Vou seguindo nessa busca diária do encontro.
Caminho num compasso lento por um caminho vago. De encontro ao futuro sacrifico condições presentes. Sacrifico com alguma hesitação, uma aflição transparente que dá vista a minha intenção, ao meu objeto de busca, essa vontade do encontro... Com algo, com alguém ou comigo. Pro tempo passar e pra que, enquanto esse tempo passa, eu distraia a dor.
Como conselheira no dia-a-dia, conto com essa crença não tão racional. Que vai ditando a mão que deixo de apertar, o sumiço que preciso praticar, o esquecimento que eu devo vestir, um prazer que eu deva afastar... Tudo em nome de uma existência mais qualquer-coisa, mais individual, promessa tola de um eu mesmo. Um eu futuro, talvez não tão bom quanto o presente ou talvez nem sequer possível.
Não vou disfarçar de sensatez realista essa tão vadia covardia...
Que me leva a vida, me mata os sonhos e some com os outros da minha vista.
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