No dia 3 de Outubro, pela parte da manhã, Plínio de Arruda Sampaio, candidato lançado pelo PSOL na concorrência pela presidência da república, enviou uma mensagem à militância. No vídeo, Plínio fala a respeito dos prováveis resultados da campanha (muito lucidamente versados, dadas as configurações injustas destas eleições), dos pontos altos alcançados nessas eleições e do maior aproveitamento desta: Disseminar o Socialismo enquanto única opção de justiça social num mundo de desigualdades e desrespeitos gerados e permitidos pelo Sistema Capitalista.
Pessoalmente, faço uma ótima avaliação desta campanha também. Foi um ótimo espaço para se colocar claramente as diferenças existentes entre o PSOL e os demais partidos. O PSOL não tem rabo preso com empresários porque recusa completamente esse tipo de contribuição que trás consigo segundas intenções. O PSOL não faz alianças com partidos contrários a sua proposta e por isso mantém a coerência, identidade e programática intactas (o ponto no qual o PT pecou, perdendo-se enquanto alternativa do povo e tornando-se servente dos ricos, assim como são os demais partidos de direita como o PMDB, o PSDB, etc...). O PSOL não pestaneja ao declarar a sua intenção de aumentar todos os investimentos sociais, mesmo que isso afete diretamente os interesses dos poderosos. O PSOL se faz presente nas lutas diárias, nas greves, nas passeatas, nas reinvindicações de direitos. O PSOL teve tanta repercussão que a grande mídia se viu obrigada a incluir Plínio em debates e entrevistas que seriam direcionados somente para os candidatos que interessavam aos detentores das concessões públicas de TV e Rádio, firmando o PSOL como partido de esquerda mais votado.
A criação do canal ProjetoSocialista no youtube serviu muito bem na divulgação das propostas do partido e na denúncia dos problemas estruturais do Brasil, disponibilizando os vídeos da propaganda eleitoral da TV pelo partido e mais vídeos de entrevistas e debates não veiculados em nível nacional. O Twitter, @pliniodearruda, também foi um grande aliado e aproximador da juventude com Plínio, que respondia diretamente a perguntas de internautas, assim como fazia uso do recurso de áudio-vídeo "Twitcam" para debater ao vivo, via internet, em pessoa. O resultado foi um grande número de diálogos, principalmente com a parcela da juventude que tem acesso a internet e se interessa mais profundamente em política, procurando conhecer e participar. E, claro, a internet, por vezes, configura uma media muito mais democrática que outros meios de comunicação que selecionam seus conteúdos arbitrariamente, omitindo os demais assuntos que venham a ser de interesse dos que acompanham. Essas omissões, num processo eleitoral, geram uma invisibilidade, um cortina silenciadora em torno desses candidatos omitidos, afastando-os de uma relação mais próxima do povo (afinal, a TV ainda é o veículo que mais pesa no que tange a lapidação da opinião pública). As próprias regras de propaganda eleitoral gratuita na TV são antidemocráticas por si só, dando tempo diferente aos candidatos e dificultando desse modo que eles alcancem publicidade e chances de maior representatividade no Congresso (o que, por uma questão de conveniência de uma política injusta, é requisito para ter tempo nesta mesma propaganda...). Daí os que tem mais publicidade (e poder econômico gera publicidade), com carrões de som, infinitas camisetas, adesivos, bandeiras, "militantes" pagos e etc, acabam por engolir completamente os demais candidatos menos amparados em recursos materiais. Tradução: os candidatos ricaços e os financiados por ricaços (grandes empresas e outros poderosos) são super projetados e acabam sendo vistos, por aquela população sem informação (os pobres), como se fossem os únicos candidatos existentes...
Mas, sim. O PSOL teve conquistas. Agora é só acompanhar e fiscalizar o trabalho dos eleitos, pois o partido conseguiu dois senadores, três deputados federais e quatro estaduais http://migre.me/1ualy
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Pesquisas Duvidosas, "Votos Que Se Perdem" e Debate Presidencial da Rede TV
Vou dividir em duas partes o post de hoje.
Na primeira, as considerações gerais sobre os temas do título, enquanto que,
na segunda parte, disponibilizo o debate hospedado no youtube.
Na primeira, as considerações gerais sobre os temas do título, enquanto que,
na segunda parte, disponibilizo o debate hospedado no youtube.
Ontem, foi realizado mais um debate entre os presidenciáveis de 2010. Estavam presentes apenas quatro canditados, constatação da brutal situação de desigualdade das eleições desse ano. Os candidatos presentes foram Plínio de Arruda, José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff (que compareceu neste debate depois das seguidas ausências em dois outros debates realizados, respectivamente, pela Rede Vida, que transmitiu conjuntamente com outras Rádios e TVs Católicas, e pela TV Estadão em conjunto com a Gazeta).
