Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
É inútil apenas xingar e acusar as partes em conflito. São necessárias soluções aos problemas, propostas às necessidades que se apresentam. Esse é o papo aqui. Os auto declarados democratas, progressistas, socialistas e os simpatizantes da esquerda não podem apenas resmungar, o que propõem diante da atual situação e debate aberto sobre segurança pública?
É evidente que a Polícia Militar como é hoje, serve como institução agressiva ao povo trabalhador, tanto aos formados dentro dela e suas duras diretrizes como aos que são alvos de suas ações nos conflitos sociais - ações em geral tornadas pelo alto comando e os governos em operações de guerra para atender a política de segurança vigente no Estado brasileiro. Todos os elementos horríveis de preconceito e discriminação que se desprendem dessa polícia são fruto do seu uso pela classe dominante e seus interesses. É visível como a polícia inspira desconfiança, antipatia, repulsa em grande parte da população, que sente mais é medo, morbidez e desconforto. Tudo é reflexo de todo o militarismo que a caracteriza e, em especial, o seu uso continuo contra o próprio povo em suas greves, manifestações e conflitos sociais, lutas políticas, etc. É compreensível e até certo ponto, inevitável.
É óbvio que a PM implica inúmeros problemas e que essa realidade precisa mudar. O que ocorre no Ceará é importante de ser debatido justamente nessa perspectiva de qual saída é dada ao problema e quais mudanças devem ocorrer. Até agora são mais de 300 policiais militares que estão respondendo Inquérito Policial Militar (IPM) após a greve (que a lei militarista não permite e criminaliza taxativamente) que vem exigindo aumentos de salários há várias semanas. Após negociação, parte dos policiais rejeitou o acordo e seguiu mobilizada com suas famílias e ocupou o prédio público que foi palco do conflito que viralizou nacionalmente. A guerra de narrativas se instalou para beneficiar e/ou atacar os atores políticos envolvidos: governos, políticos, policiais, população sem policiamento, criar explicações e justificativas para se posicionar no conflito. Política é isso: uma disputa coletiva de interesses, com os discursos e as ações que os expressem.
No entanto, devemos refletir muito mais sobre qual o papel dos ditos democratas, progressistas e revolucionários face a Polícia Militar e as crises que esta atravessa em suas próprias contradições internas e em suas contradições externas com toda a sociedade. A greve dos policiais no Ceará é um marco muito importante sobre a Segurança Pública de todo o Brasil, porque é real e prático e confronta com os demônios das suas relações: as armas, a violência urbana, a repressão e perseguição que a legislação militar e a corporação reproduzem, a quebra dessa lei, modelo de polícia, conflito com o direito democrático de manifestação, as milícias e o poder estatal, a coerção social das polícias, os projetos políticos que querem manter as coisas como estão e os que querem mudar o estado de coisas atual (seja para pior ou para melhor), a posição política exigida diante de todas essas contradições. É preciso dar respostas SÉRIAS, dada a gravidade da situação e o crescimento desses processos de crise de modelo da política estatal de segurança pública... Pois nada ficará igual para sempre, uma hora irá mudar. O problema é justamente: em qual sentido irá mudar? Como?
Em um momento de sucessivas greves e lutas de diversas categorias de trabalhadores e com a atual crise gerada pela greve dos policiais, o governo de Camilo Santana (PT) solicitou o envio das Forças Armadas a Jair Bolsonaro - cuja família todos nós já sabemos que é envolvida até o pescoço com a ala podre, perigosa e criminosa que há por dentro das entranhas do Estado - o pedido prontamente atendido que ele ainda responde feliz que no Ceará "o bicho vai pegar!". Além disso, nessa quinta-feira o presidente declarou querer aprovada pelo Congresso a "excludente de ilicitude" para que os homens armados do Estado possam cometer assassinatos sem que seja apurado e condenado por crimes do gênero quando em ação. Percebem o tamanho da cagada perigosa que está rolando?
Decretar a ida das Forças Armadas ao Ceará é uma tática política de marketing diante do medo que causa uma paralisação na segurança pública e, de fato, também de lograr uma "normalização" da "ordem" e da "lei" em crise ali. Porque todo governo que perde o apoio das forças armadas está desprotegido das diversas rebeliões sociais possíveis de se gestar pelas contradições dessa sociedade tão desigual e tão enfurecida. As bases de todos os setores sociais está inquieta e a maioria de suas "direções" e "lideranças" está com alto grau de desprestígio. Pesquisas dos últimos anos apontam que também dentro da polícia há uma rejeição crescente ao seu caráter militarista e a legislação que o engendra, de tal modo que muitas greves - repito, ilegais - estouraram.
É inaceitável que não se apresente uma proposta de mudança na polícia que seja civilizatória e benéfica tanto aos trabalhadores dela quanto à todo o restante da sociedade brasileira. É flagrante e aberrante ver políticos do PDT e PT - que na queda de braço com os policiais - reivindicam a legislação militar igualzinho a direita ao proferir a argumentação estapafúrdia de que "é proibido policial militar fazer greve!", como se a lei burguesa fosse o ápice da moral e da justeza. Veja como é flagrante e obviamente ridículo um Senador que se diz "trabalhista" e "democrata" fazê-lo ao mesmo tempo que pra ganhar holofotes e bancar uma de herói "cabra macho" usa uma retroescavadeira para furar bloqueio grevista e intimidar servidores, criando a pecha ideológica de que sejam todos "milicianos" para tentar ganhar a queda de braço e forçar as pessoas a apoiar sua ação tresloucada! É totalmente flagrante e enojante ver o governo petista do Ceará pedir ao presidente Bolsonaro o envio das Forças Armadas para ajudar-lhe nessa queda de braço, pedindo que as ruas se encham de mais polícia e mais repressão estatal. Eu pergunto: afinal, quem está ganhando com isso tudo? O que se fortalece nessa escalada? Pelo que parece, quem capitaliza tudo são apenas os políticos do estado burguês, estes governos burgueses petistas e bolsonaristas, o predomínio da agenda política burguesa e o fortalecimento de toda a sua ordem repressiva...
O correto e necessário agora não é reproduzir discursos prontos veiculados pela mídia burguesa e nem pelos burocratas petistas, pdtistas e nem bolsonaristas, porque esses grupos políticos todos optam sistematicamente pela trincheira do Estado e da repressão estatal, a serviços dos interesses do capital e suas contrarreformas. Além dos policiais do Ceará há inúmeras outras categorias de trabalhadores que estão lutando por salários, empregos e seus direitos, subtraídos com os votos de todos esses setores! E o decreto de Bolsonaro solicitado pelo Camilo Santana não irá ajudar em nada a classe trabalhadora e suas lutas, serão sim mais um ponto de apoio da repressão e pra segurar as mobilizações sociais e fortalecer os governos que fingem que atendem ao povo, mas só pensam na estabilidade do seu poder e projeto de classe.
