Ainda há pessoas dispostas a fazer sacrifícios pelo bem comum, por grandes causas e belos sonhos.
Ainda há gente disposta a sofrer as consequências de não se dobrar a um absoluto individualismo, pôr a cara à tapas de calúnias, perseguição e dúvidas.
Ainda há quem pacientemente tente desatar os nós tão apertados do mal entendido, da má fé e vilania, revertendo venenos em curas graciosas...
Ainda há os que com coragem amam, amam sem medo dos gritos histéricos de repulsa bárbara dos odiosos e amam repelindo toda a tóxica inveja dos encoleirados nos costumes
Ainda há aqueles que cantam, dançam e contam um lindo mundo gestado e parido dos cinzentos escombros desse mundo-cão ao qual a palavra da igualdade social, diversidade humana e liberdade plena colorirá aos céus ensolarados de arte!
Ainda há esses que sofrem e choram, ao mesmo passo que organizam e lutam com raiva, a raiva ardorosa e terna de quem sabe que para que o sofrimento acabe será preciso acabar com o status quo, a (des)ordem estabelecida e o mundo lunático, lucrocrático.
Ainda há a que sonha. Se perguntando se sonha ou se vive. Há a que vive se perguntando: tudo não passa de um pesadelo contra o qual a principal arma com a que se defender seja... este sonho?
Meio às greves. Passeatas nas ruas. A repressão recua face a multidão. Palavras de ordem estão em vez de trovão, ecoando em todas as cidades. O poder vacila, sibila e cai! Derrubado todo o monumento da pirâmide. Eis a luta, o sonho.
Ainda há eles que semeiam, que colhem, que subtraindo repartem e multiplicam. Ainda há os que enfrentam! Ainda há vocês que apontam, propagandeiam, recrutam, formam e bradam:
"Lá está! Nossa utopia é alcançável. A podemos construir com as próprias mãos, corações e mentes. Se destruirmos essa muralha-cárcere de egoísmo terrível: abaixo o capitalismo!"
Ainda há imprescindíveis
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
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