Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Reclamaçãozinha costumeira...

Eu não sei onde os meus sonhos foram parar...
O que acontece com quem pára de sonhar?
Fica assim como estou?

Quando eu era mais novo, o mundo parecia ser algo maior. Era tudo tão imensamente assustador exatamente por ser algo misterioso. E eu, na minha pequenez, tão incapaz, tão descartável, tão transparente, tão ausente... Tão distante, escutando e observando, muito curioso. Querendo entender como tudo funcionava e onde ia dar.

Mas, olha pra mim agora, me sinto maior do que o próprio mundo. E é tudo vão... Tudo um tédio. E a vida é predominantemente dolorosa, levando em consideração o momento histórico, o espaço no qual me encontro, a atual conjuntura sócio-política mundial, minha condição de jovem estudante universitáro da classe média obrigado a me acabar seguindo roteiros de uma ideologia assassina pra ter alguma garantia de não morrer de fome ou frio em algum esgoto, nesse país que nos abandona na velhice depois de nos ter sugado toda a vida.

Restaria apenas espaço pra sonhos que não se realizarão?

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