Essa enorme crise policial do Ceará deveria estar sendo utilizada pelos verdadeiros democratas, progressistas e socialistas para agitar um programa que combata o militarismo que subjuga toda classe trabalhadora brasileira, uma urgente mudança estrutural na Polícia Militar que acabe com essa política de segurança pública de guerra! Os próprios policiais são vítimas dos entulhos da Ditadura Militar! NÃO DEVE SER REIVINDICADA A LEI MILITAR, mas sim que os direitos humanos e democráticos cheguem aos policiais mudando o caráter dessa polícia que, inclusive, o petismo ajudou a piorar com leis repressivas e que agora bolsonarismo pretende recrudescer ainda mais com novas leis repressivas! O debate sobre uma desmilitarização das polícias, direito de sua sindicalização, garantia de direitos democráticos diversos, dignidade no trabalho e fim do combate aos pobres e periféricos, a criação de um modelo humanizado e cidadão de policiamento não-militar e pela segurança das pessoas, tem que ser feito no sentido de acabar com a guerra interna contra o próprio povo no Brasil, essa guerra de classes medonha, junto a diversas outras medidas estruturais civilizatórias que garantam mais e mais dignidade e direitos ao povo brasileiro ao invés de dar mais e mais barbárie, morte e precariedade na vida...
A onda de lutas que será esse mês de Março deve pautar também esse problema, é nossa obrigação levar propostas à sociedade e buscar ganhá-la. Assim como ganhar os policiais. A pressão tem que vir de fora e também de dentro, se quisermos nos libertar do militarismo que oprime a todos nós e que persegue também o próprio policial.
Grande história de lutas contra o apartheid na África do Sul
Luta do povo sul-africano contra o regime rascista.
Neste dia 5 de dezembro de 2013 morreu uma das maiores lideranças da África do Sul: Nelson Mandela, advogado e defensor de direitos humanos. Uma onda de solidariedade e tristeza atinge seu país e todo o mundo, uma vez que realmente foi um dos mais expressivos líderes do CNA (Congresso Nacional Africano), organização que encampara a luta contra o regime do apartheid oficializado no seu país em 1948 - um regime fascista comparável ao sionismo de Israel hoje ou mesmo de Hitler.
A longa luta desenvolvida contra o regime racista produziu grandes e históricas revoltas, como as dos estudantes de Soweto de 1976 e 1990, que culminou na vitória de uma poderosa revolução democrática no país. Em sua juventude Mandela foi uma liderança radical no CNA que combatia setores mais recuados e conciliatórios - como os estalinistas do Partido Comunista. Nos anos 60 começou a luta de autodefesa armada, sendo capturado e mantido preso por 27 anos. Foi então que o CNA ganhou proporções e influência de massas, organizando a luta contra o apartheid e encurralando a burguesia segregacionista branca e conduzindo ao fim do regime em 1994. Diante de tudo isso, torna-se impossível não nos comovermos com a morte de Nelson Mandela e seu histórico de luta contra o regime que vigorava até recentemente. Mas achamos oportuno e fundamental dizer que sua resistência política só foi possível pois não se tratava da luta de um homem só, mas sim da luta de todo um povo oprimido pelo imperialismo e seus colonizadores brancos.
Nelson Mandel, o CNA e as negociações com o imperialismo
Antes da eleição de 94: Nelson Mandela e Bill Clinton.
Para além do carisma e de seu passado de luta. É preciso compreender também que, infelizmente, Mandela e o próprio CNA terminaram por pactuar com a elite branca e o imperialismo. No contexto do final dos anos 80 e início dos anos 90, o país havia sido expulso da ONU, descartado dos Jogos Olímpicos e atravessava uma profunda crise econômica. Enquanto cresciam as intensas mobilizações dos negros e colocavam em risco a estabilidade do regime capitalista. Foi quando o CNA iniciou negociações com o regime racista do apartheid, sob apreciação do imperialismo, para libertar Mandela e elaborar um processo de transição que mantivesse o status quo. Instalando um acordo dentro dos limites da democracia burguesa, para terminar o apartheid e manter a propriedade de importante parcela dos meios de produção do país nas mãos da burguesia branca, com um governo de transição onde participaram o CNA e Mandela. Depois, realizando as primeira eleições inter-raciais que deram o poder à Mandela em 1994. Um meio de colocar o prestígio de Mandela à serviço da desmobilização das massas e de preservação do status quo ante aos riscos que traziam as grandes mobilizações populares.
Atitudes muito criticadas e que posteriormente levaram a desagregação de segmentos que sempre o apoiaram, como sindicatos de trabalhadores e setores do próprio partido. Winnie Madikizela, ex-mulher de Nelson Mandela, o criticou em 2010 dizendo que decepcionara os negros sul-africanos, desperdiçando uma grande oportunidade, e mantendo-os ainda na pobreza e fazendo os brancos mais ricos. "Ele foi para a prisão como um jovem revolucionário, e olha como saiu", chegou a dizer. Esta contradição foi acumulada uma vez que Mandela manteve para os setores capitalistas, através de seu governo, as expectativas do mercado, com lentas reformas e distribuição de renda, nos marcos do regime burguês, no lugar de uma ruptura total com sistema de exploração e a coletivização da riqueza. Hoje o CNA governa o país com todos os vícios da corrupção, da repressão às greves dos trabalhadores e da pobreza que o sistema do capitalismo mundial impõe à todas as nações pelo globo. Não à Obama, o Presidente do Conselho Europeu, o Papa e toda a imensa mídia mundial e o aparato ideológico do imperialismo mergulha Mandela em elogios. Pois fora útil à seus interesses da manutenção do apartheid neoliberal.
No Brasil o racismo se expressa mesclando opressão e exclusão social.
Ecoava nas Jornadas de Junho: "Cadê o Amarildo?!?"
E veremos tão logo diversos líderes mundiais - muitos dos quais elitistas e autocratas - chorando "lágrimas de crocodilo", relembrando o processo de negociação e da nova África do Sul democrática, pela ocasião da morte de Nelson Mandela. Dentre eles, estará a presidenta Dilma Rousseff, que apesar de também possuir um passado de luta contra a ditadura militar, hoje compõe e representa um governo que não possui moral para falar sinceramente sobre igualdade social e racial, uma vez que no Brasil vigoram índices monstruosos sobre extermínio da juventude negra, da pobreza, marginalização nas favelas e brutalidade policial para a maioria da população de nosso país - negra, trabalhadora e pobre. População que vem saindo às ruas, descendo os morros e saindo das favelas, como nas manifestações de Junho, também protestando contra casos como o do pedreiro Amarildo, torturado e assassinado no Rio de Janeiro, e contra a precarização dos serviços públicos em nosso país. O Governo Dilma (PT/PMDB/PCdoB) que posa de igualitário ao mesmo tempo corta bilhões em verbas da saúde, educação, entrega nosso petróleo à multinacionais, como no caso do Campo de Libra, e despeja moradores das favela para construir suntuosos estádios de futebol em benefício da FIFA e seu projeto elitista de Copa do Mundo! O Governo Dilma também é servil às multinacionais e entrega quase metade de nosso PIB, cerca de 47%, para o mercado financeiro mundial...