O comparecimento de Dilma Rousseff gera automaticamente uma grande mudança na dinâmica das discussões, tornando-a alvo constante das críticas e questões dos demais candidatos. Natural, dada sua condição de sucessora petista e a situação que figura nas estatísticas abundantemente adotadas pelas comunicações de massa sobre as tais "intenções de voto". Inclusive, tenho que declarar o meu repúdio quanto a esse assunto das estatísticas apresentadas odiernamente nos meios de comunicação.
Primeiramente, devo até frizar o meu entendimento sobre o caráter manipulador dos meios de comunicação, seja pela omissão ou pela atuação ativa sobre a deformação das informações que devem ser repassadas a população.
No seminário de Direito Eleitoral que participei mês passado, esse assunto das estatísticas até foi um dos pontos interessantes que foram tratados. De acordo com o entendimento do palestrante, existe um mal costume por parte dos eleitores de tomar como guia pro seu voto a situação dos candidatos nas estatísticas, com a idéia de "temer perder seu voto". Idéias como: "Ah, não vou votar no fulano, mesmo preferindo definitivamente as suas propostas, porque ele está baixo nas pesquisas e não vai ganhar", "Eu voto pra vencer" e coisas do gênero. Existe uma tendência por parte de grande parte do eleitorado de votar em quem está na liderança, seguir a maioria numa imensa corrente de Maria-vai-com-as-outras. Temos que ter claro em mente que a única estatística realmente confiável só aparece DEPOIS das eleições, que é a constatação do resultado REAL, e não das espaculações anteriores.
Essa impressão de perda de voto e essa postura de votar no que está na frente, só por estar na frente, está completamente errada. É uma grande tolice. Porque o que tem que servir de guia pro voto do cidadão não é uma pesquisa feita com não sabe-se que número de pessoas, uma pesquisa que não sabe-se com que pessoas foi feita, uma pesquisa que não sabe-se em que região foi realizada, uma pesquisa da qual não sabe-se a confiabilidade da coordenação elaboradora e executora. Claro que existem pesquisas e pesquisas, umas razoavelmente confiáveis outras completamente fajutas - a questão é que pesquisas não são cabais e nem carregam em si explicitamente as questões mais importantes para a verificação de sua utilidade, pois pesquisas são completamente interpretativas sobre análise de âmbitos regionais, métodológicos na abordagem das pessoas, os locais onde foram executados, o público alvo submetido a pesquisa, envolvendo aspectos como idade, formação, tendência política e etc. Inclusive, sobre esse assunto, na universidade, uma das leituras que foram indicadas aos estudantes, na aula de Metodologia Científica, foi deste livro aqui, que fala sobre a manipulação de dados de pesquisa em favor de interesses políticos e de empresas privadas [livros mais específicos voltados pra interesses eleitoreiros com certeza absoluta existem, vou procurar - depois coloco aqui].
Grande detalhe: Voto NÃO SE PERDE! Votar expressa a sua aceitação quanto a certo candidato e, implicitamente, a sua negação em relação aos demais candidatos não votados por você. Quando você vota em determinado candidato, você automaticamente vota no partido dele e demonstra a sua concordância com o método que o partido aplica ou quer aplicar na sociedade. Portanto, se você não gosta da Dilma e acha que votar no Serra, que você também não gosta, vai ajudar a dificultar as coisas pra Dilma, você acaba fazendo um mal negócio também: vai votar em quem você não gosta, de qualquer forma. Então, se você prefere determinadas propostas, você TEM que votar nelas, pra que elas ganhem força e espaço, e por mais que não vençam logo agora nessa eleição elas se tornam mais capazes de vencer a próxima. Não importa se o partido é pequeno, porque quando você vota em um partido pequeno, o seu voto ajuda ele a crescer e ganhar representatividade. Seu voto serve sempre, ele não se perde, ele tem uma função que vai ser exercida, de um jeito ou de outro, contra ou a seu favor. Se um candidato que você não gosta vence, você acha bonito ter ajudado isso a acontecer? Os únicos votos perdidos são os nulos, e isso é jogar no lixo um direito conseguido com sangue de pessoas que lutaram muito pra que você o tivesse!
O que deve guiar o voto?
Como já disse, o voto não "se perde" quando você vota em alguém que não ganha. O voto vai expressar a sua concordância com a pessoa e com o partido no qual você votou. E isso é muito importante, as eleições são extamente isso: o eleitorado dizendo com quem está concordando, dentre os candidatos colocados. E é isso que deve guiar seu voto. O histórico do candidato, o histórico do partido, os prós que ele carrega em favor da sociedade que você quer, a respeitabilidade, idoneidade de sua carreira e sua atuação política, essas coisas que devem guiar o nosso voto! O voto deve ser dado por confiança e com consciência. Não deve ser dado por um favor, por um valor em dinheiro ou outras espécies de pagamentos, formas de compra. Vender voto é vender sua opinião, e fazê-lo é transformar-se num produto comprável, num objeto, algo sem vontade própria, coisificar-se e renunciar a um dos poucos meios de participação que essa sociedade doentia te possibilita pacificamente...
