Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

No Nada, Salvação

Contando desde o último post no qual eu falei alguma coisa, digamos, "minha", já fazem 4 posts que, de certa forma, estou calado (27 dias. E diga-se de passagem que esses últimos que coloquei no blog têm sido um cu [mas deixa pra lá minha opinião sobre o que é um bom post])...

Bem, tenho andado só de espectador ultimamente, exceto num ou noutro momento decisivo. Tenho passado mais tempo que o usual analisando as coisas e acaba sendo uma incômoda quebra de raciocínio eu querer parar um pouco pra falar. Mas chega um ponto em que realmente se faz necessária uma pausa pra uma organizada mental no que se tem apreendido, pra evitar uma possível confusão ou, sei lá, deixar coisas importantes passarem batidas...

É...

Num instante em que eu precisava, choveu entendimento de todos os lados. Achei filósofos e achei artistas, achei companhia, achei um punhado de opiniões tão parecidas com as minhas à respeito da vida [só que, claro, bem melhor esquematizadas e "embasadas" que essas minhas concepções rasteiras, essas minhas impressões...]. Melhor dizendo, certas lacunas estão sendo preenchidas aqui na minha compreensão de realidade.

É muito foda. É muito firme. É ótimo mesmo: ir encontrando enquanto se vai procurando... É como finalmente beber água depois de um longo tempo com sede. Essa sensação de querer tudo de uma vez só no primeiro momento, meio desesperado mas maravilhado de ter conseguido achar. Uma coisa assim... Muito satisfatória.

No entanto...

O que eu achei é (dito, mas talvez realmente seja puramente) pessimismo. Um pessimismo arrebatadoramente envolvente e reconfortante [mas pessimismo é uma palavra tão negativa que parece uma coisa ruim, não?]. É, sei lá, tomar o silêncio como resposta de uma pergunta; é estar satisfeito em não estar; é uma espécie de, como dizer, "o suicídio da dor"... É! Mais ou menos isso, uma questão de auto-anulação que só é alcançada num processo de conscientização da própria consciência... Bem, parece um caminho meio complicado e suspeito pra quem está de fora, mas é bem o que eu já estava trilhando antes, faltando uma certa consistência de explicação [o que implica em compreensão também, aham]. Mas já existe uma familiarização com tudo isso que é novidade [o que dá mais sentido pra essa bagunça toda na minha cabeça]. Blá, blá, blá...

O fato é que meu anestésico está funcionando de forma lindamente satisfatória.

Morreu.

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