É preciso estar ao lado do povo que segue em luta contra o racismo e a pobreza imposta a grande massa de trabalhadores. Compreendemos que é preciso ir além da conciliação burguesa que Lula e Dilma também vem aplicando em nosso país. Pois a luta contra o racismo não é apenas ético e moral, mas parte da luta de classes, é contra o sistema econômico do capitalismo que a todos nos explora. (para ver recente texto de contribuição sobre o tema da situação do negro no Brasil, clique aqui)
Nesses dias, que nós reflitamos e aprendamos com os acertos e erros de Nelson Mandela.
Num momento em que as políticas de austeridade se comprovam como
catastróficas, vale a pena ver Catastroika, filme dos mesmos autores de
Dividocracia, agora no Youtube com legendas em português. O filme de
Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi explica as motivações por trás das
privatizações e as consequências brutais desta austeridade selvagem
que, com a desculpa da dívida, traz apenas uma resposta - a subjugação e
a miséria.
Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile,
Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em
sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de
contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj
Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya
Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica
clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços
públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes
expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução
óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a
sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração
generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais
devastadores registram-se nos países obrigados, por credores e
instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações
massivas, como contrapartida dos planos de "resgate". Catastroika
evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia
para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum
regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas
ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos
privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada
disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de
medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da
especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na
Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade,
nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e
níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação
entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova
de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um
futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika
rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais,
tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a
luta ou a barbárie.
No dia 11 de abril, com 8 votos favoráveis e 2 votos contrários, o STF (Superior Tribunal Federal) decidiu pelo direito da mulher à interrupção da gravidez de fetos anencéfalos.
A anencefalia é uma má formação na qual a maior parte da massa cerebral não se forma e não há possibilidade de desenvolvimento e nem sobrevivência do feto pós-nascimento. Desta forma, a maioria dos ministros sequer considerou a interrupção da gravidez como aborto, uma vez que não há uma vida. O que teríamos é uma vida em potencial, incapaz de se desenvolver. A única vida em jogo é a da mulher.
Para além do risco de vida, o que foi discutido foi o direito à vida e à decisão da mulher se quer ou não levar adiante a gestação. Obrigar uma mulher a dar a luz uma criança já morta ou que morrerá em questão de horas não é outra coisa senão castigar alguém que já sofre de uma tragédia.
Para nós, feministas do PSOL, a demora da decisão do STF simboliza a dificuldade de nossa sociedade enxergar a vida da mulher em primeiro lugar, haja vista a demora em priorizá-la em um caso como esse, em que a vida da gestante é a única vida em jogo. Mas representa também um avanço por ter sido o dia em que se declarou, em alto e bom som, que o que estava em jogo era a vida, a dignidade e a autonomia da mulher. Nossa luta continua!
Coletivo Nacional de Mulheres do PSOL Abril de 2012
Dentre as últimas vergonhosas e revoltantes notícias que a população
brasileira vem recebendo sobre o quadro social, a corrupção na política
tem sido o expoente mais escandaloso e recorrente
de todos. A reportagem do programa Fantástico, no domingo passado (8.04), deixou o povo brasileiro estarrecido. Que se rouba neste país todos sabemos. Só não sabíamos que os saques aos
cofres públicos, de forma “legalizada”, eram tão grandes. Conforme a
denúncia, os deputados estaduais do Maranhão recebem até o 18º salário. E pra aumentar o já tremendo abismo existente entre o que
recebe um político e o que recebe qualquer cidadão
comum, há o caso da Assembléia
Legislativa do Amapá, deputados revcebem R$ 2.600 por cada diária de viagem dentro do estado e ainda possuem maior benefício de verba indenizatória do Brasil (que
chega a cem mil reais mensais!).
Não
é a toa que estudantes vem promovendo manifestações de
repúdio à esses absurdos, bem como trabalhadores de todo Brasil tem
se manifestado ao longo dos últimos meses contra a precarização do trabalho e os
baixíssimos salários pagos às diversas categorias de trabalhadores.
Sejam os professores lutando pelo Piso Nacional (que é Lei e ainda assim é
descumprido em vários estados), sejam os rodoviários do precário
transporte público em todo o país, sejam os trabalhadores da construção
civil das obras do PAC, dos canteiros de obras da Hidrelétrica de Belo
Monte em Altamira, das obras da Copa, ou mesmo os próprios policias
civis/militares e os bombeiros. Ninguém está satisfeito com a realidade
de precarização do trabalho, baixa remuneração e enorme crise social.
Enquanto o Governo Federal e os Governadores precarizam a
qualidade de vida da população, com diversos cortes
de investimentos nas áreas sociais (recorde de 55 Bilhões esse ano) e atuando com mão de ferro sobre a população cansada
vilipendiada, graça, por outro lado, no Congresso Nacional e nos estados a completa impunidade dos
corruptos. No ano passado assistimos a queda, em efeito dominó, de inúmeros
Ministros do Governo envolvidos em nada casuais escândalos de corrupção e
sendo apenas afastados de seus cargos, sem nenhuma punição categórica ou investigação profunda. Em Belém, a Prefeitura corrupta de Duciomar - acusada de compra de votos
e desvio de verba pública, implementam obras eleitoreira e fraudulentas
como o BRT, Portal da Amazônia e completa 1 ano desde os escândalo na ALEPA e ninguém foi punido. Ainda hoje estourou mais um escândalo na ALEPA onde 4 pessoas foram acusadas de desviar dinheiro que era repassado através de convênios. Nada
disso pode ser tratado como algo normal. A corrupção no Brasil atinge todas as esferas do poder. O legislativo e o
executivo são alvo de denúncias de favorecimento de empresas em
licitaçõs, desvio de verbas e até mesmo de privilégios imorais como os
casos citados na denúncia televisiva. O poder judiciário acaba sendo
cúmplice de toda a roubalheira: o Supremo Tribunal Federal, órgão máximo
da justiça brasileira, nunca condenou um político por crime de
corrupção.
Por tudo isso vemos que a juventude e o povo
trabalhador, num choque de dura realidade, não pode mais aceitar que
virtualmente ocupemos a posição de 6ª Economia Mundial e vivamos na realidade de 84º no Índice de Desenvolvimento Humano,
mergulhados num profundo caos social e por isso que estão sendo
retomadas lutas contra a corrupção e contra o descaso do Poder
Público. Exemplo a ser seguido é justamente o dos professores de Belém que estão em greve e os estudantes amapaenses que mobilzam contra estes escândalos e dos
trabalhadores em Belo Monte que enfrentam a política do Governo e
denunciam suas péssimas condições de trabalho.
Por
tudo isso e muito mais, faz-se necessário que a população demonstre
publicamente, nas ruas, essa sua indignação contra os absurdos a que é
submetida cotidianamente:
Neste dia 21 de
Abril está marcada uma marcha nacional contra a corrupção. É
fundamental que participemos e que cada vez mais nos organizemos para dizer
bem alto "Basta!" à tudo isso e exijamos solução aos problemas
instalados em nossos estados. Se estivermos todos Unidos Pra Lutar,
seremos mais fortes para impor vitórias!
