Sobre este blog:

Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.

domingo, 4 de maio de 2008

Dando Uma Geral

Essa colcha de retalhos. Minha estrutura ideológica... E a geral não é só nela. É uma dessas gerais que a gente dá quase de mês em mês em vários aspectos da vida simultaneamente. Quando a gente acha que tem alguma coisa errada que precisa ser mudada... e que, com freqüência, precisa daquela "ajeitada definitiva".

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sábado, 3 de maio de 2008

É impossível explicar sensações, transmitir a idéia pura... Mas:

Sabe aqueles momentos nos quais você se dá conta de estar vivo? Quando, de repente, se torna algo impressionante olhar a própria mão e o tempo simplesmente parece sumir enquanto você analisa cada tracinho mínimo dela, absorto na experiência de rever tudo o que já conhece, tão surpreendido com a propriedade elástica da pele, a disposição de seus relevos, seus desenhos papilares e também com as veias que aparecem por detrás de algumas camadas de você ou um tanto saltadas sob a pele...

Nossa, e o controle...!? Você pensa, ela faz. Sendo que você nem sente o pensamento, não percebe nada do processo mental promovido pelo maquinário cerebral, mas ela simplesmente faz... Os dedos, articulados, se movendo...

E as cores e a perspectiva, a percepção visual, essa sensibilidade que lhe permite compreender sua mão próxima de seu rosto ou o sentir combinado e único dos próprios dedos na palma dela?! É tudo tão indiscritivelmente fantástico mesmo sendo real.

E você pensa: "Eu to vivo... Eu existo..."

Aí, ao notar as coisas ao seu redor e pensar nas outras tantas que compõe a sua vida, sensações, conceituações, nomes, pessoas, outras vidas, vida em si, as relações entre tudo isso e todo o resto, pensamentos brotam incontrolavelmente de todos os cantos, de todos os lados, de todas as camadas, todos os pontos de seu pensar, como fumaça, se desprendendo, continuamente, indo através e empurrando o que veio antes, misturando e obscurecendo cada vez mais o entendimento, com o raciocínio tornando-se extenso, distante e incompreensível, inalcançável e

Uau

Alguém cutuca seu ombro. xP

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Eclesiastes 3

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.

Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele. O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.

Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade. Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?

Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?"

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

De Novo:




Esse blog não tem propósito.
É uma merda e toda vez que invento de lê-lo,
constato o quão porcaria ele é por ser meu...
Justamente, a cara do dono.

Mas tanto faz.

:)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Reclamaçãozinha costumeira...

Eu não sei onde os meus sonhos foram parar...
O que acontece com quem pára de sonhar?
Fica assim como estou?

Quando eu era mais novo, o mundo parecia ser algo maior. Era tudo tão imensamente assustador exatamente por ser algo misterioso. E eu, na minha pequenez, tão incapaz, tão descartável, tão transparente, tão ausente... Tão distante, escutando e observando, muito curioso. Querendo entender como tudo funcionava e onde ia dar.

Mas, olha pra mim agora, me sinto maior do que o próprio mundo. E é tudo vão... Tudo um tédio. E a vida é predominantemente dolorosa, levando em consideração o momento histórico, o espaço no qual me encontro, a atual conjuntura sócio-política mundial, minha condição de jovem estudante universitáro da classe média obrigado a me acabar seguindo roteiros de uma ideologia assassina pra ter alguma garantia de não morrer de fome ou frio em algum esgoto, nesse país que nos abandona na velhice depois de nos ter sugado toda a vida.

Restaria apenas espaço pra sonhos que não se realizarão?

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