Não sou romancista pra dirimir das palavras meus sentimentos e vivências através de invenções, nem sou poeta pra balbuciar cheio de graça os espantos espasmódicos do dar-se conta da Vida em volta e em si com olhar onírico. Não sou nenhum tipo de estudioso cientista, mecânico burocrata ou aparelho veiculador de notícias do meio-técnico-científico-informacional fazendo uso de cortes epistemológicos isentadores e formalismos distanciadores...
Se me expresso, expresso a mim também, ora. Sou indissociável das declarações que faço. E quando as faço, serei de tudo um pouco - romancista, poeta, estudioso, portifólio, obreiro de mim mesmo - um largo arcabouço, ou tola távola rasa, umas vezes modesto, outras vezes ridículo... As pessoas se reinventam nas suas sopas de letras, conceitos e mensagens, nos enganos, suposições e preconceitos, nos tantos lapsos de compreensão. Compressão. Compensação...
Eu queria contar, sem, em mim,
meu ultimo disparate ter que descontar.
meu ultimo disparate ter que descontar.
3 comentários:
tua erudição me faz rir, não pelo teor, mas por achar que um "caralho" resolveria (pelo menos pra mim) a história.
tão bonitas suas palavras...
simulacro barato de hermetismo...
:D
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