Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Se realizou o IV Congresso Mundial da UIT-CI
Nos dias 24, 25, 26 e 27 de Junho teve lugar o IV Congresso da UIT-CI (Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional), em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Com delegados de várias seções e convidados de outras correntes políticas, houve um rico debate e se tomaram decisões importantes e campanhas a serviço do apoio às lutas do mundo e união dos revolucionários.
O Congresso se reuniu nas instalações de Sindicato de Alimentos. A nossa organização irmã, a CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores no PSOL), serviu como anfitriã. Previamente ocorreram conferências e eventos dos partidos e grupos onde foram discutidas as Teses Mundiais e de Balanço e a Orientação para os próximos anos. Também foi discutida a situação nacional da Venezuela, Brasil, Bolívia e Cuba, entre outros.
Estiveram presentes entre os delegados e convidados os companheiros Orlando Chirino e Jose Bodas, da Venezuela; Carlos Barrera (ex dirigente da Fejuve de El Alto), de La Protesta e Eliseo Mamani, Secreátio Executivo da Federação de Professores Rurais de La Paz, da Bolívia; do Brasil, Babá da CST e vários dirigentes sindicais, incluindo Pedro Rosa, Neide Solimões e Wellington Cabral. O MST do Chile, foi restabelecido como seção nacional. Esteve presente uma delegação do KRD da Alemanha como uma organização simpatizante. Participaram como convidados Joseph Luís de Alcazar (Lucha Internacionalista, do Estado Espanhol) e Atakan Ciftci (Frente Obrero, Turquia) do Comité de Enlace Internacional (CEI) e Enrique Gomez, do POS do México.
Crise capitalista e as lutas operárias e populares
Houve acordo unânime em que estamos atravessando a maior crise capitalista mundial, que o imperialismo sofre uma crise de dominação econômica, política e militar, e que as lutas dos trabalhadores, juventude, desempregados, camponeses e outros setores populares percorre todos os continentes. Ascenso que tem seu epicentro na Europa e Norte da África com a chamada revolução árabe. Na América Latina também mostram-se as conseqüências da crise mundial e da luta dos povos.
Na Tunísia, Egito e Líbia caíram ferozes ditadores pró-imperialistas. Na Síria, as pessoas resistindo e enfrentando a ditadura brutal de Al Assad. Na Europa, acontecem manifestações e greves gerais (9 na França, 18 na Grécia, entre outras), e nas eleições prima o "voto de castigo" contra os governos de turno, ocorrendo em alguns casos um giro à esquerda eleitoral, como demonstrado na Grécia. Percebendo-se uma convulsão internacional para que pela crise paguem aqueles que a provocaram (multinacionais, banqueiros e capitalistas), e não os trabalhadores.
Na América Latina, verifica-se que os governos que surgiram há alguns anos, mostrando-se como "progressista" (Lula-Dilma, Cristina Kirchner) ou "de esquerda" (Chávez, Evo Morales, Correa, Humala, Mujica), mais além dos discursos, descarregam a crise mundial contra seus povos, implementam planos econômicos em benefício das multinacionais e criminalizam o protesto social. Obrigando os trabalhadores e outros setores populares a enfrentá-los decididamente. Lutas que encontram na dianteira uma enorme vanguarda radicalizada, a base para empalmar e continuar a dar passos na construção de uma nova direção sindical e política dos trabalhadores.
Unidade dos que lutam e dos revolucionários
Nesta situação, é fundamental seguir promovendo a mais ampla unidade de ação para enfrentar os planos de ajuste, para unir a oposição nos sindicatos contra a burocracia sindical e construir partidos e correntes de esquerda e revolucionárias. Para isto sã decisivas as iniciativas e campanhas comuns.
Foi muito acertado que estejamos promovendo apoio ao povo da Síria junto com os companheiros do CEI. Se considerou impulsionar apoio a outros povos que lutam contra a União Europeia, especialmente ao da Grécia. E foi por unanimidade, juntamente com as organizações e dirigentes convidados, que foi acordado o apoio político e militante da candidatura operária e socialista de Orlando Chirino nas eleições presidenciais de outubro na Venezuela, fazendo para tal fim uma campanha de pronunciamentos e aderências.
Por sua vez, além de adotar várias resoluções, importantes coincidências políticas foram encontradas com as organizações convidadas, acordando não somente campanhas conjuntas, mas a necessidade de explorar melhor os processos de aproximação entre as nossas organizações, a fim de tomar medidas em unidade na perspectiva da reconstrução da IV Internacional. Combatendo tanto o oportunismo como o sectarismo. Continuando a debater as diferenças de perspectivas em torno da situação mundial, em um marco dee lealdade revolucionária, uma condição básica para ir selando sólidos passos unitários.
A próxima conferência dos companheiros da CEI em Istambul, em outubro deste ano, ao qual foi convidada a UIT-CI, será outro importante evento neste caminho. Assim como as relações que precisam seguir se aprofundando com os companheiros do POS, do México, e outros valorosos dirigentes com quem estamos construindo La Protesta na Bolívia, os quais podem somar no próximo período.
Para a UIT-CI está claro que há que seguir levantando bem alto as bandeiras que nos legou Nahuel Moreno, ou seja, da revolução socialista, para libertar a humanidade dos males do capitalismo-imperialista. E começar a construir o socialismo com democracia operária completa, onde sejam os trabalhadores e demais setores populares que passem a governar. Mensagem que compreendida por Miguel Sorans quando fez a saudação final ao Congresso, resumindo o balanço do mesmo: "nos propusemos a avançar na discussão sobre a situação mundial, as tarefas que temos pela frente e em maiores acordos com outras organizações e conseguimos: tarefa cumprida". Após as palavras finais das organizações convidadas, se cantou com entusiasmo os versos da Internacional.
FONTE: http://uit-ci.org/index.php/noticias-y-documentos/iv-congreso-de-la-uit-ci/156-se-realizo-el-iv-congreso-mundial-de-la-uit-ci
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