Com o retrato ferido, nas costas uma mochila pesada de más impressões, um pedaço da alma faltando e uns pequenos descasos no bolso, vou embora. Vou pular esse estranho carnaval. Em meio as felicidades: arranhões gatunos no coração. Felicitações em meio a vexames, festas em meio a essa patética e inoportuna tristeza...
Terão todos os votos já invalidado?
Que bela porra de início de ano...
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Apoquentado do Peito.
Veja lá...
Não sou romancista pra dirimir das palavras meus sentimentos e vivências através de invenções, nem sou poeta pra balbuciar cheio de graça os espantos espasmódicos do dar-se conta da Vida em volta e em si com olhar onírico. Não sou nenhum tipo de estudioso cientista, mecânico burocrata ou aparelho veiculador de notícias do meio-técnico-científico-informacional fazendo uso de cortes epistemológicos isentadores e formalismos distanciadores...
Se me expresso, expresso a mim também, ora. Sou indissociável das declarações que faço. E quando as faço, serei de tudo um pouco - romancista, poeta, estudioso, portifólio, obreiro de mim mesmo - um largo arcabouço, ou tola távola rasa, umas vezes modesto, outras vezes ridículo... As pessoas se reinventam nas suas sopas de letras, conceitos e mensagens, nos enganos, suposições e preconceitos, nos tantos lapsos de compreensão. Compressão. Compensação...
Não sou romancista pra dirimir das palavras meus sentimentos e vivências através de invenções, nem sou poeta pra balbuciar cheio de graça os espantos espasmódicos do dar-se conta da Vida em volta e em si com olhar onírico. Não sou nenhum tipo de estudioso cientista, mecânico burocrata ou aparelho veiculador de notícias do meio-técnico-científico-informacional fazendo uso de cortes epistemológicos isentadores e formalismos distanciadores...
Se me expresso, expresso a mim também, ora. Sou indissociável das declarações que faço. E quando as faço, serei de tudo um pouco - romancista, poeta, estudioso, portifólio, obreiro de mim mesmo - um largo arcabouço, ou tola távola rasa, umas vezes modesto, outras vezes ridículo... As pessoas se reinventam nas suas sopas de letras, conceitos e mensagens, nos enganos, suposições e preconceitos, nos tantos lapsos de compreensão. Compressão. Compensação...
Eu queria contar, sem, em mim,
meu ultimo disparate ter que descontar.
meu ultimo disparate ter que descontar.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sensação esquisita
Que não vai embora.
Que some uma hora,
mas que n'outra volta.
O fato de eu me limitar a mim me faz perder total interesse por tudo, as vezes. De quando em quando, a ocasião evidencia que: eu não encontro ninguém que me agrade por simplesmente ser quem é. Eu sei que não vou achar os meus desejos alojados em ninguém, nem quero. Mas todo mundo me enoja um pouco, me provoca vergonha, me dá pena, me entedia e desinteressa por dentro, seja este quem for...
É um enorme lago sem profundidade. Rasa imensidão...
Nenhum pote humano contendo alma digna pra afogar-se.
Gente tem muita... Mas... Sabe, gente de verdade?
E ser feliz é tão importante, coração.
Que some uma hora,
mas que n'outra volta.
O fato de eu me limitar a mim me faz perder total interesse por tudo, as vezes. De quando em quando, a ocasião evidencia que: eu não encontro ninguém que me agrade por simplesmente ser quem é. Eu sei que não vou achar os meus desejos alojados em ninguém, nem quero. Mas todo mundo me enoja um pouco, me provoca vergonha, me dá pena, me entedia e desinteressa por dentro, seja este quem for...
É um enorme lago sem profundidade. Rasa imensidão...
Nenhum pote humano contendo alma digna pra afogar-se.
Gente tem muita... Mas... Sabe, gente de verdade?
E ser feliz é tão importante, coração.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Sábado, no quarto.
Eu não vou filosofar. Essa coisa de ficar procurando entender e produzir teias teóricas vira um saco em determinado momento. É um ótimo passa-tempo, mas aí o tempo passa e o que há de ótimo nisso? A graça está na ação. O prazer está na ação. E se o prazer for a finalidade, divirta-se. Se o prazer for consequência, o que eu posso dizer? Aproveite também... Eu aproveitaria. Mas eu quero falar de esquecimento:
Eu já esqueci.
Eu já esqueci.
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sábado, 20 de setembro de 2008
É impressionante
Eu detesto o que eu faço logo após terminar de fazê-lo...
Muito proposta auto escarnecida de Rock Industrial.
É tudo uma merda.
Muito proposta auto escarnecida de Rock Industrial.
É tudo uma merda.
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domingo, 17 de agosto de 2008
...?
Margens, sem rio.
As margens de possibilidades.
Quem, posto à margem da realidade,
Deu margem aos danos de um ébrio acaso
Túnel de ar, corredeira de tempo.
Desempoeirando os olhos de quem
desesquecendo reconhece
Os efeitos de caminhar contra o vento.
.
As margens de possibilidades.
Quem, posto à margem da realidade,
Deu margem aos danos de um ébrio acaso
Túnel de ar, corredeira de tempo.
Desempoeirando os olhos de quem
desesquecendo reconhece
Os efeitos de caminhar contra o vento.
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