Depois de minha primeira experiência de congresso político-estudantil, em Janeiro de 2011, escrevi esse textinho empolgado:

Aqui está presente o movimento estudantil!”
O coletivo Vamos À Luta deu início ao ano de 2011 com muita mobilização, chamando os demais coletivos estudantis que se opõem à atual direção majoritária da UNE (enquanto mera secretaria do governo PT) para uma mobilização unificada de esquerda, para reinvindicar pautas fundamentais para a Educação brasileira e protestar contra o absurdo aumento dos salários de parlamentares, ministros e chefes de estado aplicado quando o próprio governo declara necessidade de contenção de gastos sociais (pista sobre o tipo de governo nefasto que está encaminhado…).
“2011 com mobilização, é 10% do PIB pra Educação!”
Em vez de grupos de debates, a UNE quis dar pequenas palestras aos estudantes, em seu Conselho de Entidades de Base (CONEB). Sempre posicionando-se a favor das políticas do governo, em vez de estar primariamente interessada em avanços constantes, reinvindicação de recursos para a educação e denunciando pedagogicamente as falhas diversas que o governo comete, como, por exemplo, o veto do Lula em cima da destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação. A organização do conselho não deu voz aos estudantes, nem abriu espaços para discussões profundas que diagnosticassem a real intenção por trás dos programas de governo lulista.
“Contra o aumento parlamentar, o estudante vai a rua pra lutar!”
“Ô-ô-ô Dilma, que papelão! Aumenta o seu salário e privatiza a Educação!”
Notou-se de cara, que no CONEB, os coletivos de oposição foram os únicos que se manifestaram contra o absurdo aumento de salarial dos políticos. O aumento de 62% para parlamentares e aumento de 133% para presidente e vice, enquanto que o trabalhador brasileiro, o real produtor de riqueza nacional, recebe míseros 5% de reajuste salarial - cerca de 30 reais para o povo contra os 10 mil dados aos deputados. Nós, da oposição, fomos os únicos mencionando a dívida pública enquanto buraco negro no orçamento brasileiro, ou denunciando o maior interesse por parte do governo em fortalecer o ensino privado e o bolso dos particulares, numa maré de medidas neoliberais, em vez de uma maior preocupação com a coletividade e o bem comum.
“Oposição unificada pra derrotar a pelegada!”
Percebe-se que a UNE infelizmente deixou de ser a ponta de lança do movimento estudantil realmente preocupado com o progresso social. A direção majoritária, integrada pela UJS, o PT, o PCdoB, age como secretaria puxa-saco do governo petista, esquecendo-se, por exemplo, da necessidade de universalização do ensino público e de qualidade, e de seu papel de convocar os estudantes para mobilizações de reinvindicações progressistas. A UNE prefere fazer de eventos como o CONEB uma grande micareta sem sentido… Votando propostas favoráveis a uma elite governista, quando deveria estar propriamente ao lado da Educação, da sociedade como um todo e especialmente defendendo a dignidade dos mais pobres, que são sempre as maiores vítimas.
“Esse desastre não é natural, é o descaso do PT e do Cabral!”
Também prestamos nossa solidariedade em face das enchentes fatais ocorridas no Rio de Janeiro e São Paulo, apontando o dedo na cara daqueles que deveriam investir o mínimo em prevenção de calamidades desse gênero e garantir a moradia segura e o saneamento digno de tantas famílias Brasil a fora.
Colocamos o dedo na ferida, adotamos uma política pedagógica e dialogamos com a base estudantil desamparada pela UNE festiva e braço-de-governo, sem esconder a realidade, sem maquiá-la. Venha você também ajudar a construir um país melhor, participando de um movimento estudantil consciente, consequente e independente: Vamos À Luta! o/
“Me parece, me parece, me parece que o Socialismo cresce!”
[…]
Foi uma ótima experiência. Uma viagem longa, acompanhado de pessoas novas pra ir conhecendo numa pequena série de lugares e situações diferentes. Olhando agora, a impressão que dá é de que foi tudo muito rápido. E o engraçado é constatar que dá pra sentir saudade mesmo assim. Deve ser por conta do negócio da intensidade… Afinal, era tanta gente bacana fazendo tantas coisas bacanas que fica foda de não ficar meio apaixonado, certo?
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