DEBATE PRESIDENCIAL DA REDE TV
com Plínio de Arruda (PSOL), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PMDB) e Marina Silva (PV)
com Plínio de Arruda (PSOL), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PMDB) e Marina Silva (PV)
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dilma Rousseff FOGE NOVAMENTE de Debate Eleitoral
Novamente Dilma Rousseff desrespeita a presença dos demais candidatos e principalmente o direito dos eleitores de ter conhecimento dos presidenciáveis, suas propostas e seu temperamento político. Permanece esta candidata acobertada por um obscuro manto de omissão, só aparecendo publicamente ao lado de "capangas" petistas que projetem sua publicidade e em propagandas superproduzidas de TV, onde tudo é lindo e maravilhoso e só melhora...
No debate promovido pelas Tvs e Rádios Católicas, em 23 de Agosto, Dilma Rousseff não compareceu e foi duramente criticada pelos demais candidatos e pelos próprios eleitores, que declararam a impressão de intenção premeditada da candidata de omitir-se, posto seu despreparo político... Bem, o que tenho a declarar é que quando Dilma apareceu, no debate ocorrido no dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, estava puro nervosismo. Parece realmente não saber lidar com discussões de idéias, só com propagandas de uma única via, onde ninguém rebate ou pergunta. Onde não existem riscos.
Nesse debate, do dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, Dilma e Serra polarizaram a discussão n'uma fatia do debate, comparando projetos que seus partidos implementaram no Brasil nos ultimos 16 anos. Dilma gaguejou e fez infinitas pausas, falando de uma série de projetos de cunho assistencialista e declarando o que achava "importante" - palavra pela qual tem uma grande paixão, pelo visto. Serra fez reciclagem de projetos do PT, dando outras extenções e acabou por tentar estabalecer pontes entre o governo PT e PSDB, convergindo no assistencialismo petista e acusando a ausência de determinados projetos do FHC, como multirões de saúde. Marina teve uma participação apagada e distante, sem força - mesmo quando tentou emocionar. Já Plínio foi a tónica do debate, fazendo perguntas diretas e avaliando as propostas de seus adversários, teve destaque, sendo eleito por jornais e especialistas como candidato de melhor desempenho no debate e alcançando o topo dos mais comentados no mundo através do Twitter durante o debate (nota sobre "vitória" de Plínio na Folha.com aqui).
Neste mesmo debate Plínio arrancou de Dilma a sua postura contrária a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e também fez vir a público a sua postura contrária a implementação de limite de 1.000 hectares de terra aos latifúndios no Brasil. Ela chegou a dizer que não é dever do Estado lutar por estas melhorias na vida dos trabalhadores, que deveria ficar nas costas dos sindicatos, pura e simplesmente. O que é um absurdo. Pra quê ela quer Estado afinal?
No quisito Reforma Agrária, Plínio também foi perspicaz e duro, explicando como o PT abandonou o seu projeto inicial, "picotando pela metade" e agora fingindo não enxergar o problema, se omitindo. Plínio foi quem redigiu as diretrizes de reforma que o PT usou como bandeira durante anos e que depois, traiçoeiramente, veio a abandonar em seu governo... É por essas e outras que Dilma e o PT devem ser criticados e repudiados.
Afinal, pode-se inferir que a candidata Dilma Rousseff, diante de tantas contradições dentro do PT e seu governo, configura uma personagem extremamente vulnerável aos debates, pelas altas doses de críticas que são possíveis, preferindo, portanto, correr - seja por estratégia política, seja por despreparo e/ou covardia ou, ainda, tudo isso junto. Mas está claro que está adotando uma estratégia de ausência nos debates, evitando o perigo das tensões dessa exposição. Afinal, ainda pode utilizar-se das propagandas enganosas e super-produzidas do PT e o grande escudo da figurona populista e demagoga do atual presidente, o Lula, para ter seus momentos de publicidade blindada garantidos. Esta fuga de Dilma foi alvo de críticas contínuas no debate Estadão Gazeta também, veja o vídeo abaixo:
Plínio, do PSOL, se manifesta sobre ausência de Dilma no debate de 08/09/10
No debate promovido pelas Tvs e Rádios Católicas, em 23 de Agosto, Dilma Rousseff não compareceu e foi duramente criticada pelos demais candidatos e pelos próprios eleitores, que declararam a impressão de intenção premeditada da candidata de omitir-se, posto seu despreparo político... Bem, o que tenho a declarar é que quando Dilma apareceu, no debate ocorrido no dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, estava puro nervosismo. Parece realmente não saber lidar com discussões de idéias, só com propagandas de uma única via, onde ninguém rebate ou pergunta. Onde não existem riscos.
