Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

domingo, 18 de setembro de 2011

nostalgia amanhecida

Na quietude serena da noite é mais fácil ser nostálgico.

É meio um problema a nostalgia aparecer de manhã cedo, depois de toda uma noite acordado, pois o dia cobra atenção. De dia as pessoas estão de pé, vivendo a vida, espreitando e, sem querer, inibindo o intimismo que paira livre durante a noite. O dia cobra alguma sociabilidade... que ocupa o espaço da solidão que de vez em quando quer seu momento. De modo que a noite me parece sempre mais apropriada para os sentimentalismos solitários e pequenos tormentos.

Ter companhias não apaga a Solidão da qual falo... Mas companhias outras distanciam o desfrutar da nostalgia, essa doce amiga. Essa visita constante alojada no meu peito...

Linda, o dia é cheio...
E pra conservar a magia:
Venha à noite, quando teremos a madrugada toda em nosso leito.
Onde os sonhos que não nos permitem durante o dia
sejam nosso desejado tempo perfeito.


Um comentário:

Marcio Nicolau disse...

eu subscreveria este texto.

Nós, virginianos, nos parecemos tanto...