Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Pingo de Suor
Sementes do homem, minúsculos multiplicantes. Carne, osso, impulso elétrico comunicante. Processos bio-químicos, psico-temperamentais. Óvolo, fecundo feito a mãe terra. Constante emanar e absorver das ondas invisíveis de tudo e todos, energia eterna. Bombeamentos sanguíneos, emaranhado de veias, vida em cada parte. Ressoar do som nas cavidades, decodificação luminosa, abstrações, unhas, cabelos, dentes, artes. Cadeia de DNA, o sempre renovar-se. O gemido. Um tiro. Um assalto, um genocídio. O perpetuar-se, o anúncio vermelho entre-pernas. O rangido dos tempos, a memória da espécie. Escolhes ou deixas que escolham por ti, tu pensas os pensamentos dos outros ou pensas por si...? A política, o carinho, o pão e o vinho. A morte sem domínio. A bomba atômica! A juventude, a revolução. O fim, a finalidade do canto e da comoção. Um fundo de poço, a falta de um acento na vida toda ou num momento, o grande desentendimento. Os tolos, o todo. Sacrifício da vida em nome de vidas outras. O século da morte. Segurar a história com as mãos, ser da Vida uma boa expressão. Dormir sossegado, sentindo a segurança e o aconchego do lar, esquecendo-se dos cometas, das imensas petecas espaciais que giram sem parar. Esta na qual moramos na superfície e formigamos à toa. Amando, vivendo, matando e morrendo, numa burra vida egoísta. Nós balançamos na forca...
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