Nesse debate, do dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, Dilma e Serra polarizaram a discussão n'uma fatia do debate, comparando projetos que seus partidos implementaram no Brasil nos ultimos 16 anos. Dilma gaguejou e fez infinitas pausas, falando de uma série de projetos de cunho assistencialista e declarando o que achava "importante" - palavra pela qual tem uma grande paixão, pelo visto. Serra fez reciclagem de projetos do PT, dando outras extenções e acabou por tentar estabalecer pontes entre o governo PT e PSDB, convergindo no assistencialismo petista e acusando a ausência de determinados projetos do FHC, como multirões de saúde. Marina teve uma participação apagada e distante, sem força - mesmo quando tentou emocionar. Já Plínio foi a tónica do debate, fazendo perguntas diretas e avaliando as propostas de seus adversários, teve destaque, sendo eleito por jornais e especialistas como candidato de melhor desempenho no debate e alcançando o topo dos mais comentados no mundo através do Twitter durante o debate (nota sobre "vitória" de Plínio na Folha.com aqui).
Neste mesmo debate Plínio arrancou de Dilma a sua postura contrária a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e também fez vir a público a sua postura contrária a implementação de limite de 1.000 hectares de terra aos latifúndios no Brasil. Ela chegou a dizer que não é dever do Estado lutar por estas melhorias na vida dos trabalhadores, que deveria ficar nas costas dos sindicatos, pura e simplesmente. O que é um absurdo. Pra quê ela quer Estado afinal?
No quisito Reforma Agrária, Plínio também foi perspicaz e duro, explicando como o PT abandonou o seu projeto inicial, "picotando pela metade" e agora fingindo não enxergar o problema, se omitindo. Plínio foi quem redigiu as diretrizes de reforma que o PT usou como bandeira durante anos e que depois, traiçoeiramente, veio a abandonar em seu governo... É por essas e outras que Dilma e o PT devem ser criticados e repudiados.
Afinal, pode-se inferir que a candidata Dilma Rousseff, diante de tantas contradições dentro do PT e seu governo, configura uma personagem extremamente vulnerável aos debates, pelas altas doses de críticas que são possíveis, preferindo, portanto, correr - seja por estratégia política, seja por despreparo e/ou covardia ou, ainda, tudo isso junto. Mas está claro que está adotando uma estratégia de ausência nos debates, evitando o perigo das tensões dessa exposição. Afinal, ainda pode utilizar-se das propagandas enganosas e super-produzidas do PT e o grande escudo da figurona populista e demagoga do atual presidente, o Lula, para ter seus momentos de publicidade blindada garantidos. Esta fuga de Dilma foi alvo de críticas contínuas no debate Estadão Gazeta também, veja o vídeo abaixo:
Plínio, do PSOL, se manifesta sobre ausência de Dilma no debate de 08/09/10
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sobre Democracia, Partidos Políticos, PSOL vs PT, Não se pode perder o ânimo, No que você acredita...?
Bem, esse post de hoje eu direciono a minha estimada amiga Andrea, a responsável pelo único comentário que o meu humilde blog recebeu no meu último post. Vai funcionar um tanto como uma resposta, mas resposta embutida dentro do proveito que vou tentar tirar do comentário que ela fez, enquanto idéias que já vinha querendo explanar mesmo. Muito obrigado, Andrea.
Bem, nos dias 24 e 25 de Agosto, eu participei de um seminário que tratava de Direito Eleitoral. Os encarregados de promoverem as apresentações foram certas figuras do Conselho Nacional de Justiça, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, do Ministério Público do Pará, da OAB, divididos entre doutores e mestres que ora realizavam ótimas palestras, ora davam sono ou náuseas. Era uma palestra onde se pagava caro pra ter um serviço ruim. Um dos pontos de incômodo foi o curtíssimo tempo das palestras, de modo que todos os palestrantes reclamaram disso. É difícil tratar coisas com profundida em tempo corrido quando o assunto tem tanta complexidade, longa História, tantos ângulos de análise e tantos paralelos traçáveis no plano internacional. Mas algumas coisas dali serviram, ainda bem. Afinal, eu só fui atrás desse seminário porque eu ando cada vez mais interessado em aprender o funcionamento da política, da nossa democracia e dos nossos meios de participação no seio social.
Eu procuro ser humilde e deixar claro que eu sei que a vida é um constante aprendizado. Talvez a gente mude de idéia de vez em quando, mas eu tenho a impressão de que a tendência é mudar pra melhor, como um reajuste necessário. Como "uma conquista de posicionamentos". Senão for assim, aí são outros quinhentos... Procuro ser sincero, dizer o que eu sinto e como eu vejo as coisas de verdade. E aqui vou eu:
Inicio o real teor do presente texto utilizando palavras de José Saramago, um tremendo expoente da literatura mundial e comunista declarado (ah, sim, eu julgo esse fator importante de se observar, haha - não por me iludir, acreditando que os títulos irão dar definição cristalina inconfundível e imodificável as pessoas e diferenciá-las definitiva e matematicamente, mas porque as palavras foram criadas pra significarem, conceituarem, explicarem características, adjetivarem os sujeitos e objetos dos quais tratamos nos discursos. E as palavras claream por vezes num plano geral, por vezes num plano totalmente específico. Aqui é num plano geral...).
