Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Última Casa de Julho

Nossa, o mês de Julho, pra quem fica de férias, é uma coisa muito boa. Eu tive um semestre longo e cansativo que, felizmente, foi bem sucedido academicamente. Ter esse tempo de descanso é ótimo, hoje admito. Não ligo mais praquele sussurro ansioso ecoando na minha cabeça, aquelas inquietações não tornam mais minhas férias num longo e arrastado período pra roer de unhas... Eu ando finalmente aprendendo a lidar com os fatos, eu acho. Vou indo.

E nessa ida, leio meu blog e penso, "nossa, quanta bobagem". E, de vez em quando, "nossa, bobagem mesmo era o início desse blog, que bom que andou se transformando"... Digo, é aquele negócio: as vezes a gente sabe que andou crescendo de verdade, por mais que não tenham se passado décadas necessariamente... E acabamos olhando de cara torta pro passado, com vergonha de si mesmo, saca? Por sermos tão exigentes com a gente mesmo.

Esse negócio de aprendizado é engraçado. Parece que no desenrolar da história, a gente vai tendo momentos de clareza. Agimos de um modo, daí aprendemos um modo melhor, então passamos a nos policiar, sendo que aos poucos amolecemos de novo, as vezes. Daí tentamos de novo com mais força. Umas pulsações de consciência, que vão e voltam. A cada estalo desse aprendemos a importância do agora, a necessidade de planejamento e diligência, o valor da vida, essas coisas todas... E vivemos lembrando e esquecendo, lembrando e esquecendo, mas, cada vez mais, o aprendizado enraiza mais fundo nos nossos hábitos, mudando de verdade o nosso dia-a-dia, acredito...

Tal qual no início do ano, eu agora planejo mais esforço nas minhas atividades, uma força renovada e ampliada pro próximo semestre. Atualmente é só isso que eu ando querendo, de certa forma. Não vou me torturar agora com a frustração de desejar o que eu realmente ainda não vou conseguir por questões fáticas, sólidas, decisivas, que ainda precisam ser transpostas. A gente tem que saber encarar a realidade dos nossos limites.

É necessário ser humilde e saber reconhecer até onde se pode ir... Assim como, a partir de então, se trabalhar pra ir ainda mais além, sendo também ambicioso. Vou por aqui passeando, nos dias restantes de Julho...

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