Novamente Dilma Rousseff desrespeita a presença dos demais candidatos e principalmente o direito dos eleitores de ter conhecimento dos presidenciáveis, suas propostas e seu temperamento político. Permanece esta candidata acobertada por um obscuro manto de omissão, só aparecendo publicamente ao lado de "capangas" petistas que projetem sua publicidade e em propagandas superproduzidas de TV, onde tudo é lindo e maravilhoso e só melhora...
No debate promovido pelas Tvs e Rádios Católicas, em 23 de Agosto, Dilma Rousseff não compareceu e foi duramente criticada pelos demais candidatos e pelos próprios eleitores, que declararam a impressão de intenção premeditada da candidata de omitir-se, posto seu despreparo político... Bem, o que tenho a declarar é que quando Dilma apareceu, no debate ocorrido no dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, estava puro nervosismo. Parece realmente não saber lidar com discussões de idéias, só com propagandas de uma única via, onde ninguém rebate ou pergunta. Onde não existem riscos.
Nesse debate, do dia 5 de Agosto na Rede Bandeirantes, Dilma e Serra polarizaram a discussão n'uma fatia do debate, comparando projetos que seus partidos implementaram no Brasil nos ultimos 16 anos. Dilma gaguejou e fez infinitas pausas, falando de uma série de projetos de cunho assistencialista e declarando o que achava "importante" - palavra pela qual tem uma grande paixão, pelo visto. Serra fez reciclagem de projetos do PT, dando outras extenções e acabou por tentar estabalecer pontes entre o governo PT e PSDB, convergindo no assistencialismo petista e acusando a ausência de determinados projetos do FHC, como multirões de saúde. Marina teve uma participação apagada e distante, sem força - mesmo quando tentou emocionar. Já Plínio foi a tónica do debate, fazendo perguntas diretas e avaliando as propostas de seus adversários, teve destaque, sendo eleito por jornais e especialistas como candidato de melhor desempenho no debate e alcançando o topo dos mais comentados no mundo através do Twitter durante o debate (nota sobre "vitória" de Plínio na Folha.com aqui).
Neste mesmo debate Plínio arrancou de Dilma a sua postura contrária a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e também fez vir a público a sua postura contrária a implementação de limite de 1.000 hectares de terra aos latifúndios no Brasil. Ela chegou a dizer que não é dever do Estado lutar por estas melhorias na vida dos trabalhadores, que deveria ficar nas costas dos sindicatos, pura e simplesmente. O que é um absurdo. Pra quê ela quer Estado afinal?
No quisito Reforma Agrária, Plínio também foi perspicaz e duro, explicando como o PT abandonou o seu projeto inicial, "picotando pela metade" e agora fingindo não enxergar o problema, se omitindo. Plínio foi quem redigiu as diretrizes de reforma que o PT usou como bandeira durante anos e que depois, traiçoeiramente, veio a abandonar em seu governo... É por essas e outras que Dilma e o PT devem ser criticados e repudiados.
Afinal, pode-se inferir que a candidata Dilma Rousseff, diante de tantas contradições dentro do PT e seu governo, configura uma personagem extremamente vulnerável aos debates, pelas altas doses de críticas que são possíveis, preferindo, portanto, correr - seja por estratégia política, seja por despreparo e/ou covardia ou, ainda, tudo isso junto. Mas está claro que está adotando uma estratégia de ausência nos debates, evitando o perigo das tensões dessa exposição. Afinal, ainda pode utilizar-se das propagandas enganosas e super-produzidas do PT e o grande escudo da figurona populista e demagoga do atual presidente, o Lula, para ter seus momentos de publicidade blindada garantidos. Esta fuga de Dilma foi alvo de críticas contínuas no debate Estadão Gazeta também, veja o vídeo abaixo:
Plínio, do PSOL, se manifesta sobre ausência de Dilma no debate de 08/09/10
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dilma Rousseff FOGE NOVAMENTE de Debate Eleitoral
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4 comentários:
bem-vindo aos bastidores do quem dá mais... se dou as caras para os meios eletrônicos, sou forte, confiante, democrático e sou apto a vencer. O que, para marqueteiros a la Duda Mendonça, não é grande coisa faltar quando se tem as intenções de voto na mão. Pode parecer blefe, mas o filho da puta acertou em três eleições (Fernando Collor, Fernando Henrique e o já finado Luis Inácio Lula da Silva).
