Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Apoquentado do Peito.

Veja lá...

Não sou romancista pra dirimir das palavras meus sentimentos e vivências através de invenções, nem sou poeta pra balbuciar cheio de graça os espantos espasmódicos do dar-se conta da Vida em volta e em si com olhar onírico. Não sou nenhum tipo de estudioso cientista, mecânico burocrata ou aparelho veiculador de notícias do meio-técnico-científico-informacional fazendo uso de cortes epistemológicos isentadores e formalismos distanciadores...

Se me expresso, expresso a mim também, ora. Sou indissociável das declarações que faço. E quando as faço, serei de tudo um pouco - romancista, poeta, estudioso, portifólio, obreiro de mim mesmo - um largo arcabouço, ou tola távola rasa, umas vezes modesto, outras vezes ridículo... As pessoas se reinventam nas suas sopas de letras, conceitos e mensagens, nos enganos, suposições e preconceitos, nos tantos lapsos de compreensão. Compressão. Compensação...

Eu queria contar, sem, em mim,
meu ultimo disparate ter que descontar.

3 comentários:

Anônimo disse...

tua erudição me faz rir, não pelo teor, mas por achar que um "caralho" resolveria (pelo menos pra mim) a história.

Raissa Lennon disse...

tão bonitas suas palavras...

Eduardo Rodrigues disse...

simulacro barato de hermetismo...

:D