Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

1° de Maio: o PSOL tem que agitar o "Fora Bolsonaro e Mourão!" pela vida dos trabalhadores, periferias e pobres

De Eduardo Rodrigues, militante do PSOL


O momento é de agravamento da crise social, a pandemia já causou 500 mortes por covid19 em apenas 24 horas e ultrapassou o número total de vítimas da China. Ainda assim, o governo Bolsonaro-Mourão segue a sua linha de não garantir as testagens em massa, continua com o plano de suspensão total do distanciamento social, continua priorizando os negócios e a entrega de dinheiro público aos capitalistas e sistema financeiro, ao mesmo tempo que dá continuidade aos seus planos de aprovação das medidas draconianas contra os direitos dos trabalhadores brasileiros.

A investida sobre a direção da Polícia Federal demonstra que Bolsonaro quer aumentar seu poder pessoal e autoritário sobre a sociedade brasileira. Em paralelo ao projeto autoritário, debocha e faz pouco caso da dor das famílias que enfrentam a tristeza de ver seus entes queridos morrendo sem a devida atenção dos altos poderes na República da Desigualdade. Os próximos dias serão de maior crise político-institucional e mal-estar com o crescimento da curva de contágios do coronavírus.

De fato, a crise terminal da Nova República se acelera e a questão principal colocada em sentido histórico é que a luta pela dignidade e vida do nosso povo trabalhador passa por derrotar o estado de coisas engendrado pelo sistema capitalista em todas as áreas de necessidade da população e dimensões da vida. Essa decadência sistêmica, escancarada agora pela pandemia deve ser aproveitada para unificar a esquerda socialista  na construção do projeto revolucionário de massas urgente para impor sobre o capital o poder do trabalho. Um projeto frontalmente contrário ao projeto de Bolsonaro, que lidera a "contrarrevolução preventiva" e organiza-se para consolidar uma base fiel e militante de neonazistas.

Para salvar vidas, invertendo totalmente a lógica atual é preciso um novo radicalismo de esquerda, pela igualdade substantiva que o Brasil nunca experimentou e contra todo esse autoritarismo que nossa história sempre viveu. É o principal objetivo nesse momento em que todo o sistema mundial demonstra sua insuficiência para nossa classe e, na realidade, aprenderá uma feroz disposição de nos sacrificar em nome do lucro.

Para que possamos defender a vida dos trabalhadores é inevitável enfrentar toda a política do atual governo, pois sem que se derrote Bolsonaro e Mourão será impossível reverter a sua agenda antipopular e genocida. Por isso, o PSOL - junto à esquerda socialista composta pelos camaradas do PCB e do PSTU - deve fortalecer o movimento pelo Fora Bolsonaro e Fora Mourão, a única linha política que tem a devida independência diante de todo governo burguês ultraliberal que está no poder. Essa política é diferente das linhas que as esquerdas e direitas capitalistas estão aplicando agora, para aclamar Mourão e acalmar os ânimos da indignação popular. Devemos chamar o 1° de Maio classista, popular, dos trabalhadores e do povo pobre, para exigir a queda do governo e dessa agenda de morte contra brasileiras e brasileiros. Sem nenhuma confiança nos governos, uma vez que os nossos maiores inimigos estão poder.

Não bastará a política pelo "Fora Bolsonaro" que tanto a direita como a esquerda estão agora agitando face a profunda crise. Eles estão, na realidade, propondo uma "manobra Temer" para normalizar um regime totalmente inormalizável. É preciso dar um baque forte e impor uma derrota a toda burguesia brasileira e o seu governo agora. Isso se dará pelo convencimento massivo das pessoas, seja com os panelaços, protestos e campanhas de todo tipo contra os planos em curso do governo.

Fora Bolsonaro e Mourão!
A vida tem que estar acima do lucro!

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