Entrevista com os deputados federais Jair
Bolsonaro (PP-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ), realizada em 10/04/11, no
Jogo do Poder, programa apresentado pelo jornalista Ricardo Bruno na
Rede CNT, aos domingos, às 23h, no Rio [canais 9 (TV aberta), 24 (Net
Rio, regional) e 115 (Sky, nacional)].
Do
dia 28 de Fevereiro ao dia 2 de Março o DCE deu boas-vindas aos
calouros de nossa Universidade promovendo uma série de mesas com
importantes debates e uma variedade de atividades culturais para serem
apreciados pelos estudantes. A programação da VIII Semana Acadêmica
Acalourada do DCE-UNAMA foi distribuída em rodízio pelos três campi, em
todos os três turnos, com uma ótima receptividade e terminou com uma
boa festa de confraternização.
Logo ao primeiro dia de
programação, no campus Alcindo Cacela, o auditório David Mufarrej,
completamente lotado, teve a apresentação do DCE dando boas-vindas e
foi seguida da primeira mesa de debate cujo tema era "O Caos Social e o
Transporte Público", com a participação do Fórum Metropolitano em Defesa do Transporte Público de Qualidade em Belém,
representado por Sílvia Letícia Luz, pautando a discussão em torno das
mazelas sociais na capital e o polêmico projeto Bus Rapid Transit
(BRT) do atual prefeito de Belém, Duciomar Costa, que está em voga nos
meios de comunicação.
Intervenção artística crítica e lúdica
Durante as intervenções abertas pela mesa, o
DCE-UNAMA informou o lançamento de nota em solidariedade às
mobilizações estudantis contra o aumento de mensalidades na PUC-Minas -
abuso sofrido também pelos estudantes na Universidade da Amazônia - e
tivemos apoio total dos mais de 500 estudantes presentes no auditório,
que levantaram as mãos como sinal de acordo seguindo várias salvas de
palmas. Em seguida, o coletivo estudantil Vamos À Luta
ressaltou a necessidade de uma nacionalização dessa luta, uma vez que
todas as universidades privadas praticam esse mesmo absurdo Brasil
afora. Será necessário que o corpo estudantil se organize nacionalmente e
lute em conjunto contra os exorbitantes lucros arrancados por meio da
crescente sangria do direito à Educação de 80% dos universitários
brasileiros - que são obrigados a pagar cada vez mais caro para ter o
Ensino Superior que o Estado já deveria prestar "gratuitamente".
Outros
importantes assuntos foram pautados nas demais mesas de debate, tais
quais o quadro geral de crise na Saúde Pública em nossa cidade; a
discussão sobre o Novo Código Florestal e a construção da Usina
Hidroelétrica de Belo Monte em nossa Amazônia, face as implicações
ambientais e sociais - debate que contou com a presença do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre
representado por Dion Monteiro; Discussão sobre o Direito à Educação e
o papel desempenhado pela iniciativa privada na desobrigação do Estado
e os efeitos de sua visão mercadológica do Ensino, ampliando lucros e
reduzindo qualidade; “Arte: a Intervenção Urbana na cidade de Belém”,
mesa pautada pelo coletivo Cosp Tinta
discutiu o ativismo artístico que atende aqueles que não tem acesso à
academia, ao teatro e demais programações culturais do centro da cidade
- por conta da exclusão social - e sobre a intervenção que leva e trás
Cultura popular, música e a arte visual às comunidades periféricas.
Também apresentaram uma exposição d seu acervo artístico na
universidade.
A Executiva Nacional de Comunicação Social (ENECOS),
representada pela estudante Joice Souza da UFPA, discutiu a realidade
das implicações político-sociais dos monopólios das comunicações no
Brasil, a necessidade de democratização destas e a função social das
concessões públicas de TV e Rádio, na mesa “Comunicação: Democratização,
Ética e Cidadania”; Enquanto que na mesa “Diversidade Social: exclusão
e opressão”, foi discutido a questão de variantes das agressões da
exclusão sócio-econômica, étnica, de gênero e sexualidade, com a
participação Diogo Monteiro, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, e
Neide Solimões, ativista da associação de sindicatos independentes Unidos Pra Lutar.
Para
a discussão título da VIII Semana Acadêmica Acalourada, “A Juventude
como Protagonista dos Processos de Transformação Social”, convidamos a
estudante Natasha Machado, representando o DCE-UFPA, a estudante
Emanuele Nery, atual presidente do DCE-UNAMA, e Priscila Guedes,
estudante da Unirio e diretora da Oposição de Esquerda na União
Nacional dos Estudantes (UNE), que expuseram a situação nacional e
internacional que vivemos atualmente, no contexto da crise financeira,
que leva cada vez mais a juventude à luta por melhores condições de vida
e perspectivas melhores de futuro, renovando esperanças e oxigenando
os processos de transformação da sociedade em todo mundo, atravessando
Espanha, Chile, Portugal, Grécia, Egito, Líbia, Síria, Estados Unidos e
Brasil, onde torna-se cada vez mais evidente a necessidade de mudanças
que combatam a concentração de riqueza, dilapidação do patrimônio
público e a privatização de nossos direitos sociais para garantir uma
sociedade justa e igualitária, realmente democrática.
E o
encerramento dos debates se deu na mesa “Direito: Justiça e Movimentos
Sociais” com uma rica discussão em torno da atuação política e social
no Direito e nas instituições da Justiça, bem como a questão da
perseguição e criminalização de ativistas de Direitos Humanos e de
Movimentos Sociais em geral, com a presença de Pedro Cavalero, advogado
da Senadora Marinor Brito do PSOL no caso Ficha Limpa, o presidente da
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH),
o advogado Marco Apolo, e a sindicalista Silvia Letícia Luz,
professora filiada à associação de sindicatos independentes Unidos Pra
Lutar. Durante esta mesa, foi apresentada a campanha em solidariedade
ao Jornalista Lúcio Flávio Pinto que sofre atualmente com ameaças e
vários processos judiciais, dentre eles a recente decisão judicial
que obriga o jornalista a pagar uma multa que beira os 22 mil reais em
danos morais em decorrência do processo movido pelo empresário Cecílio
do Rego Almeida, denunciado no Jornal Pessoal pelo apossamento
de uma área de quase 5 milhões de hectares de área do patrimônio
público - 8% do Estado do Pará. Ter de indenizar por ter defendido o
direito à informação, a democracia e denunciado os ataques à Amazônia é
um completo absurdo, por isso os estudantes presentes na calourada se
solidarizaram e contribuíram na campanha, bem como ovacionaram a mesa
ao fim do ótimo debate.
"Negado: não pagou a mensalidade!"
Durante a semana do calouro, contamos também com a Companhia Cênica “EXTRAordinários”,
responsável por ótimas intervenções artíticas que entrecortaram alguns
debates, promovendo uma arte crítica e lúdica contra o aumento das
mensalidades no Ensino Superior, que tira inúmeros estudantes da sala da
universidade, e as investidas do Governo Federal sobre a Amazônia e os
povos tradicionais do Rio Xingu com a ameaça ambiental do Código
Florestal e de Belo Monte.
