Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Dos Meus Objetivos

Fazia muito na época de escolher um curso pro vestibular, mas, não sei se é bom ou mal sinal, ainda passo horas pensando no que gostaria de fazer na vida, procurando, escolhendo, me perguntando o que quero. Mas nesses momentos vem uma sensação de transparência, como de tornar-me um fantasma, e é como se eu voltasse no tempo, direto ao meu ensino fundamental, deparando-me num daqueles tristes dias de prova de matemática [meu forte não está nas exatas]: como é que faço pra resolver essas questões se nem sequer estudei o assunto? Será que eu tento com o pouco que lembro das aulas que participei ou será que eu colo de algum colega...?

Bem, não conheço todas as possibilidades da vida. Tenho só vaga noção das possibilidades. Sigo os exemplos que tenho? Chuto esperando ter boa sorte, esperando o amparo de algo ou alguém?

Quem dera que a vida fosse mais longa pra que tivéssemos mais tempo de aprender tudo o que queremos e conseguirmos tudo o que almejamos... Não. Não é por aí. Nada disso. Quem dera que a vida fosse assim tão simples quanto aquelas provas de matemática, na verdade. Era, e ainda é, necessário apenas dispensar mais tempo com o que é pertinente. Como vi em certo lugar uma certa vez:

"Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo." [Vivo lembrando das palavras, mas esquecendo o nome de quem as proferiu! - Mas sejamos práticos e prestemos atenção mais no conteúdo da citação do que nos antecedentes de seu autor]

Partindo do momento que escolhemos nosso objetivo, a única coisa que pode parar nossa busca por ele é, somente, a nossa própria vontade, nossa decisão, nossa atitude de interromper nossos esforços e estacar no caminho [ou desviar].

(o problema é se ainda não escolhemos essa porra de objetivo.)

O caso é que provas de matemática fazemos muitas vezes na vida. Mas com o todo que é a vida, já funciona diferente... Inventamos unidades de medida pra mensurar nossa existência e fazer uma relação de prioridade entre as coisas que queremos e a velocidade com a qual realizamos nossas tarefas em torno disso. Inventamos o tempo. O tempo mede nossa "duração", nosso "ser" enquanto coisa viva autónoma pensante. E, num dado momento, ele, o tempo, acaba pra nós. Disso todos sabemos. O tempo passa, agente nem sente, mas caminhamos pra morte... Cada dia mais próximos do fim.

O que eu sei que quero fazer antes de me desfazer em pó, de me transformar em outra forma de energia, antes de bater as botas, antes de ir conversar com São Pedro, antes de esticar as canelas, antes de estar sob sete palmos, antes de partir dessa pra melhor, antes de levar o farelo e etc...?

1 - Eu só não quero morrer sem ter feito nada de importante na minha vida.
2 - Se fosse possível, gostaria de continuar contribuindo de alguma forma (com aquilo que escolher fazer)

Ou seja, ainda não tenho nada certo...

No momento, não sei o que poderia realmente me deixar satisfeito à ponto de eu não mais me importar com a chegada da morte... Mas tratando de tudo que passa na minha cabeça mais objetivamente:

Nesse ano vou [tentar...]:

a) Correr atrás do Teatro:
Tenho uns amigos que fazem ou fizeram e que sempre me falaram bem. Sem contar o meu interesse mesmo em conhecer e aprender alguma coisa dentro de artes cénicas.

b) Dar continuidade ao curso de Direito [bocejo]:
Não que eu tivesse parado, mas por ter decidido não parar.

c) Dar continuidade ao Inglês [dessa vez vai...]:
Do jeito que eu fiz conta pra esse ano, nem sei se rola. Mas quem sabe?

d) Prestar concursos:
Um emprego cairia muito bem agora, com certeza.

e) Ir atrás da pintura que eu falo há uns dois anos.

f) Minha banda... é... sei lá.

.

2 comentários:

flavia feiler disse...

a) Acho que desisti do teatro.
Sei lá, acho que não é pra mim.

b) Preciso conseguir me formar em Oceanografia. já to tempo demais naquela universidade esó na graduação!

c) Dar continuidade ao meu curso de inglês e repetir o nível dois do curso de alemão. É, fui péssima e quase não me dediquei ano passado, por isso decidi repetir, por mim mesma! Minha consciência falou mais alto, na verdade, ela gritou!

d) Pode crer! Esse ano a gente não chega atrasados na prova!
huahuahuhauahuahuahuhauhauhuahuahaa

e) Vou tentar finalmente fazer um curso de fotografia. Já que não tenho "dom" pra pintura, o jeito é me virar na fotografia.

f) Sempre sonhei em ter uma banda, desde o segundo grau, e acho que vai continuar no sonho. Mas juro que esse ano, ou aprendo de uma vez a tocar a minha guitarra ou vendo essa porra e gasto a grana em algo que vá me ser mais útil tipo, uma tatuagem!
huahuahuahuhauhauhauhauhauhauhaauha
Brincadeira! (Ou não. ¬¬')

little witch disse...

Oi Du!
Tempão hein?! ¬¬

Bem, se você ler todo o "Poema em linha reta" vai saber de que "semi-deuses" eu estou me referindo...

Não são às pessoas realmente extraordinárias - pois desses eu procuro e quase não os encontro - a verdade é que são pessoas as quais se intitulam pessoas maravilhosas, que nunca erraram na vida, "nunca levaram porrada", segundo eles mesmos...

Cara, eu tento ser uma pessoa melhor, e sei que não vou ser perfeita, e por saber disso eu erro sim, e que a culpa é minha e pronto?!
Esse troço de estar errado e pedir desculpas porque é ser humano e todo ser humano tem fraquezas... Fala sério hein?! ¬¬

Por que não assumir? Admiro quem tem essa sinceridade.
E detesto quem está o tempo inteiro certo, o tempo inteiro de acordo com as regras impostas pelos outros.

Bem, sobre esse assunto tenho muito a falar... Mas leia o poema por inteiro pra saber exatamente sobre esses "semi-deuses".

Beijão garoto, saudades de ti e do Mailson.