Fonte: Laclase.info Uma vitória histórica do sindicalismo combativo e classista na indústria química em São Paulo, Brasil, numa vitória de larga diferença nas eleições sindicais realizadas em 9 e 10 de Maio. A chapa 1, formada pela associação sindical "Unidos Pra Lutar" ganhou 76% dos votos, contra 24% da chapa de oposição que repesentava uma aliança estreita entre a multinacional Johnson & Johnson e a esquerda traidora, o PSTU, que se apoiaram na justiça burguesa para demitir o principal líder da Chapa 1, Wellington Cabral e outros cinco intransigentes defensores dos direitos dos trabalhadores.
No final da contagem, a Chapa 1 totalizou 1626 votos contra 574 da chapa apoiada pela Conlutas/PSTU. Naquele momento, os ativistas mais destacados do movimento sindical de São Paulo celebraram nos portões da sede do sindicato dos químicos com a "Unidos Pra Lutar". Entre eles se encontravam correntes sindicais do PSOL, A Intersindical, a Federação dos químicos que dirige a CUT, o Fórum de Lutas do Vale, organizado no ano passado pela "Unidos Pra Lutar", que é formado por sindicatos dos condutores (CUT), vidreiros (CUT), alimentos (Unidos), Municipal (Unidos) e muitos mais.
A eleição e seu resultado se tornaram um evento político nacional e com certeza terá repercussão internacional. Razão que levou os dirigentes sindicais de outros estados, como os metalúrgicos de Niterói (Rio de Janeiro), Sintuff, e cerca de 100 outros ativistas de todo o país se deslocarem para acompanhar o processo eleitoral neste importante ramo de produção. Os trabalhadores e jovens que participaram em apoio refletiam imensa alegria e declararam se tratar de "uma experiência inesquecível".
A Conlutas, liderada pelo PSTU, sofreu um duro revés político. Os trabalhadores puniram seu sectarismo político e giro à direita na última fase das eleições, quando se aliaram com as políticas da multinacional, solicitando e endossando a demissão de dirigentes sindicais da classe, argumentando que o sindicalismo combativo e classista da "Unidos Pra Lutar" gerava "tumulto e instabilidade" no trabalho.
Orlando Chirino e José Bodas, do C-CURA (Corrente Classista Unitária Revolucionária e Autônoma) na Venezuela, saudaram este importante triunfo, observando que se tratava de uma grande vitória alcançada pelos trabalhadores de base graças a unidade e a firmeza para defender seus direitos ameaçados pela patronal e pela esquerda traidora.
São Paulo, 11 de maio, 2012
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