Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Grito dos Excluídos: "Grito em Defesa da Amazônia". Dia 7 de Setembro.


Tendo em vista que os palanques, os assentos nos palácios, os altares dos templos políticos, os microfones das rádios, as câmeras das TVs, as páginas dos jornais e demais espaços de "palavra" são reservados aos vaidosos discursos dos usurpadores do Poder... As ruas tornam-se o palco do povo, o seu púlpito, sua tribuna, onde é dito o que é sentido por ele próprio, diretamente, de modo incontestavelmente legítimo... O povo diz, canta, declama, berra o que quer. E este foi mais um grito dos excluídos.
Um "Grito em Defesa da Amazônia"!
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Grito dos Excluídos: "Grito dos Indignados em Defesa da Amazônia".
No dia 7 de Setembro.

Cerca de mil liderenças ambientalistas, estudantis, sindicais e vegetarianos sob o comando do Movimento Xingu Vivo (Comitê Metropolitano) foram às ruas do centro para protestar contra a construção de barragens na Amazônia, em especial da hidrelétrica de Belo Monte (no Rio Xingu), em Altamira (848 km de Belém).

A defesa da Amazônia, a solidariedade aos trabalhadores da Construção Civil, em greve desde o dia 05, a denúncia da impunidade aos patrocinadores dos crimes no campo, a corrupção que enfesta todas as esferas de governos. De Duciomar à Dilma, passando por Jatene foram a tônica das palavras de ordem que durante o percurso, foram ouvidas pela população que acompanhava o desfile militar.

"Oh, oh, oh, lá vai dinheiro! Belo Monte é obra da Dilma pros empreiteiros!", cantavam os ativistas em marcha. "Este é um ato em defesa da Amazônia, dos seus rios, contra as barragens e à construção da hidrelétrica de Belo Monte. Portanto, defendemos a vida, a preservação da natureza, dos povos que habitam nossa região, a fauna e a flora como patrimônio dos povos que vivem nas nossas florestas", disse Dion Carvalho, do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre. Na altura da Avenida Oswaldo Cruz, uma barreira do batalhão de choque da Polícia Militar bloqueou o acesso da coluna.

Cantando: "Para Belo Monte se firmar, quantos índios vão matar? Mas se o povo se unir, Belo Monte vai cair! Vai cair, vai cair, Belo Monte vi cair!", a marcha seguiu a caminhada.

A alternativa foi seguir pela Avenida Assis de Vasconcelos, "subir" a Avenida Serzedelo Correa e "entrar" pela Presidente Vargas, sentido Praça Pedro Teixeira, e assim foi feito. Só que os ativistas marcharam de costas, em protesto às tentativas da PM de impedir a caminhada que encerrou com uma mística [performance teatral] em defesa da Amazônia, em frente ao teatro Waldemar Henrique.

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