Ontem, uma bela moça da minha idade faleceu de câncer e isso mexeu muito comigo.
Sobre este blog:
Isto é uma nesga de liberdade. Campo de batalha, monólogo no palco escuro da noite. Espelho no qual reflito, pro qual sorrio, no qual cuspo, janela através da qual esbravejo ao mundo. Um eco, depósito de fragmentos de desejos, transcrição de alguns trajetos e momentos no tempo. Violino no qual guilhotino as minhas dores, de toda a Humanidade... Espécie de intimidade pública, de arestas aparadas. Movimento multitudinário de resíduos cerebrais, virtuais, multicolores nas ruas deste plano de signos... Ao qual só tenho acesso com um cabo de internet.
sábado, 13 de agosto de 2011
Pedaços desolados
Mas... e quando todas as palavras se vão? Guardadas nas bocas, no peito dos ausentes. E quando não há a quem falar e deparamo-nos sós na cidade? E quando o silêncio é a única resposta, já que tornou-se impossível fazer perguntas a alguém? O telefone chama, mas ninguém atende. Quando gritas, se o eco cala? No momento em que percebemos a mudez do mundo. No deserto das profundas ruas noturnas. Que somos quando estamos sozinhos, senão bichos incompletos? Pedaços desolados. Amputados uns dos outros...
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