Saramago disse: "Tudo se discute neste mundo, menos uma coisa. Não se discute a democracia. A democracia está aí como se fosse uma espécie de santa do altar de quem não se esperam milagres, mas que está aí como uma referência. Uma referência: a democracia. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada... Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não gosta e a por outro de que talvez venha a gostar. Nada mais."
Nesse discurso, José Saramago tratava o assunto da falsa democracia da qual se aproveitam as grandes organizações mundiais, ou seja, tratava do imperialismo que domina nosso mundo travestido de discurso democrático e humanista para exercer os males inerentes a sistemática de exploração mundial que o capitalismo defende. (para assistir o trecho discursado por Saramago, clique aqui)
Bem, dou continuidade a prévia exposição de idéias para depois chegar ao que quero dizer, agora rememorando algo dito por um ótimo professor que tive na disciplina de Teoria Geral do Estado, quando tratava do assunto "Poder", na parte que mencionava os poderes políticos do povo, instante que aproveitou para tecer comentários sobre democracia.
Ele disse: "Democracia sem educação, não é democracia. É mentira! O povo, nessa grande bagunça que chamamos de democracia hoje, só pode exercer o seu poder se for inteligente, se tiver acesso a informação e formação. Um povo sem educação não sabe votar, porque não sabe compreender o mundo, porque é vulnerável à seduções demagogas, porque se torna massa de manobra, porque não sabe a diferença entre senadores e deputados, os papéis do legislativo, judiciário e executivo, do presidente, como pode votar?! Repito, democracia sem educação, não é democracia. É uma mentira!", ele ainda continuou, "No entanto, algo temos que reconhecer: temos uma margem que antigamente não tínhamos. Um pedaço de liberdade, uma fatia pequena de democracia, que podemos usar. Vocês são parte privilegiada da porcentagem do Brasil que tem acesso a educação. Vocês estudantes aqui, não devem saber o poder que juntos vocês possuem... Pode parecer clichê como for. Vocês são o futuro. Lembrem da ditadura militar."
Agora chego onde queria chegar. Existe uma coisa que se chama participação popular. Esta participação popular consiste, como já diz o nome, no poder que a população tem de criar, modificar, desfazer, discutir, sugerir e uma penca de verbos que descrevam outras formas de atuação na configuração da realidade de seu meio social. Através da participação popular, através do poder de pressionar que a população tem, pode-se fazer e desfazer qualquer coisa no país, no que tange a sua estrutura social, política, econômica, etc. Pode-se tirar pessoas do governo, botar pessoas no governo, forçar o governo a tomar medidas, votar projetos, voltar atrás em decisões, recriar um sistema sócio-econômico ou adotar um novo sistema, qualquer coisa... É através de grandes movimentações populares que a Humanidade construiu e continua construindo seu mundo, reinvindicando e instituindo direitos, garantindo-os, etc.
O que acontece é que para que a massa trabalhe junta em prol de algo, referências são necessárias, diretrizes são necessárias, um plano é necessário, idéias para servir de guia são necessárias, um objetivo deve ser traçado e os meios de alcançar este objetivo devem ser explicados. Porque a massa não se organiza por instinto... Aí entram os grupos de pessoas que, chegando a convergências de análise da realidade, traçam métodos de atuação, elaboram formas de compreensão do mundo e correspondentes formas de lidar com ele na prática. Aqui podemos então ter a noção do que são e pra que servem os Partidos Políticos.
Partidos políticos são, portanto, um grupo de pessoas concordantes total ou parcialmente numa análise da realidade, em plano regional, nacional ou internacional (e tudo junto). O partido político, elaborando sua visão de mundo, elabora também seu método de lidar com o mundo, dentro de todos os temas que correspondem a sociedade (política, economia, educação, saúde, alimentação, saneamento, transporte, meio ambiente, informação, cultura, lazer, esporte, comércio, construção civil, moradia, distribuição de renda e de terras, remuneração salarial e todas as formas de atuação vinculadas a construção de políticas públicas pra a sociedade, metodologia de atendimento das necessidades da sociedade).
Os partidos políticos geram seus perfis. O povo, ao analisar os partidos, irá se vincular justamente àquele que mais agradar, o que mais tiver sentido e coerência, que mais estiver de acordo com o que ele pensa a respeito do mundo e que mais estiver de acordo com o que ele acha que deve ser feito em face desse mundo. Daí, através da ferramenta do partido, onde o povo contribui ativamente e acerta as vias e os objetivos que quer percorrer e alcançar, ele procura disseminar suas idéias, procura buscar apoio, procura ganhar representatividade e influência de massas, de modo que possa dentro das disputas eleitorais (já que estamos falando de atuar dentro das regras do sistema) destaque, votos, cargos e poder pra colocar em prática, com amplitude nacional, todas as diretrizes traçadas por seu partido na busca daquele objetivo inicialmente traçado.
