Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Distâncias

Com o retrato ferido, nas costas uma mochila pesada de más impressões, um pedaço da alma faltando e uns pequenos descasos no bolso, vou embora. Vou pular esse estranho carnaval. Em meio as felicidades: arranhões gatunos no coração. Felicitações em meio a vexames, festas em meio a essa patética e inoportuna tristeza...

Terão todos os votos já invalidado?
Que bela porra de início de ano...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Apoquentado do Peito.

Veja lá...

Não sou romancista pra dirimir das palavras meus sentimentos e vivências através de invenções, nem sou poeta pra balbuciar cheio de graça os espantos espasmódicos do dar-se conta da Vida em volta e em si com olhar onírico. Não sou nenhum tipo de estudioso cientista, mecânico burocrata ou aparelho veiculador de notícias do meio-técnico-científico-informacional fazendo uso de cortes epistemológicos isentadores e formalismos distanciadores...

Se me expresso, expresso a mim também, ora. Sou indissociável das declarações que faço. E quando as faço, serei de tudo um pouco - romancista, poeta, estudioso, portifólio, obreiro de mim mesmo - um largo arcabouço, ou tola távola rasa, umas vezes modesto, outras vezes ridículo... As pessoas se reinventam nas suas sopas de letras, conceitos e mensagens, nos enganos, suposições e preconceitos, nos tantos lapsos de compreensão. Compressão. Compensação...

Eu queria contar, sem, em mim,
meu ultimo disparate ter que descontar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Início de Ano.

Vamos lá. Sem afobações nas palavras,
sem precipitações nas conceituações.

Deixemos o tom dos acontecimentos harmonizarem
nas retratações da cabeça, do entendimento, das interpretações,
diariamente criando boas imagens e canções.

O ano só começou,
a vida ainda é jovem e o coração continua no rítmo da descoberta:
pulsando um pouco de dor, pulsando um pouco de prazer
e alimentando a realidade da nossa breve permanência.

Atiçando nossa pretensão de compreensão
do que seja amar,
do que seja sentir e ser...
Este é um momento de se reconhecer.

[...]

A todo instante é posto ao nosso alcance - por forças indiscutíveis - essa imensurável responsabilidade/capacidade de renascer, de nos reestruturarmos, de evoluirmos... Não é preciso um símbolo de Novo Ano, de Nova Década ou de Nova Vida, pra que possamos, pura e simplesmente, dizermos a nós mesmos:

_ Agora serei diferente do que andei sendo.

Mas uma autoanálise e um reinício são sempre bem-vindos,
pois mudar faz bem quando se muda pra algo bom, pra algo melhor.
(E, mais do que se imagina, o óbvio, por vezes, é o mais difícil de enxergar... Então ressalto: mudar pra algo bom, é realmente bom.)

Rum'à mudança!

Obs: Esse pedaço do fim eu digitei e não postei antes.
Agora posto por efeito de um comentário amigo. xD ~

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Miração...

- Um símbolo, um meio, um fim...? -
...Mas senti uma "parabenização" interior que me aliviou.

Espero o melhor.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ciciar

Conceituação, palavra, título, comunicação, o significado...
...É por isso que tanto adoro a música instrumental:
Palavra é algo, assim, tão carregado e complicado...
...As vezes, quero existir quieto de abstração, feito um animal.