O DCE-UNAMA conta com todos
os estudantes para contribuírem com a construção de uma forte campanha
dentro de nossa Universidade, em favor da Qualidade de Formação e
Contra o Aumento das Mensalidades, que há 18 anos crescem acima do
índice inflacionário - em função da falta de regulamentação do Ensino
Privado, atitude que o Governo Federal tem negligenciado completamente.
Bem como convidamos a todos os estudantes a se somarem na contínua
qualificação de nosso Diretório Central de Estudantes, que é uma
ferramenta fundamental na luta por nossos direitos dentro e fora da
Universidade.
Mini-documentário, "O Massacre de Pinheirinho: A verdade não mora ao
lado". Denuncia mais esse flagrante do que é a sociedade capitalista
(sociedade dividida em classes sociais) e à quem serve o aparato do
Estado (a Polícia, seu braço repressivo;
a Justiça, institucionalismo de legitimição ideológica; e o Governo
burguês, os políticos de estimação servente dos ricos)... Naji Nahas, rico corrupto VS Trabalhadores e Comunidade Pobre Democracia? Ditadura dos ricos.
Em 11 de setembro de 1973 se encerrava um governo popular, socialista e democrático que trazia belas perspectivas ao Chile e à América Latina. No mesmo dia, no mesmo lugar, tinha início a mais sangrenta ditadura que o continente americano já viveu. O Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, era bombardeado pelos golpistas aliados ao governo norte-americano, morria Salvador Allende e chegava ao poder o general Augusto Pinochet. Na ditadura instaurada a partir daí, e que durou até 1990, calcula-se que tenham sido assassinadas mais de 50 mil pessoas, além de a tortura ter sido prática comum.
No último domingo completaram-se 38 anos da morte de Allende e da ascensão de Pinochet, e um silêncio doído tomou conta da mídia hegemônica brasileira. No Fantástico, da Rede Globo, e no Domingo Espetacular, da Rede Record, nenhuma palavra, nenhuma lembrança sobre a morte de Allende ou sobre as tantas violências que daí decorreram. A morte de Allende foi uma pequena morte para o povo chileno.
Enquanto sua revista semanal silenciava sobre o Chile, a Rede Globo fez, durante toda a semana, uma enorme cobertura do “outro” 11 de setembro, o mais recente, no qual morreram quase 3 mil pessoas nos Estados Unidos.
É inegável a importância histórica do 11 de setembro norte-americano. Um ataque diferente do usual, em um país que nunca fora atacado nessa escala, e que deu início a mudanças profundas pelo mundo, começando pelo avanço da xenofobia contra os povos árabes e muçulmanos e chegando, é claro, aos centenas de milhares de civis assassinados pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. Além disso, a data redonda (dez anos), ao contrário dos 38 da morte de Allende e do Golpe no Chile, justificam efetivamente uma cobertura maior.
Porém, 25 minutos tratando dos acontecimentos em torno do World Trade Center e nenhum instante para falar de Allende e Pinochet é uma distorção histórica grave. Como disse acima, o bombardeio ao La Moneda deu início a uma forma de terror ainda mais grave do que o terrorismo da Al Qaeda: a situação em que o Estado, representação institucional da sociedade, aterroriza a própria população que deveria proteger. Foi parte de uma estratégia internacional, com particularidades locais, de combate aos governos progressistas – muitos nem tanto – que se espalhavam pelo mundo. Quase toda a América Latina foi, no mesmo período, violentada por Ditaduras Militares apoiadas pelos Estados Unidos, e o Chile foi a expressão máxima da repressão e da violência de Estado, além de ver morrer uma das lideranças mundiais mais importantes daquele contexto de avanço democrático popular.
Tudo isso foi ignorado pela grande mídia brasileira, mas não pelas redes sociais. Durante uma boa parte do dia a hashtag (etiqueta, ou marcador) #AllendeVive esteve entre a segunda e a terceira colocação entre as expressões mais citadas no Twitter. Algumas pessoas relatavam não saber bem o que significava ou quem fora Allende, e acabaram se informando por ali. O bloqueio midiático à História foi furado mais uma vez.
* O último discurso de Salvador Allende:
* Documentário do cineasta Ken Loach, traçando um paralelo entre os dois 11 de setembro, 1973 e 2001.
Os grandes protestos e manifestações mundiais da juventude estão marcando o novo período que a globalização atravessa, período este que o estudioso István Mészáros vê pautado num processo que chama de "crise estrutural do capitalismo" (clique aqui para saber mais). É quando esse sistema se encontra com seus próprios limites e declina inevitavelmente, arrastando toda a sua estrutura rumo a uma queda constante que não encontrará mais solução dentro de sua própria lógica sistêmica, caindo na tão mencionada barbárie. Outro texto interessante é este de Luca Morais, "Os números não mentem: a crise é o capitalismo".
Na Grécia, no Chile, na Espanha, na Inglaterra, na Itália, na Palestina, no Egito, na Tunísia e em tantos outras partes do mundo estouram enormes mobilizações sociais que, apesar de carregarem suas peculiaridades regional e política próprias, trazem cada vez mais visível uma relação lógica, de modo que torna-se ignorância pensar que todos estes conflitos estão acontecendo ao mesmo tempo por uma questão de mera coincidência. Mundo afora derrubam-se ditaduras com as novas intifadas, como a derrubada da ditadura de Mubarak, no Egito, fruto de busca por melhorias sócio-econômicas e democráticas. Crescem as revoltas da juventude mundial, com a criação do movimento 15-M, os Indignados e a Spanish Revolution, na Espanha, que também exigem uma evolução da falsa democracia a qual o país é submetido. Assim como as mobilizações estudantis no Chile, por Educação Pública de qualidade e reajustes constitucionais anti-capitalistas, que conta com mobilizações de centenas de milhares de pessoas nas ruas, em protestos pacíficos e organizados - que receberam a solidariedade dos estudantes da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e do Brasil. Na Inglaterra, as rebeliões populares, que surgiram a partir do estopim do assassinato de um jovem negro da periferia, foram recebidas com repressão policial e posterior resposta dos grupos étnicos minoritários, das vítimas da xenofobia e dos habitantes das regiões periféricas que são cada vez mais marginalizados, através dos cortes sociais e a atuação policial...
O mentiroso Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, órgãos de controle internacional à mando dos interesses dos EUA, atuam sistematicamente com políticas globais muito claras (beneficiam aliados e colocam no eixo os demais) exigem "pacotes de austeridade" - que nada mais são do que medidas econômicas pautadas em cortes de verbas das áreas sociais, como saúde e educação, para que haja um repasse internacional de riqueza aos banqueiros na "tentativa" de sanar a atual crise financeira que se aprofunda mundialmente. A dívida dos EUA chega a ultrapassar os 13 trilhões de dólares, uma soma impagável que junta o valor do PIB de diversos países juntos. A bolha imobiliária que estourou em 2007 não foi o início desta crise do capitalismo, foi apenas um de seus efeitos. E a "marolinha" que Lula disse atingir o Brasil já está dando seus sinais, através do corte de 50 bilhões de reais das áreas sociais que Dilma implementou no início de sua atuação presidencial e a retomada das greves nacionais em favor da Educação, que cada vez mais é privatizada, a luta contra o congelamento do salário dos servidores públicos por 10 anos, contra o aumento do tempo de contribuição para o recebimento da aposentadoria, etc... Sem contar todo esse capitalismo que insistem em chamar de "desenvolvimentismo" (texto de Lucas Morais aqui).