Uma óbvia observação: O caminho é espinhoso.
Porque, como foi colocado mais acima, nas declarações de José Saramago e de meu querídissimo professor que, infelizmente, eu não lembro o nome (fato pelo qual lamento e me envergonho muito, dada a minha admiração por ele), não vivemos numa democracia, o mundo não é justo e a nossa sociedade é minada de inúmeros vícios muito, muito, muito venenosos pra saúde da humanidade, com picuinhas políticas e grandes interesses econômicos passando por cima de tudo e todos constantemente, sem remorsos, em nome da ganância e gerando retrocessos crônicos. O esquema que usamos de script pra nossa vida em sociedade, é um esquema de desigualdades e violências que é perpetuado por uma imensa série de mecanismos institucionais, comunicacionais, educacionais, míticos, psicológicos, emocionais... Mas tudo o que eu disse até agora não é muita novidade pra ninguém, imagino.
[...]
Falando agora do meu posicionamento mais claramente e do posicionamento do PSOL: O PSOL fez a análise de que nesse momento o que se deve ser feito é a criação das condições objetivas e subjetivas para a implantação da cultura socialista. De início, o objetivo é fazer uso do embasamento que a referência da democracia nos dá, para que se brade aos quatro ventos todas as contradições que constituem a realidade na qual vivemos, a fim de conscientizar a população e, concomitantemente, tomar medidas concretas que solucionem imediatamente os problemas que já estão aí corroendo nossa nação, sempre indicando que a única saída correta não é reformar o capitalismo, mas implantar o socialismo. O partido pretende implementar mudanças radicais na distribuição de renda e redução da desilguadade existente no país, tanto como método para promover a efetivação da dignidade do povo quanto para, desse modo, adquirir influência de massas. Falando as verdades, tomando as atitudes. Não por meio de medidas paliativas como Bolsa Família, PROUNI (que "Pra Todos" só tem no nome) e demais doses homeopáticas para gradual inclusão social (leia-se assistencialismo, populismo, pão-e-circo), mas por meio de medidas corajosas e firmes que afetam sim os grandes empresários, limitando a terra dos grandes latifundiários, a renda dos banqueiros, medidas que reduzam a jornada de trabalho sem reduzir os salários dos brasileiros, aplicando a taxação das grandes fortunas, implementando a total universalização da saúde e do ensino públicos com qualidade para o fim da mercantilização do conhecimento (saber não é negócio, é direito!), entre outras medidas tantas. (novamente, disponibilizo todo o programa do PSOL aqui). Portanto, estas medidas procuram a criação de um país saudável de corpo e mente, pra que seja capaz de suportar e compreender, de modo a sustentar, a transformação socialista, definitivamente. O PSOL propõe medidas anti-imperialistas ao passo que não teme ferir os interesses do capital e não temer represálias.
E eu acho muito importante que a gente analise a trajetória política do Brasil. O PT foi a grande referência do povo durante muito tempo, enquanto o governo anterior sucateava todas as nossas possibilidades de crescimento e igualdade, e nele estava depositada toda a esperança da grande maioria da população brasileira. A expectativa era de mudanças profundas na configuração social, já que o PT possuía tanta influência de massas, tanto apoio popular. Lula tinha o poder de, junto com o povo, transformar o sistema educacional, o sistema de saúde, promover as reformas política e agrária, sem medo de represálias imperialistas, dada a grande riqueza natural e capacidade produtiva do nosso país (Se Cuba que é um país POBRE e sofre desde 1962 o embargo econômico dos Estados Unidos consegue ser referência internacional por ter conseguido universalizar a saúde e a educação, por que o Brasil que é uma potência dos recursos naturais não conseguiria? Recursos e meios existem, o que não existe é interesse dos governos que assumiram até agora. Porque eles trabalham pro capital). O fato foi que o PT se deteriorou ao fazer alianças com partidos de direita e mantendo a política econômica do FHC, abandonou seu programa inicial num grande ato de TRAIÇÃO, desorganizando todo o movimento popular que confiava nele. O PT vive agora de uma propaganda completamente enganosa nos discursos, onde o Brasil só melhora, sendo que isso acontece só com relação ao bolso dos empresários e dos banqueiros que recebem 36% da riqueza nacional, enquanto que a saúde tem um investimento ínfimo de 7%... Pro pobre, pro povão, pra nós só ficam migalhas.
O PSOL é um partido nascido de uma ruptura. Membros fundadores do PT que não concordavam com o abandono das diretrizes combativas iniciais, que não concordavam com o abandono das propostas de mudança da miserável realidade brasileira em favor da classe trabalhadora, decidiram romper com o Partido dos Trabalhadores que agora tomava configurações indesejadas e viciosas, mantendo a política de beneficiamento de poucos em detrimento de muitos. Estes membros romperam com o antigo partido para que mantivessem a sua coerência na luta contra a desigualdade, mesmo que fosse necessária a criação de um novo partido. Dentre os fundadores do PT está presente o ilustre candidato à presidência Plínio de Arruda Sampaio (site do PSOL-50 e do Plínio, aqui) que é um grande e conhecido humanista, que sempre lutou em prol da reforma agrária e das demandas sociais na História do nosso Brasil e que hoje ainda luta, esperançoso, sincero e firme.
