Eu vejo ao longe um brilho, fixado na abóboda celeste. Farejo o ar e percebo um desbotado gosto de coisa boa. Vou fazê-la de Norte, vou fazê-la Cabana. Porque eu já vi que seguir esse caminhar contínuo, que caleja e fere a palma dos pés, dá mais vida do que me revirar no solitário e liquidificante perder-se proporcionado pelo caminho que agora abandono... Posto que quem não vive de verdade, de mentiras vai morrendo: Escolho morrer de verdade, sincero e são, no contra-senso das chorosas flores cadentes. Sei que não sou o único a cansar de ver tanto cansaço...
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Você não cansa? Eu canso
De tropeçar e afundar-me em tanta gente instável e insegura, os egos movediços; De conviver com incansáveis e repetitivos pronunciamentos vãos, sem referências e sem fins, de quem não se apega a nada nem ninguém, que vive da sua egoísta solidão; De esgueirar-me na fuga do fogo-cruzado de asneiras, por vezes obrigado a esconder-me atrás d'alguma máscara de burrice ou puro descaso pra despistar os belicosos cães do caos, decisão desesperada; Dessa época do pós-moderno poetizado, pintado e cantado, escrito em blogs bobos, discursado em mesas de bar, bebido a cada copo magoado, esbaforido em auto-destrutiva fumaça cínica, posto em estandarte, como se fosse o avesso do abismo, como se fosse salvação ou sabedoria.
Eu vejo ao longe um brilho, fixado na abóboda celeste. Farejo o ar e percebo um desbotado gosto de coisa boa. Vou fazê-la de Norte, vou fazê-la Cabana. Porque eu já vi que seguir esse caminhar contínuo, que caleja e fere a palma dos pés, dá mais vida do que me revirar no solitário e liquidificante perder-se proporcionado pelo caminho que agora abandono... Posto que quem não vive de verdade, de mentiras vai morrendo: Escolho morrer de verdade, sincero e são, no contra-senso das chorosas flores cadentes. Sei que não sou o único a cansar de ver tanto cansaço...
Eu vejo ao longe um brilho, fixado na abóboda celeste. Farejo o ar e percebo um desbotado gosto de coisa boa. Vou fazê-la de Norte, vou fazê-la Cabana. Porque eu já vi que seguir esse caminhar contínuo, que caleja e fere a palma dos pés, dá mais vida do que me revirar no solitário e liquidificante perder-se proporcionado pelo caminho que agora abandono... Posto que quem não vive de verdade, de mentiras vai morrendo: Escolho morrer de verdade, sincero e são, no contra-senso das chorosas flores cadentes. Sei que não sou o único a cansar de ver tanto cansaço...
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