Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Caminhada.

Passo ante passo. Sem afobamentos ou precipitados saltos.
Pequenas distâncias percorridas em pequenos momentos.

No caminho que num momento corremos e n'outro caminhamos, ofegantes e doloridos das andanças, o objetivo é seguir seguindo, superando-se, em nome do aperfeiçoamento. Por vezes, aperfeiçoamento vaidoso, por vezes, aperfeiçoamento urgentemente necessário para um mínimo de amor-próprio e de amor-alheio. Mão estendida, corpo pindurado, pingo de suor, em meio ao cheiro de orvalho. Brando som d'um prazer rememoriado, eco do amigo distanciado.

E hoje o sol amanheceu à três. Água aquecida, leite e café diluído, manteiga e ovos em pães. Conversa simpática, conversa risonha. E uma leve picada de um bichinho chamado vergonha. Incômodo que a gente sara passando sobre o local picado uma pomada de maturidade e lição. Indispensável pra nossa evolução.

Eis minha grande vontade,
Pequena palavra
Pela gagueira prolongada.

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