Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Soneto

(Violante do Céu)

Quien dice que la ausencia es homicida
No sabe conocer rigor tan fuerte,
Que si la dura ausencia diera muerte,
No me matara a mi la propria vida.

Mas ay que de tu ojos dividida,
La vida me atormenta de tal suerte,
Que muriendo sentida de no verte,
Sin verto vivo, por morir sentida.

Pero si de la suerte la mudanza
Es fuerte, me asegure la evidencia,
Que tanto me dilata una tardanza:

No quede el sentimiento em contigencia
Que el milagro mayor de la esperanza
Es no rendir la vida a tal ausencia

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