A implementação desses pacotes de austeridade consiste basicamente em: redução de salários, adiamento de aposentadorias, aumento dos impostos, corte de uma série de direitos sociais como a Educação e a Saúde pública, que ainda são repassados para serem explorados pela iniciativa privada como mercadoria... Vendem-se direitos da população, de modo que a exploração do trabalho humano são levados à extremos em escala mundial ao mesmo tempo que a contraprestação desse trabalho humano são precarizados. É um repasse da responsabilidade da crise mundial. Os reais culpados por ela repassam a conta para que a classe trabalhadora mundial pague. Trabalhadores estes que não têm culpa alguma por essa depenação capitalista implementada pelas gangues de Wall Street.
No entanto, os povos não sofrem esses ataques calados. E, em escala mundial também, começam a surgir essas respostas contra o tsunami neoliberal que arrebenta com países feito a Irlanda, que simplesmente quebrou. Grande exemplo foi Portugal, palco de várias greves gerais, ou seja, teve o país inteiro estagnado pela classe trabalhadora como forma de protesto aos cortes lá aplicados. Na França aconteceram também diversas paralisações ano passado, com manifestantes tomando as ruas várias vezes em protesto, em diversas localidades.
Faz sempre bem escutar a crítica e poética análise de Eduardo Galeano, famoso escritor uruguaio (escritor de "As Veias abertas da América Latina", que esteve acompanhando algumas das grandes mobilizações juvenis da atualidade:
E apoio é fundamental, umas vez que todas essas embasadas mobilizações sociais são atacadas sistematicamente pela mídia burguesa conservadora pró-capitalistas, que taxam de "vandalismo" e tratam como se fossem caso de polícia e não a expressão de uma necessidade urgente de mudança na política econômica internacional que marginaliza, exclui e gera a desigualdade que produz todos os demais males sociais do nosso mundo.
É notório que a mídia tem um papel fundamental na construção da consciência coletiva, enquanto um dos agente mais dinâmicos e abrangentes da multimídia. Instalada nos lares da quase totalidade das pessoas mundo afora, as redes de TVs com seus conteúdos muitas vezes adquirem um caráter decisivo na formação da visão que os indivíduos têm sobre os acontecimentos do mundo, especialmente quando se trata de povos de baixo nível educacional, como acontece no Brasil. E por mais que o veículo alternativo que é a internet esteja ganhando força gradualmente, ainda atinge uma parcela minoritária da população no nosso país. De modo que a hegemonia da comunicação ainda está nas concessões públicas de rádio e televisão.
Nossa Constituição Federal de 1988 enuncia, em seu Art. 221, que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção
independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística,
conforme percentuais estabelecidos em lei.
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
No entanto, podemos através de inúmeros casos, constatar que a função social das comunicações sociais é completamente desvirtuada pelos interesses predominantes nos grupos empresariais que detém o controle e monopólio dos grandes meios de comunicação. A Globo, por exemplo, possui um histórico muito sombrio de apoio à ditadura militar brasileira, sendo uma das empresas que mais cresceu naquele período e tendo fraudado debates eleitorais, engoliu outras emissoras e até hoje continua servindo à interesses que fogem a finalidade da concessão pública que deve, primariamente, prezar pelo desenvolvimento intelectual, cultural e democrático brasileiro.
Com relação à conjuntura internacional as grandes emissoras, por serem propriedades empresariais, acabam por não fazer o jornalismo analítico necessário, de modo que uma "imparcialidade" nas suas transmissões torna-se impossível. Na TV é usual a construção da antipatia popular em torno dos movimentos sociais que vão contra seus interesses.
Veja a Globo com suas manias, por exemplo:
Primeiramente, o "jornalismo" da Globo tenta associar naturalmente a palavra "protesto" à "saques e depredações"; diz que as Tropas de Choque devem "conter" grupos de "baderneiros"; diz que o "vandalismo" se alastra pela cidade; depois menciona a "incitação de violência pelas redes sociais", que será punida com prisão; e ressalta os "altos índices de criminalidade" nos "bairros de minorias étnicas", mencionando da forma mais aérea possível o desemprego entre os jovens na região, e conclui dizendo que Brixton é "uma das maiores comunidades negras"e ainda faz uma minúsculo apanhado histórico declarando que o local foi"palco de violentos distúrbios envolvendo mais de 5 mil pessoas, em 1981".
Tudo isso, em apenas 1 minuto e 43 segundos...
Neste outro, a Globo News toma um tapa na cara:
O convidado, o sociólogo Silvio Caccia Bava, é logo de cara submetido à uma pergunta totalmente tendenciosa, formulada para a indução do telespectador a ter a visão que a Globo News quer. Eis a canalha pergunta: "O que está acontecendo agora na sua visão é que pessoas e jovens estariam aproveitando o caos para cometerem crimes?" No entanto, Silvio dá um banho de sobriedade analítica e descreve uma série de condições e acontecimentos que explicam a situação em Londres e que a Globo não fez questão alguma de explanar. Mas, como era de se esperar, o jornalismo procura novamente uma forma de desviar o assunto dos fundamentos sociais da questão mencionando timidamente a violência e a participação da juventude. Silvio responde. Então, numa terceira investida, a terceira jornalista diz que estes jovens estão cometendo crimes e que é preciso agir contra esses crimes, então pergunta como um governo e a polícia deve agir diante do "quebra-quebra". E, tcham, Silvio responde novamente com base num raciocínio lógico de que isto tudo consiste num termômetro social que declara o péssimo estado social no qual se vive.
[...]
Atualmente o Chile, aqui na América Latina, é o maior e mais politizado representante desse novo período histórico de lutas, lutas contra essa lógica de mercantilização de tudo que é Direito da Humanidade em função do enriquecimento de poucas pessoas. Vindo de um histórico sangrento da ditadura militar de Augusto Pinochet, o Chile agora demonstra toda sua insatisfação com o legado que a ditadura capitalista deixou à nova geração. Unem-se nas ruas estudantes e professores em favor de uma Educação Pública e de qualidade (lá não existe mais Educação Pública, por consequência da hegemonia da lógica Capitalista de privatização incrustada pela ditadura - aqui uma estudante chilena explica a razão inicial dessa luta cidadã), trabalhadores do cobre que querem a reestatização do minério, entidades de direitos humanos e os partidos de esquerda. Qual foi a resposta do governo para isso? Força policial, canhões d'água, gás lacrimogênio, espancamentos e prisão, mais a utilização de uma lei da época da ditadura de Pinochet que proíbe manifestações que não possuam autorização do governo. Mesmo assim, a luta continuou MAIS FORTE AINDA (clique aqui).
