Comecei a usar esse blog muitos anos atrás fundamentalmente como um exercício. Exercício de reflexão, de produção textual e de expressão do que pensava e sentia. Não tinha o menor objetivo de torná-lo algo "propriamente público", pois não passava de uma "brincadeira pessoal". Era um pouco da tal de intimidade pública de arestas aparadas, invenção das redes sociais. Durante um certo tempo tive alguns colegas bloggers que também postavam seus próprios blogs e que passaram a compartilhar comigo algumas coisas legais por aqui... Depois descarreguei várias coisas aqui, em signos virtuais para memórias e sensações residuais de toda sorte. Nada demais porque nunca foi para ser algo mais que meus próprios murmúrios pessoais para mim mesmo - não na maior parte do tempo, pelo menos. Mas como tudo muda, mudou também o teor das postagens. E o que era só brincadeira foi virando uma brincadeira diferente. Depois mais diferente. Até virar "só uma página" estranha de vários textos políticos em espanhol e inglês que eu traduzia. Perdeu toda a graça e sentimento que um dia teve, rs. Mas, blergh!, passou. Deixa pra lá. O importante é que esse blog bobo foi bem útil para mim em alguns momentos e, de alguma forma, me ajudou - junto de muitas outras experiências reais - como o tal do exercício que deveria ser, no aprendizado das ordenações de ideias, das palavras e até em um pouquinho de poesia. 10 anos é muito pra vida humana, por mais que não signifique quase nada na História da Existência.
E, quando olho aqui, vejo que muito do que penso hoje já pensava há uma década atrás - talvez eu não tenha mudado tanto quanto imaginei que mudaria em uma década ou talvez não seja bem assim, e eu só não esteja atento agora enquanto digito. Enfim: para ajudar a perceber o que mudou, vou voltar a digitar aqui. Partindo do que acabo de fazer agora. Boa noite: são 4h da manhã e escuto Casa das Máquinas, o disco "Lar das Maravilhas".
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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