Sabe aqueles momentos nos quais você se dá conta de estar vivo? Quando, de repente, se torna algo impressionante olhar a própria mão e o tempo simplesmente parece sumir enquanto você analisa cada tracinho mínimo dela, absorto na experiência de rever tudo o que já conhece, tão surpreendido com a propriedade elástica da pele, a disposição de seus relevos, seus desenhos papilares e também com as veias que aparecem por detrás de algumas camadas de você ou um tanto saltadas sob a pele...
Nossa, e o controle...!? Você pensa, ela faz. Sendo que você nem sente o pensamento, não percebe nada do processo mental promovido pelo maquinário cerebral, mas ela simplesmente faz... Os dedos, articulados, se movendo...
E as cores e a perspectiva, a percepção visual, essa sensibilidade que lhe permite compreender sua mão próxima de seu rosto ou o sentir combinado e único dos próprios dedos na palma dela?! É tudo tão indiscritivelmente fantástico mesmo sendo real.
E você pensa: "Eu to vivo... Eu existo..."
Aí, ao notar as coisas ao seu redor e pensar nas outras tantas que compõe a sua vida, sensações, conceituações, nomes, pessoas, outras vidas, vida em si, as relações entre tudo isso e todo o resto, pensamentos brotam incontrolavelmente de todos os cantos, de todos os lados, de todas as camadas, todos os pontos de seu pensar, como fumaça, se desprendendo, continuamente, indo através e empurrando o que veio antes, misturando e obscurecendo cada vez mais o entendimento, com o raciocínio tornando-se extenso, distante e incompreensível, inalcançável e
Uau
Alguém cutuca seu ombro. xP
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Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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