Diante de pessoas que lutaram a vida toda por um país melhor e consolidação de uma situação realmente democrática sem nunca ter benécies burguesas ou vantagens financeiras, quem é que vai me convencer que políticos são todos farinha do mesmo saco? Generalizações dessa espécie são um erro muito cruel. É preconceito, pessoal. Apesar de reconhecer que o quadro geral é bem triste, eu sei que não é por aí. Tem muita gente trabalhadora, dedicada, capaz e que almeja boas coisas pra sua vida e pra dos seus semelhantes... E existe muita coisa que deve ser mudada, de verdade. E quem vai promover as mudanças são as pessoas que tomarem a responsabilidade pra si, a trajetória da humanidade demonstra que a maioria das mudanças não foi promovida por grandes concensos, mas sim por conta da atitude daqueles, na maior parte das vezes poucos, indivíduos que decidiram tomar as rédias da carruagem da História em suas mãos.
P.S: Decidi usar em outro post o restante do conteúdo que iria usar neste.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sobre As Eleições 2010
É tempo de eleição e o horário eleitoral começa nessa terça-feira na televisão, se não me engano. Bem, pra várias pessoas isso deve caracterizar um momento de muita chateação, promessas furadas, falação repetitiva e enganosa por parte da corja de agente políticos safados que "são tudo farinha do mesmo saco" e tal. É engraçado. Porque eu estou empolgado. Provavelmente por ser a primeira vez que eu participo disso, e por finalmente compreender o que está acontecendo - já que agora conto com uma base mínima de noções políticas, econômicas e sociais. Sim, mas principalmente porque todo o PSOL e o Plínio de Arruda Sampaio são socialistas declarados e conseguiram me cativar muito através da trajetória histórica do partido e de seus integrantes, as suas propostas e as diretrizes que eles adotam no exercício da sua campanha política. Posto que eles deram vida àquele bucado de páginas e páginas e páginas que eu li sobre o Comunismo, sobre o Socialismo e etc... Eles tiraram de toda essa papelada aquele ar de conto, de motivo de brincadeira por parte dos meus amigos, de conversa de calouros da universidade... É coisa real e presente! Tenho acompanhado pela internet, assistido debates, sabatinas, lido jornal e dado um monte de "tuitadas militantes" em nome do Plínio e do PSOL, justamente porque eles possuem as propostas mais democráticas que existem nessas eleições. E eu enquanto jovem interessado sinto a obrigação de fazer um mínimo de publicidade em nome desse acontecimento histórico no Brasil, divulgando essas propostas tão democráticas...
Por exemplo, a proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Ora, pra quem já trabalhou 8 horas por dia e tentou cursar a sua universidade ao mesmo tempo é mais do que claro que essa proposta dá total apoio ao bem estar do trabalhador. De modo que irá reduzir o martírio diário e ampliar o tempo livre pra profissionalização, pra cultura, pra família, pro pensar. E levando em consideração o exército de trabalhadores que existe precisando de uma vaga de emprego, a redução da jornada de trabalho seria mais um mecanismo pra criação de novos empregos, porque é absurdo existir TANTA GENTE desempregada enquanto que os empregados trabalham massante 8 horas por dia, sem ter direito a praticar outras atividades com qualidade. Na França, por exemplo, a jornada de trabalho é de 35h desde 2000. Basicamente: houve considerável aumento do número de empregos, portanto, um aumento do poder aquisitivo da população seguido de maior qualidade de vida dos trabalhadores , somando-se aí o aumento da produtividade das horas de trabalho. É ou não é extremamente interessante para o povo brasileiro? [Vale ressaltar que Dilma e Serra foram terminantemente contra essa proposta no debate promovido pela rede Bandeirantes. Sobre a Marina, tudo o que tenho a declarar é que ela é uma candidata fajuta: Sua experiência é restrita à questão ambiental, não compreende e não defende um projeto de atendimento das demandas sociais, pois nem sequer consegue criticar a política econômica adotada nos ultimos 16 anos que mantém a desigualdade social gritante. Fora que no discurso de Marina existe uma tentativa de consiliação entre fatores completamente inconsiliáveis: a desmedida exploração ambiental que é inerente ao modelo capitalista e o desenvolvimento sustentável... Sem contar que a sua base política é a mesma do PT e PSDB, partidos com os quais tem uma relação convergência e de alianças políticas... Ou seja: PV, PT e PSDB tem um plano igual, mudando apenas no discurso que o envolve]
E essa é só uma das propostas do Partido Socialismo e Liberdade. Eis aqui os 25 pontos abarcando demandas sociais fundamentais integrantes do programa do partido que você pode verificar: Diretrizes Gerais e Tarefas (clique aqui).
