Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Diligência contra alguma decadência.

Sou mais didático que poético, mais sentido que sensível. Tenho a qualidade daquele que busca constante utilidade, mas que não sabe dirimir validades. Um tanto movido por prazer e freado por hesitação, humanizado por pesares, prisioneiro dos anseios e insaciável de compreensão, sou uma consciência instigada pela vicissitude do mundo. Vivo momentos de desinteresse total da realidade e vivo momentos onde de tudo transborda importância. E de vez em quando me embriago em marasmo, em descaso, em burrices, nos copos acompanhados das piadas ruins e das filosofias pueris... Pra distrair-me das pungentes sensações que a consciência traz consigo. Essa consciência que trago comigo, essa consciência indissociável de mim. Livro-me de mim, propriamente dito.

Sei que livrar-se das responsabilidades é matar a vida.
Pois esta já carrega inúmeras responsabilidades só de haver.

Eu sei que viver requer muita, muita disposição...
Coisa que as vezes tenho, as vezes não.

Mas o poder está sempre em mãos.
Viver é uma questão de escolha, de correr riscos, de opção.

2 comentários:

B. disse...

Intenso! É assim q vejo vc.

Eduardo Rodrigues disse...

Geralmente eu não gosto das declarações que as pessoas fazem a meu respeito. Mas tenho que dizer que adorei essa.

Beijo, B.