Mas o que me ocorre na maior parte das vezes é que: Ou você escolhe o que fazer ou deixa que alguém o escolha por você. Tratando-se de uma questão, primeiramente, de consciência e depois de vontade prática, que determinará a autonomia individual.
Quantas pessoas não adotam uma prática social completamente corriqueira que julgam ser fruto de sua própria vontade, mas que, na verdade, não passa de mera reprodução de alguma conduta predominante no seio da sociedade? Quantas pessoas não são entupidas de proposições pré-fabricadas advindas dos grandes veículos de comunicação? Quantas pessoas se preocupam com profundidade com o tipo de vida que andam exercendo em seu tempo?
Estudar, me empregar, casar, ter filhos e curtir uma aposentadoria tranquila em casa? Acumular bens, ter exímio histórico profissional, investir tudo nas minhas habilidades, viajar até não poder mais? Abdicar do irracionalismo do mundo e mergulhar em outra ideologia, praticar contra-cultura, ser marginalizado, marginalizar, fazer história, virar uma? Pagar uma miséria vergonhosa pra uma penca de assalariados e encher o peito pra dizer que é um empresário, um indivíduo de sucesso? Virar artista, sentir na pele, falar sozinho? Embriagar-me de otimismo, embriagar-me de pessimismo, ser um sóbrio calado e ranzinza?
A reflexão é importante. A auto-crítica, o auto-domínio, o auto-controle, essa capacidade de tornar-se o que se quer, transformar-se de acordo com a vontade consciente, ser dono de si. Se não passar da reflexão, no plano imaterial das idéias, não é real, portanto, é inválido.
Isso anda martelando na minha cabeça... Como sempre.
Pra valer tem que ser real, tem que ser profundo, tem que ter sentimento. A sinceridade sempre me atrai. A naturalidade sempre me atrai. A cortesia sempre me atrairá...
Opa, olha a hora. Vou me arrumar para o trabalho. Abraço.
"É só saber querer
Pra poder chegar."
(Canta Maria, de Geraldo Vandré)
Pra poder chegar."
(Canta Maria, de Geraldo Vandré)
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