"A desvalorização do mundo humano aumenta
em proporção direta com a valorização do mundo das coisas"
(Karl Marx)
Essas são as garras à mostra do Capitalismo Bestial, o famoso Capitalismo Selvagem, vindo à tona em período de crise internacional alarmante... Da última vez que pesquisei, as prisões de manifestantes já haviam ultrapassado o número de 800 (já devem ultrapassar as mil prisões), lembrando que as mobilizações chegaram a contabilizar mais de 300 mil pessoas, em atos lúdicos e pacíficos, com participação de músicos e artistas, grupos civis articulados, etc. Alguns estudantes chegaram a denunciar a participação de policiais disfarçados infiltrados que procuravam promover violência, para que houvesse uma descaracterização das marchas pacíficas e assim justificarem as prisões arbitrárias - estes infiltrados foram vistos descendo de viaturas policiais para participar dos protestos e causarem estes distúrbios artificiais.
Estão prendendo pessoas para que seja livre o mercado, como diz Eduardo Galeano. Essa é a tão aclamada "liberdade" das democracias burguesas. A Liberdade de pisotear a liberdade alheia, a Liberdade de homens explorarem outros homens a vontade, a Liberdade de arrancarem Direitos Humanos de uma grande maioria populacional em função do direito ao exercício da Liberdade de enriquecer de uns poucos. Liberdade de utilizar-se de repressão policial em cima de manifestações completamente PACÍFICAS, quando estas manifestações forem contra os ineteresses dos poderosos, com apoio dos bancos, das empresas e das comunicações internacionais...
[...]
A TeleSUR, emissora multi-estatal de idealização venezuelana, é uma das poucas emissoras internacionais que se propõe a divulgar essa onda de mobilizações internacionais sem seguir o roteiro conservador de criminalização dos movimentos sociais para a defesa do Capitalismo, senão a única que enxerga nessas mobilizações um direito legítimo de expressar-se:
Vídeo sobre as graves repressões contra os estudantes no Chile (enquanto a Globo declara que os estudantes é que enfrentam os policiais, este vídeo demonstra que são as forças do estado que provocam, enfrentam e tentam impedir a reunião dos estudantes no dia 04/08/11):
Eduardo Galeano também apoiou os estudantes chilenos que lutam pela Educação Pública e teve sua mensagem transmitida algumas vezes pelo canal, como incentivo à luta no país:
É fundamental percebermos a realidade histórica que estamos atravessando, com consciência de que é um momento completamente novo. Aquelas velhas balelas de que a História chegou ao fim no mundo Capitalista e que as grandes transformações e embates sociais são delírios dos saudosistas, das grandes ideologias derrotadas e etc, não passam do discurso que os poderosos querem incutir na mente das pessoas mundo afora. A prova real está tão escrachada e gritante que nem as grandes corporações da comunicação conseguem evitar falar nas mobilizações mundiais, na luta de classes anunciada por Karl Marx (que nunca teve os seus livros tão vendidos quanto agora!). O Socialismo continua tão atual quanto sempre foi diante dessa exploração crescente da classe trabalhadora internacional e cada vez mais é forçado a ser discutido o Socialismo pelos meios de comunicação, pelas revistas e pelas redes sociais (que têm sido um veículo alternativo fundamental para a disseminação de uma consciência crítica de realidade, uma vez que, por exemplo, a TV brasileira é um insulto a nossa inteligência...).
Não é à toa que existe um projeto de ataque à liberdade na internet aqui no Brasil. A internet tem se tornado um aglutinador de críticos do sistema capitalista, divulgação das idéias do Socialismo e espaço de articulação de mobilizações sociais - Por isso a Globo começa a acusar a internet de "incitar a violência" de tempos para cá.
Veja um vídeo sobre o AI-5 Digital, projeto para a limitação da liberdade online:
É completamente diferente você só ter acesso a informações repassadas pelos nossos enormes grupos comunicacionais monopolistas e anti-democráticos como a Globo e Record (que reprimem e criminalizam os movimentos GLBTTs, divulgam posições conservadoras e retrogradas sobre a evolução sócio-econômica, apoiando religiosidade repressiva e promovendo a incitação de violência policial, etc) do que poder acessar a inúmeras redes sociais, grupos de discussão, sites oficiais da sociedade civil organizada, partidos políticos diversos e, inclusive, aos materiais de cunho pessoal da blogosfera onde impera a liberdade de expressão e os fluxos de informações que o professor Sérgio Amadeu muito bem coloca em destaque no vídeo acima. Inclusive, encontrei um exemplo claro aqui de diferença entre o jornalismo de TV limitada pela sua plataforma de drops informacionais manipulados de poucos minutos e a experiência viva de um cidadão indignado.
Veja esse eloquente e impressionante depoimento de um professor de Educação Física indignado que trabalhava naquela região conflitos de Londres:
[...]
Em face de toda essa realidade na qual estamos adentrando, de revoltas populares e luta por direitos e liberdades. Torna-se urgente a necessidade de refortalecimento dos partidos de esquerda numa unidade programática que permita a superação desse distanciamento dos diversos grupos que almejam à uma proposta de justiça social, Socialista. Por exemplo, no Chile, um país muito avançado no campo da consciência política já se visualiza a Frente de Esquerda que prega a unidade nacional, que foi possível assistir nessas últimas eleições reivindicando o aprendizado com Salvador Allende - presidente democraticamente eleito que fora derrubado do poder pela ditadura. Piñera, atual presidente chileno, é o governante com a pior imagem na América Latina, com toda essa postura de truculência com essa histórica mobilização e corre grandes riscos de ser expulso do poder caso não atenda as vontades da população.
Devemos tomar estes exemplos internacionais e fortalecer as lutas Brasil afora, onde as greves estão sendo retomadas, onde existem protestos nas construções do PAC, onde o neoliberalismo avança com o incentivo à privatização dos hospitais universitários e sucateamento das Universidades Públicas, com os ataques ao meio ambiente por meio da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a aprovação do Novo Código Florestal, nesse governo nefasto encabeçado por Dilma, que abdicou de um passo importante na discussão dos direitos GLBTTs em função da corrupção no caso Palloci, seu cortes na Educação, na Saúde e demais áreas sociais. Os ventos que sopram lá foram estão chegando ao Brasil e nós PRECISAMOS tomar o NOSSO lugar na História, porque senão seremos cobrados no futuro pelos que nos sucederão.
"O que você estava fazendo em 2011?
Não ouviu o que o mundo estava gritando?!"
É preciso você se organizar. Tomar partido na luta de classes, percebendo que não existe imparcialidade e que "estar em cima do muro" é ser o peso morto da História que fulmina o ânimo da mudança social. Você deve adentrar em organismos de lutas sociais e ir às ruas vestindo a camisa de uma sociedade mais justa, propagando o sentimento dessa juventude internacionalista que nos serve de exemplo hoje - lutando por democracia real, participação popular nas decisões do governo, melhores salários e o atendimento de todos os nossos direitos, homens e mulheres de todas as etnias e localidades para a construção de um mundo de igualdade. Sejamos todos chilenos, árabes, espanhóis e ingleses, indignados!
