Faz um bom tempo que não guardo um momento pra escrever (no caso, digitar), relembrar um pouco do meu vocabulário, corrigir erros de português, botar o cérebro pra formar sentenças, questionar, refletir, exercitar a mente como quem exercita seus músculos...
[Não sou realmente bom com textos, mas não vejo mal em fazê-los. Sem contar que sem a prática torna-se impossível aprender ou aperfeiçoar qualquer coisa.]
Faz um tempo que não dou uma polida na minha vaidade intelectual através de produções textuais. Pode ser que eu já não seja tão convencido e orgulhoso quanto antes e já consiga viver mais tempo sem ter que puxar meu próprio saco, olhar no espelho e dizer “moleque, você é foda!”...
[Não sou pior que ninguém e adoraria ser mais do que sou atualmente. Ainda me respeito.]
Faz um tempo que não desperdiço as sagradas horas, diante de um computador, tratando de mim e de meus problemas, de minhas ambições e ideais, meus fracassos e medos ou meus sucessos e feitos. Faz um tempo que não me sinto num patamar superior. Não sinto mais estar assistindo do alto as formigas em suas intermináveis atividades, todas tão iguais...
[Digitar. Já fiz com regularidade. Parei e recomecei. Parei de novo. Mas acontece, às vezes.]
Até me sinto uma formiga...
[Só meio]
Estou empoeirado. Enferrujado. Estou de barba por fazer...
[Gordo, doente e meio largado também. Mas só estou de férias.]
Começo a me conformar. Devagar vou assumindo minhas tarefas sem graça...
[Me metendo a fazer um curso mais por ter que fazer algo do que por gostar. [Tem horas que imagino a opinião que as pessoas formariam a respeito desses meus pensamentos, acho que teriam a impressão de que sou pessimista, muito inseguro e que um acontecimento pequeno pode me abalar... aí também penso “e se eles estivessem certos?”. Pessimista, eu sou mesmo. A verdade, eu acho, é que todas as coisas têm grande importância e tudo tem um peso, um efeito, causa uma mudança, cada escolha e atitude, sempre, mesmo sendo um detalhe. Como, por exemplo, a escolha de um curso na universidade (que não é um detalhe). Toda a informação que eu receber de lá, irá mudar minha cabeça, minha vida. Serão anos! ANOS! Escutando, escutando e escutando! Opiniões formadas, conceitos tendenciosos, instruções, por vezes, imutáveis! Robotizantes! Alienantes! Não me acho necessariamente vulnerável ou preocupado. Sou apenas consciente.] Existem desejos e metas que quero alcançar que podem estar num rumo antagônico.]
Mas deixando de querer bancar o poeta (nem de longe tenho jeito pra isso!) e começando a ser mais eu mesmo: Já tive momentos melhores, assim como já tive momentos bem piores. E ultimamente, nada nem ninguém tem ocupado espaço em minha cabeça, sou apenas eu aguardando o futuro próximo na universidade. Novidade é o que eu espero. Se isso não vier (o que acho improvável) estarei tranqüilo mesmo assim, tendo ainda algum tempo pra me dedicar ao que gosto paralelamente às minhas tarefas no grande formigueiro que é a sociedade moderna.
Música. Ainda gosto de música. Tenho dado sinais de vida nessa área. Já está se tornando algo mais claro, mais visível, esse meu gosto e interesse por música. Tenho me dedicado um pouco em composições caseiras tanto no violão quanto em programa de computador, até recebi algum elogio de um amigo internauta. Mas ainda tenho que tomar certas atitudes firmes. “Entregar-me ao que acredito”...
(*acabei de escutar essa frase. Duma música antiga do acervo familiar.)
[Fiquei meio puto por meu irmão ter atrapalhado a vinda da outra CPU, que é onde está todo o meu material de “trabalho”. Isso me atrasa e me faz pensar em como é importante ter um espaço só meu... pra produzir, pra refletir, pra me esconder e evitar que forças externas sufoquem o meu lado criativo tão raquítico. Porra, que saco. Mas tudo bem... Isso não vai ser assim pra sempre.]
23h 35
Eu nem sei do que falar. Deve ser muito chato bater papo com alguém que só sabe falar do futuro com alguma preocupação ou falar de um passado acinzentado. Isso se não começar a falar de música, música e mais música. Deve ser muito chato bater papo comigo... Acho que nem eu mesmo agüentaria.
E mais! Se eu descobrisse que guardo esses documentos patéticos e claustrofóbicos me acharia um garoto um tanto babaca. “Puts! Que papo infantil, lembra até aqueles diários de garota de 7ª série em seriado de TV”... Ah, porra, vão tomar, bicho! Eu to aqui de boa, na minha, e tem gente me zoando por causa disso. Nada a ver esse negócio todo... Sou muito marginalizado, cara. Vou pegar uma metralhadora e resolver essa parada com esse bando de filhos da puta assim que eles entrarem no cinema! Hahahaha
[Não sou doente, pode ficar tranqüilo, acho que não sou, pelo menos.]
Nem tenho mais todo esse problema de socialização.
[Só um pouco. De vez em quando. Já até converso... um pouco... se é que... deixa pra lá. O que importa é que isso não me preocupa mais e nem me faz achar que to abandonado num mundo filho da puta, apesar de eu saber que isso é a mais pura verdade.]
00h 05
Pois é...
00h 21
Acho que vou deitar. Minha cabeça não está pra matutar. Nem estou com sono, mas tirar um cochilo não seria má idéia... Viver na praia é engraçado nesse sentido. Pelo menos aqui e agora. É basicamente: acordar, tomar café, ir à praia e voltar, almoçar, descansar, ficar na piscina, fazer um lanche, dar mais uma volta em algum lugar, jantar, assistir alguma coisa ou ficar jogando algum jogo de cartas pra mais tarde ir pra cama e dormir. Boa noite.
