Eu não sei onde os meus sonhos foram parar...
O que acontece com quem pára de sonhar?
Fica assim como estou?
Quando eu era mais novo, o mundo parecia ser algo maior. Era tudo tão imensamente assustador exatamente por ser algo misterioso. E eu, na minha pequenez, tão incapaz, tão descartável, tão transparente, tão ausente... Tão distante, escutando e observando, muito curioso. Querendo entender como tudo funcionava e onde ia dar.
Mas, olha pra mim agora, me sinto maior do que o próprio mundo. E é tudo vão... Tudo um tédio. E a vida é predominantemente dolorosa, levando em consideração o momento histórico, o espaço no qual me encontro, a atual conjuntura sócio-política mundial, minha condição de jovem estudante universitáro da classe média obrigado a me acabar seguindo roteiros de uma ideologia assassina pra ter alguma garantia de não morrer de fome ou frio em algum esgoto, nesse país que nos abandona na velhice depois de nos ter sugado toda a vida.
Restaria apenas espaço pra sonhos que não se realizarão?
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Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Folhas Secas
Pode ver...
Se uma pessoa resolve parar de tentar, ela vira folha seca que vai sendo carregada pr'onde o vento soprar.
Passa o dia estudando, trabalhando, ocupa-se de tarefas sem fim, pede hora extra, arranja tempo pra "coisas mais importantes" em detrimento de coisas que acha interessante. Adota uma rotina infeliz, lenta ou corrida, mas infeliz, atrás de dinheiro, atrás de matéria, atrás do que é efêmero. Adia seus bons dias. Larga por um momento os ideais e logo os esquece... Por encher a cabeça de coisas demais, por esvaziar-se por completo.
Sem viver de verdade, de mentira vai morrendo.
A gente é que passa, a gente é que voa. Já cansei de repetir, seja pra mim ou pra algum outro qualquer. Porque a gente é tempo. Cada dia, cada segundo é o que somos. A gente esquece que é livre. Pensar por si só é ser livre. Deixar-se pensar apenas pensamento alheio é largar da própria liberdade, é virar folha seca, à revelia de qualquer vida que valha viver. E é o que acontece com a maioria das pessoas.
As folhas secas rodopiam por ali e por aqui. Pode ver... Dissociando, aos poucos, tudo do que é composta, a folha seca vira poeira. A folha, que já não estava mais viva, agora já não é nada mais que o próprio chão por onde caem outras tantas folhas.
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Se uma pessoa resolve parar de tentar, ela vira folha seca que vai sendo carregada pr'onde o vento soprar.
Passa o dia estudando, trabalhando, ocupa-se de tarefas sem fim, pede hora extra, arranja tempo pra "coisas mais importantes" em detrimento de coisas que acha interessante. Adota uma rotina infeliz, lenta ou corrida, mas infeliz, atrás de dinheiro, atrás de matéria, atrás do que é efêmero. Adia seus bons dias. Larga por um momento os ideais e logo os esquece... Por encher a cabeça de coisas demais, por esvaziar-se por completo.
Sem viver de verdade, de mentira vai morrendo.
A gente é que passa, a gente é que voa. Já cansei de repetir, seja pra mim ou pra algum outro qualquer. Porque a gente é tempo. Cada dia, cada segundo é o que somos. A gente esquece que é livre. Pensar por si só é ser livre. Deixar-se pensar apenas pensamento alheio é largar da própria liberdade, é virar folha seca, à revelia de qualquer vida que valha viver. E é o que acontece com a maioria das pessoas.
As folhas secas rodopiam por ali e por aqui. Pode ver... Dissociando, aos poucos, tudo do que é composta, a folha seca vira poeira. A folha, que já não estava mais viva, agora já não é nada mais que o próprio chão por onde caem outras tantas folhas.
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