Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
O Caráter
"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui.
O verdadeiro valor de um homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza de seus ideais...!"
(Charlin Chaplin)
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O verdadeiro valor de um homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza de seus ideais...!"
(Charlin Chaplin)
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Elegia 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século, a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
(Carlos Drummond de Andrade)
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Hoje,
Justo como ontem:
É frustante sentar pra escrever e sentir que não há o que dizer. [vazio] Ou melhor, perceber que tornou-se um bobo repeteco abrir a boca pra falar de si, de sua vida e... [cansado] Isso é sinal de quê? [perdido] Não ver o movimento, se dar conta e... [estupidez] Que disperdício. Quanto disperdício... [niilismo] Dessas palavras. [utilitarismo] Perda de tempo com pensamentos. [materialismo] Desfocado. ["foco, foco, foco..."] Eu falaria de...? [egoísmo] Eu viveria de...? [blá]
Todo dia. O dia todo. Eu morro.
E todo profano dia eu acordo pra morrer de novo.
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domingo, 17 de agosto de 2008
...?
Margens, sem rio.
As margens de possibilidades.
Quem, posto à margem da realidade,
Deu margem aos danos de um ébrio acaso
Túnel de ar, corredeira de tempo.
Desempoeirando os olhos de quem
desesquecendo reconhece
Os efeitos de caminhar contra o vento.
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As margens de possibilidades.
Quem, posto à margem da realidade,
Deu margem aos danos de um ébrio acaso
Túnel de ar, corredeira de tempo.
Desempoeirando os olhos de quem
desesquecendo reconhece
Os efeitos de caminhar contra o vento.
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