00h 26
[Não sou realmente bom com textos, mas não vejo mal em fazê-los. Sem contar que sem a prática torna-se impossível aprender ou aperfeiçoar qualquer coisa.]
Faz um tempo que não dou uma polida na minha vaidade intelectual através de produções textuais. Pode ser que eu já não seja tão convencido e orgulhoso quanto antes e já consiga viver mais tempo sem ter que puxar meu próprio saco, olhar no espelho e dizer “moleque, você é foda!”...
[Não sou pior que ninguém e adoraria ser mais do que sou atualmente. Ainda me respeito.]
Faz um tempo que não desperdiço as sagradas horas, diante de um computador, tratando de mim e de meus problemas, de minhas ambições e ideais, meus fracassos e medos ou meus sucessos e feitos. Faz um tempo que não me sinto num patamar superior. Não sinto mais estar assistindo do alto as formigas em suas intermináveis atividades, todas tão iguais...
[Digitar. Já fiz com regularidade. Parei e recomecei. Parei de novo. Mas acontece, às vezes.]
Até me sinto uma formiga...
[Só meio]
Estou empoeirado. Enferrujado. Estou de barba por fazer...
[Gordo, doente e meio largado também. Mas só estou de férias.]
Começo a me conformar. Devagar vou assumindo minhas tarefas sem graça...
[Me metendo a fazer um curso mais por ter que fazer algo do que por gostar. [Tem horas que imagino a opinião que as pessoas formariam a respeito desses meus pensamentos, acho que teriam a impressão de que sou pessimista, muito inseguro e que um acontecimento pequeno pode me abalar... aí também penso “e se eles estivessem certos?”. Pessimista, eu sou mesmo. A verdade, eu acho, é que todas as coisas têm grande importância e tudo tem um peso, um efeito, causa uma mudança, cada escolha e atitude, sempre, mesmo sendo um detalhe. Como, por exemplo, a escolha de um curso na universidade (que não é um detalhe). Toda a informação que eu receber de lá, irá mudar minha cabeça, minha vida. Serão anos! ANOS! Escutando, escutando e escutando! Opiniões formadas, conceitos tendenciosos, instruções, por vezes, imutáveis! Robotizantes! Alienantes! Não me acho necessariamente vulnerável ou preocupado. Sou apenas consciente.] Existem desejos e metas que quero alcançar que podem estar num rumo antagônico.]
Mas deixando de querer bancar o poeta (nem de longe tenho jeito pra isso!) e começando a ser mais eu mesmo: Já tive momentos melhores, assim como já tive momentos bem piores. E ultimamente, nada nem ninguém tem ocupado espaço em minha cabeça, sou apenas eu aguardando o futuro próximo na universidade. Novidade é o que eu espero. Se isso não vier (o que acho improvável) estarei tranqüilo mesmo assim, tendo ainda algum tempo pra me dedicar ao que gosto paralelamente às minhas tarefas no grande formigueiro que é a sociedade moderna.
Música. Ainda gosto de música. Tenho dado sinais de vida nessa área. Já está se tornando algo mais claro, mais visível, esse meu gosto e interesse por música. Tenho me dedicado um pouco em composições caseiras tanto no violão quanto em programa de computador, até recebi algum elogio de um amigo internauta. Mas ainda tenho que tomar certas atitudes firmes. “Entregar-me ao que acredito”...
(*acabei de escutar essa frase. Duma música antiga do acervo familiar.)
[Fiquei meio puto por meu irmão ter atrapalhado a vinda da outra CPU, que é onde está todo o meu material de “trabalho”. Isso me atrasa e me faz pensar em como é importante ter um espaço só meu... pra produzir, pra refletir, pra me esconder e evitar que forças externas sufoquem o meu lado criativo tão raquítico. Porra, que saco. Mas tudo bem... Isso não vai ser assim pra sempre.]
23h 35
Eu nem sei do que falar. Deve ser muito chato bater papo com alguém que só sabe falar do futuro com alguma preocupação ou falar de um passado acinzentado. Isso se não começar a falar de música, música e mais música. Deve ser muito chato bater papo comigo... Acho que nem eu mesmo agüentaria.
E mais! Se eu descobrisse que guardo esses documentos patéticos e claustrofóbicos me acharia um garoto um tanto babaca. “Puts! Que papo infantil, lembra até aqueles diários de garota de 7ª série em seriado de TV”... Ah, porra, vão tomar, bicho! Eu to aqui de boa, na minha, e tem gente me zoando por causa disso. Nada a ver esse negócio todo... Sou muito marginalizado, cara. Vou pegar uma metralhadora e resolver essa parada com esse bando de filhos da puta assim que eles entrarem no cinema! Hahahaha
[Não sou doente, pode ficar tranqüilo, acho que não sou, pelo menos.]
Nem tenho mais todo esse problema de socialização.
[Só um pouco. De vez em quando. Já até converso... um pouco... se é que... deixa pra lá. O que importa é que isso não me preocupa mais e nem me faz achar que to abandonado num mundo filho da puta, apesar de eu saber que isso é a mais pura verdade.]
Pois é...
00h 21
Acho que vou deitar. Minha cabeça não está pra matutar. Nem estou com sono, mas tirar um cochilo não seria má idéia... Viver na praia é engraçado nesse sentido. Pelo menos aqui e agora. É basicamente: acordar, tomar café, ir à praia e voltar, almoçar, descansar, ficar na piscina, fazer um lanche, dar mais uma volta em algum lugar, jantar, assistir alguma coisa ou ficar jogando algum jogo de cartas pra mais tarde ir pra cama e dormir. Boa noite.
00h 26
Nenhum comentário:
Postar um comentário