Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

EUA: Socialismo, com uma militante trotskista, entra na Câmara da cidade de Seattle pela primeira vez em um século.

A nova vereadora Kshama Sawant.
17 de novembro de 2013

"O capitalismo falhou aos 99%". Com slogans como estes, Kshama Sawant, imigrante indiana, de 41 anos, será a primeira prefeita socialista e trotskista de Seattle na história moderna, depois de desbancar numa eleição apertada o democrata Richard Conlin, que ocupava há 16 anos o cargo. Ela provém da corrente trotkista do Comitê por uma Internacional Operária (CIT/CWI), que conta com uma forte presença nas eleições locais na Escócia, através do Partido Socialista.

A vitória de Sawant, que foi membro ativa no movimento Occupy Wall Street, surpreende em um país onde a palavra socialismo tem sido tradicionalmente vista com uma mistura de medo e desprezo.

Algo que mudou, pelo menos na maior cidade do estado de Washington, depois destas eleições. "Eu não acho que o socialismo dê medo a maior parte do povo de Seattle", admitiu Conlin, que foi sustentado pelo establishment político da cidade, como relatado no Huffington Post.

A candidata era praticamente uma novata, já que tinha apenas disputado em uma campanha do ano anterior, mas com o passar dos dias, a recontagem tem mostrado uma vantagem cada vez maior em seu favor.

Para fazer isso, Sawant impulsionou uma plataforma com forte suporte social, apoiada por dezenas de voluntários, e com as reivindicações básicas: um salário mínimo de US $ 15 por hora, o controle dos preços de aluguel, que não param de subir, e o aumento do imposto sobre os milionários para engordar o sistema público.

Sawant levou, na prática, a voz do movimento dos indignados estadunidenses, Occupy Wall Street, às instituições, denunciando a desigualdade e o desemprego, assim como a poluição e o desenvolvimento insustentável, a brutalidade policial, racismo e reivindicando escolas públicas de qualidade.

Esta ativista veterana também tem perfil no FacebookTwitter e um blog detalha seu programa eleitoral.

FONTE: UIT-CI

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