Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

terça-feira, 17 de março de 2009

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Em sua cabeça, nada significa.
Seja lá o que for alguma coisa...
Só há a ciência de si e toda dor inerente.
Assim, não existe sequer um lugar onde separados hajam.

Já andas farto, porque é tudo decadência e não vale nada.
Você quer se livrar de tudo ao redor,
[as coisas como andam,
o papel que lhe é disposto,
todas as pessoas funcionais,
o vazio citadino, poder de ter,
a vida do consumo,
o consumo da vida,
o veneno em todo canto,
o cantarolar do veneno...]
mas o mundo parece grande e pesado demais.
Será que continuará como está...?

Um beco onde os muros são altos demais pra pular, escalar.

Vai fazer o que, então? Livrar-se de si próprio?
Apenas desistir de todo futuro, largando o agora...?
Viver um eterno prazer momentâneo?
Acatar uma esperança ilusória?

Uma pessoa, uma obra
pra dedicar a vida.
Aprendizagens.

E seja lá o que for, leve onde levar:
Qualquer mínimo broto do interesse é uma fresta,
uma chance pro (s/m)eu fútil continuar...
Algo deve ser feito. Mas deve ser feito já.

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