[...]
E aqui alguns vídeos importantes sobre a forma de trabalho do partido. Primeiro, da candidatura. Plínio fala um pouco a respeito das propostas de sua candidatura:
Crítica sobre a desigualdade proporcionada pela inexistência de um programa de financiamento público que regule a campanha eleitoral. De modo que há por parte dos empresários e grupos abastados um poder de "compra de candidatura", dando financiamento ao candidato que mais incorporar seus interesses e enfraquecendo proporcionalmente os candidatos com propostas que não o faça:
Apresentado no horário eleitoral, rápido panorama histórico do candidato Plínio de Arruda Sampaio e sua relação íntima com a causa da Reforma Agrária que fora abandonada por Lula:
Tendo sido EXCLUÍDO do debate online com os candidatos Dilma, Serra e Marina, Plínio conecta-se ao Twitter, ativa o Twitcam e tece comentários e críticas sobre os frágeis discursos cheios de demagogias, e alcançando quase o dobro de audiência online que o bate-papo da UOL com tais candidatos demonstra a força de sua presença. Rompe mais uma vez o "muro de silêncio" que os meios de comunicação criam entre os seus interesses e os interesses populares:
Obs: Não colocaria nada disso no meu blog pessoal se não levasse realmente a sério. Se não achasse válido...
Por exemplo, a proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Ora, pra quem já trabalhou 8 horas por dia e tentou cursar a sua universidade ao mesmo tempo é mais do que claro que essa proposta dá total apoio ao bem estar do trabalhador. De modo que irá reduzir o martírio diário e ampliar o tempo livre pra profissionalização, pra cultura, pra família, pro pensar. E levando em consideração o exército de trabalhadores que existe precisando de uma vaga de emprego, a redução da jornada de trabalho seria mais um mecanismo pra criação de novos empregos, porque é absurdo existir TANTA GENTE desempregada enquanto que os empregados trabalham massante 8 horas por dia, sem ter direito a praticar outras atividades com qualidade. Na França, por exemplo, a jornada de trabalho é de 35h desde 2000. Basicamente: houve considerável aumento do número de empregos, portanto, um aumento do poder aquisitivo da população seguido de maior qualidade de vida dos trabalhadores , somando-se aí o aumento da produtividade das horas de trabalho. É ou não é extremamente interessante para o povo brasileiro? [Vale ressaltar que Dilma e Serra foram terminantemente contra essa proposta no debate promovido pela rede Bandeirantes. Sobre a Marina, tudo o que tenho a declarar é que ela é uma candidata fajuta: Sua experiência é restrita à questão ambiental, não compreende e não defende um projeto de atendimento das demandas sociais, pois nem sequer consegue criticar a política econômica adotada nos ultimos 16 anos que mantém a desigualdade social gritante. Fora que no discurso de Marina existe uma tentativa de consiliação entre fatores completamente inconsiliáveis: a desmedida exploração ambiental que é inerente ao modelo capitalista e o desenvolvimento sustentável... Sem contar que a sua base política é a mesma do PT e PSDB, partidos com os quais tem uma relação convergência e de alianças políticas... Ou seja: PV, PT e PSDB tem um plano igual, mudando apenas no discurso que o envolve]
E essa é só uma das propostas do Partido Socialismo e Liberdade. Eis aqui os 25 pontos abarcando demandas sociais fundamentais integrantes do programa do partido que você pode verificar: Diretrizes Gerais e Tarefas (clique aqui).
[...]
E aqui alguns vídeos importantes sobre a forma de trabalho do partido. Primeiro, da candidatura. Plínio fala um pouco a respeito das propostas de sua candidatura:
Crítica sobre a desigualdade proporcionada pela inexistência de um programa de financiamento público que regule a campanha eleitoral. De modo que há por parte dos empresários e grupos abastados um poder de "compra de candidatura", dando financiamento ao candidato que mais incorporar seus interesses e enfraquecendo proporcionalmente os candidatos com propostas que não o faça:
Apresentado no horário eleitoral, rápido panorama histórico do candidato Plínio de Arruda Sampaio e sua relação íntima com a causa da Reforma Agrária que fora abandonada por Lula:
Tendo sido EXCLUÍDO do debate online com os candidatos Dilma, Serra e Marina, Plínio conecta-se ao Twitter, ativa o Twitcam e tece comentários e críticas sobre os frágeis discursos cheios de demagogias, e alcançando quase o dobro de audiência online que o bate-papo da UOL com tais candidatos demonstra a força de sua presença. Rompe mais uma vez o "muro de silêncio" que os meios de comunicação criam entre os seus interesses e os interesses populares:
Obs: Não colocaria nada disso no meu blog pessoal se não levasse realmente a sério. Se não achasse válido...
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