Tudo não passa de estratégias. Até criticar o candidato ausente pode acarretar rejeição por parte do eleitorado que só quer seu dinheiro do bolsa-qualquer coisa na mão, no fim do mês.
É heróico e valioso descortinar velhos vícios da política tradicionalmente brasileira, mas passou o tempo em que a esperança reinava nos corações de pequenos e grandes. Herói ou, quem sabe, seres hermeticamente valiosos só descem suaves nos quadrinhos, filmes, desenhos.
Mas, interessante associar ausência à covardia, despreparo. Mas, não sei se concordo com os conceitos que emanam dessas características.
=) Sou chata né?
Que é estratégia política, disso não existem dúvidas. Ter nas mãos as intenções de voto, maior tempo no horário eleitoral, milhões em recursos fornecidos por empresários pra propaganda eleitoral, tremenda massa de manobra, programática do pãozinho sem circo... Tudo isso decide, com peso tremendo, o destino dos cargos políticos e do aparato legalista do país. Não é novidade.
Mas as coisas não terminam aí. Não terminam na investidura de cargos, nas vitórias eleitoreiras e outras coisas do gênero.
É heróico e valioso descortinar velhos vícios da política brasileira e já chegou o tempo de a desesperança dar lugar a insatisfação ativa dos cidadãos, aos atos de disseminação de consciência política, social, econômica e cultural...
Se há uma grande conquista por parte de pessoas como Plínio, é a de não esmorecer e acabar por virar um cidadão insatisfeito e, ao mesmo tempo, satisfeito. Satisfazer-se com a insatisfação é abandonar as possibilidades de mudança, de transformação, é desistir.
Eu sei que existe um grande número de pessoas/eleitores/cidadãos que não são massa de manobra e que realmente estão avaliando com interesse o andamento da política sobre e sob a vida social. Pessoas ávidas por entendimento e cheias de vontade de ajudar a construir a sociedade. A essas pessoas que querem conhecer alternativas, acredito que esse de ser humano e esse tipo de denúncia confirmam: existe gente decente que faz política, existem ideais de igualdade social e elas devem crescer, multiplicar e gerar resultados, existe sempre alternativa.
[...]
Tem vários ângulos pra analisar as ausências de Dilma. Acho que, dentre elas, a covardia e o despreparo não são impensáveis.
De fato. a esperança não deve cessar, não se deve "abandonar as possibilidades de mudanças". Isso também não é novidade.
Mas, parto do princípio que é ingênuo se satisfazer que o que tem. O que AINDA tem são estratégias, discursos arranjados ou, sendo um pouquinho mais otimista, pessoas até fiéis aos seus ideais, mas que se perdem na maquinaria política que está além do vocabulário das pessoas/eleitores/cidadãos.
Acredito nas pessoas. Não acredito no sistema político no qual estamos inseridos. Se as relações de interesses viciados existe no seio familiar, que dirá num congresso. É só observar nossos atos, nossos vícios para observar que tudo não passa de um espelho que reflete nossas mais infímas ou esquecidas ações. Se não mudarmos a base relacional de respeito entre os homens, não existe discurso bonito que me faça levantar uma bandeira que, para mim, é vazia.
Também não acredito no sistema político, reconheço seus vícios, percebo a necessidade de MUITAS mudanças RADICAIS no que tange a política brasileira. Também acredito no homem e acho que deve ser construído esse respeito dos homens pelos homens. Mas num nível real, prático, não abstrato. Também acho que discursos são só discursos. Mas existem grandes diferenças entre discursos demagogos e discursos realmente críticos e de denúncia com embasamento fático...
Pra mim, praticamente TUDO deve ser desfeito e construído dentro de outros moldes. No entanto, isso só acontece com a população unida. E pra ela se unir ela tem que entender os fatos e entender seu poder. E pra esse entendimento surgir, é necessário esses diálogos, as vezes, dentro mesmo dos próprios meios viciados, mas com o discurso sóbrio, sincero, didáticamente esclarecedor e de vigor convocativo.
Sem influência de massas, não se vai a lugar algum...
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