempre mantendo as nossas Assembleias Gerais, como a que ocorrerá nesse Domingo, pra agirmos em unidade constante e construir os métodos de luta coletiva e radicalmente democrática, levando cada vez mais gente à mobilização e fortalecendo as bases sociais do BELÉM LIVRE. O fato é que não devemos mais construir palanque para o Prefeito! E esse é o caminho pra construir de fato um Poder Popular. Agora é hora da voz do povo! É hora de atender as nossas pautas e ponto final! Não queremos meia reivindicação, portanto não queremos mais negociações. Chega de mamão-com-açúcar, galera!

Seguir nas ruas! A redução da tarifa e o PASSE-LIVRE devem ser agora!

sábado, 15 de junho de 2013

Brasil: Juventude se rebela contra aumento das tarifas!

Imagens das massivas manifestações que estão ocorrendo no Rio de Janeiro e São Paulo, à exemplo das manifestações que saíram vitoriosas em Porto Alegre, Goiânia e Natal onde as mobilizações derrubaram os aumentos de tarifa de ônibus. Ocorrem em outras capitais e seguem crescendo e aprofundando o seu significado, face a falta de democracia demonstrada pelos governos e a brutalidade repressiva que aplicam.



Entrevista de Ph Lima, manifestante do Rio de Janeiro que chegou a ser preso arbitrariamente por estar protestando, concedida ao SBT no dia 14/06 durante o protesto contra o aumento das tarifas das barcas em Niterói. Ele conta as motivações da indignação das pessoas e como se alastra nacionalmente a luta.



Canção composta por internauta manifestante em resposta às declarações de Arnaldo Jabor, da Globo, que acusa o movimento contra o aumento da passagem como "rebeldes sem causa" que não "valem um centavo". A letra tem um ótimo conteúdo.



Vídeo com imagens da violência policial, das manifestações, com a música tema da propaganda oficial dos eventos esportivos no Brasil sendo utilizada em outro sentido, em apoio às lutas Brasil afora.