Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brasil: Derrotada multinacional Johnson & Johnson, justiça burguesa e esquerda traidora

Fonte: Laclase.info

Uma vitória histórica do sindicalismo combativo e classista na indústria química em São Paulo, Brasil, numa vitória de larga diferença nas eleições sindicais realizadas em 9 e 10 de Maio. A chapa 1, formada pela associação sindical "Unidos Pra Lutar" ganhou 76% dos votos, contra 24% da chapa de oposição que repesentava uma aliança estreita entre a multinacional Johnson & Johnson e a esquerda traidora, o PSTU, que se apoiaram na justiça burguesa para demitir o principal líder da Chapa 1, Wellington Cabral e outros cinco intransigentes defensores dos direitos dos trabalhadores.

No final da contagem, a Chapa 1 totalizou 1626 votos contra 574 da chapa apoiada pela Conlutas/PSTU. Naquele momento, os ativistas mais destacados do movimento sindical de São Paulo celebraram nos portões da sede do sindicato dos químicos com a "Unidos Pra Lutar". Entre eles se encontravam correntes sindicais do PSOL, A Intersindical, a Federação dos químicos que dirige a CUT, o Fórum de Lutas do Vale, organizado no ano passado pela "Unidos Pra Lutar", que é formado por sindicatos dos condutores (CUT), vidreiros (CUT), alimentos (Unidos), Municipal (Unidos) e muitos mais.

A eleição e seu resultado se tornaram um evento político nacional e com certeza terá repercussão internacional. Razão que levou os dirigentes sindicais de outros estados, como os metalúrgicos de Niterói (Rio de Janeiro), Sintuff, e cerca de 100 outros ativistas de todo o país se deslocarem para acompanhar o processo eleitoral neste importante ramo de produção. Os trabalhadores e jovens que participaram em apoio refletiam imensa alegria e declararam se tratar de "uma experiência inesquecível".

A Conlutas, liderada pelo PSTU, sofreu um duro revés político. Os trabalhadores puniram seu sectarismo político e giro à direita na última fase das eleições, quando se aliaram com as políticas da multinacional, solicitando e endossando a demissão de dirigentes sindicais da classe, argumentando que o sindicalismo combativo e classista da "Unidos Pra Lutar" gerava "tumulto e instabilidade" no trabalho.

Orlando Chirino e José Bodas, do C-CURA (Corrente Classista Unitária Revolucionária e Autônoma) na Venezuela, saudaram este importante triunfo, observando que se tratava de uma grande vitória alcançada pelos trabalhadores de base graças a unidade e a firmeza para defender seus direitos ameaçados pela patronal e pela esquerda traidora.

São Paulo, 11 de maio, 2012

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