Em sua cabeça, nada significa.
Seja lá o que for alguma coisa...
Só há a ciência de si e toda dor inerente.
Assim, não existe sequer um lugar onde separados hajam.
Já andas farto, porque é tudo decadência e não vale nada.
Você quer se livrar de tudo ao redor,
[as coisas como andam,
o papel que lhe é disposto,
todas as pessoas funcionais,
o vazio citadino, poder de ter,
a vida do consumo,
o consumo da vida,
o veneno em todo canto,
o cantarolar do veneno...]
mas o mundo parece grande e pesado demais.
Será que continuará como está...?
Um beco onde os muros são altos demais pra pular, escalar.
Vai fazer o que, então? Livrar-se de si próprio?
Apenas desistir de todo futuro, largando o agora...?
Viver um eterno prazer momentâneo?
Acatar uma esperança ilusória?
Uma pessoa, uma obra
pra dedicar a vida.
Aprendizagens.
E seja lá o que for, leve onde levar:
Qualquer mínimo broto do interesse é uma fresta,
uma chance pro (s/m)eu fútil continuar...
Algo deve ser feito. Mas deve ser feito já.
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