No dia 3 de Outubro, pela parte da manhã, Plínio de Arruda Sampaio, candidato lançado pelo PSOL na concorrência pela presidência da república, enviou uma mensagem à militância. No vídeo, Plínio fala a respeito dos prováveis resultados da campanha (muito lucidamente versados, dadas as configurações injustas destas eleições), dos pontos altos alcançados nessas eleições e do maior aproveitamento desta: Disseminar o Socialismo enquanto única opção de justiça social num mundo de desigualdades e desrespeitos gerados e permitidos pelo Sistema Capitalista.
Pessoalmente, faço uma ótima avaliação desta campanha também. Foi um ótimo espaço para se colocar claramente as diferenças existentes entre o PSOL e os demais partidos. O PSOL não tem rabo preso com empresários porque recusa completamente esse tipo de contribuição que trás consigo segundas intenções. O PSOL não faz alianças com partidos contrários a sua proposta e por isso mantém a coerência, identidade e programática intactas (o ponto no qual o PT pecou, perdendo-se enquanto alternativa do povo e tornando-se servente dos ricos, assim como são os demais partidos de direita como o PMDB, o PSDB, etc...). O PSOL não pestaneja ao declarar a sua intenção de aumentar todos os investimentos sociais, mesmo que isso afete diretamente os interesses dos poderosos. O PSOL se faz presente nas lutas diárias, nas greves, nas passeatas, nas reinvindicações de direitos. O PSOL teve tanta repercussão que a grande mídia se viu obrigada a incluir Plínio em debates e entrevistas que seriam direcionados somente para os candidatos que interessavam aos detentores das concessões públicas de TV e Rádio, firmando o PSOL como partido de esquerda mais votado.
A criação do canal ProjetoSocialista no youtube serviu muito bem na divulgação das propostas do partido e na denúncia dos problemas estruturais do Brasil, disponibilizando os vídeos da propaganda eleitoral da TV pelo partido e mais vídeos de entrevistas e debates não veiculados em nível nacional. O Twitter, @pliniodearruda, também foi um grande aliado e aproximador da juventude com Plínio, que respondia diretamente a perguntas de internautas, assim como fazia uso do recurso de áudio-vídeo "Twitcam" para debater ao vivo, via internet, em pessoa. O resultado foi um grande número de diálogos, principalmente com a parcela da juventude que tem acesso a internet e se interessa mais profundamente em política, procurando conhecer e participar. E, claro, a internet, por vezes, configura uma media muito mais democrática que outros meios de comunicação que selecionam seus conteúdos arbitrariamente, omitindo os demais assuntos que venham a ser de interesse dos que acompanham. Essas omissões, num processo eleitoral, geram uma invisibilidade, um cortina silenciadora em torno desses candidatos omitidos, afastando-os de uma relação mais próxima do povo (afinal, a TV ainda é o veículo que mais pesa no que tange a lapidação da opinião pública). As próprias regras de propaganda eleitoral gratuita na TV são antidemocráticas por si só, dando tempo diferente aos candidatos e dificultando desse modo que eles alcancem publicidade e chances de maior representatividade no Congresso (o que, por uma questão de conveniência de uma política injusta, é requisito para ter tempo nesta mesma propaganda...). Daí os que tem mais publicidade (e poder econômico gera publicidade), com carrões de som, infinitas camisetas, adesivos, bandeiras, "militantes" pagos e etc, acabam por engolir completamente os demais candidatos menos amparados em recursos materiais. Tradução: os candidatos ricaços e os financiados por ricaços (grandes empresas e outros poderosos) são super projetados e acabam sendo vistos, por aquela população sem informação (os pobres), como se fossem os únicos candidatos existentes...
Mas, sim. O PSOL teve conquistas. Agora é só acompanhar e fiscalizar o trabalho dos eleitos, pois o partido conseguiu dois senadores, três deputados federais e quatro estaduais http://migre.me/1ualy
O que pode ser feito de base pra declarar a vitória dele no debate? Resposta: São os aplausos, a colocação de propostas claras e a aprovação dos cientistas políticos e jornalistas (além da juventude colocá-lo nos mais comentados no Twitter sempre, durante os debates).
No debate de ontem da TV Globo o candidato Plínio de Arruda Sampaio, como tornou-se fato recorrente durante os demais encontros de presidenciáveis, foi considerado o candidato com maior eco em meio a juventude (através do Twitter) e o que mais discutiu questões históricas e fundamentais para o desenvolvimento real e justo do Brasil. Enquanto Serra usava seu tempo pra criticar Dilma, enquanto Dilma usava seu tempo pra fazer marketing do Lulismo e enquanto Marina fazia aqueles belíssimos discursos vazios de propostas concretas, Plínio, candidato do PSOL, falou de redução da jornada de trabalho, falou de aumento de investimentos para a Saúde e Educação até o marco de 10% do PIB, falou em disponibilizar o enorme número de moradias desocupadas para as famílias necessitadas, falou em redução dos impostos dos pobres (zerar o ICMS) e aumento dos impostos dos ricos (taxação das grandes fortunas) e, com muita ênfase, falou da auditoria da dívida pública - que constitui uma medida necessária para que haja aumento de recursos para ivestimentos do país em sua própria estrutura e população. Ainda terminou o debate com as considerações finais mais aplaudidas, no alto dos Trend Topics do Twitter e diante de todo o território nacional, dizendo que o valor de seus 60 anos de luta pela igualdade social está nas mãos dos jovens que levarem adiante sua causa.
Estou sendo parcial ao defender e divulgar tão bem o Plínio? Sim, estou sendo parcial, mas não estou mentindo em nenhum momento a respeito dos pontos positivos de Plínio. Ser parcial é importante, porque viver é tomar partido. Quem fica em cima do muro só fica em cima do muro porque tem a pretensão de agradar a gregos e troianos, com postura de conveniências, não sendo decidido pelo lado que defende e, assim, defendendo única e exclusivamente aos seus próprios interesses. E no nosso mundo, meu amigo, ou você ajuda ou você atrapalha. Agora, a diferença é a QUEM você está ajudando ao atrapalhar outro alguém, nesse mundo de disparidades sócio-econômicas. E Plínio é pelo povo, em detrimento do capital. É pelo trabalhadores, ao ser contra os lucros em cima deles. Porque a riqueza do nosso país deve ser DE TODOS! Não deve ser de uns poucos por cento de famílias do Brasil, mas de todas as famílias brasileiras. E Marina, Serra e Dilma (que já governaram) não entram em acordo com as propostas de Plínio, justamente porque eles são serventes dos ricos e recebem dinheiro pra trabalharem dessa forma, de um modo ou de outro. Seja recebendo milhões pra financiar sua campanha, seja enriquecendo sua família, seja tendo como vice-candidato um empresário rico e conhecido no país. Plínio não aceita financiamento de empresas. Tudo o que recebe, recebe do povo que acredita nele, das pessoas que dão seu voto por confiança, que militam por livre e espontânea vontade, conversando, repassando as informações que as pessoas precisam saber e projetando tantas propostas fundamentais. Pessoas como eu, que não ganho um centavo por declarar meu apoio.
Não invento nada sobre os outros candidatos, eu divulgo os feitos e propostas do Plínio. Que são enormes. E muito obviamente mais avançados, no que tange a justiça social no Brasil.